quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A História da Casa do Regalo


Com a devida vénia, transcreve-se o texto, da autoria de José Vicente de Bragança, inserto na página de Jorge Sampaio na Internet:
A Casa do Regalo, situada no topo da Tapada das Necessidades, entre frondosa mata, hoje algo desordenada, cerca do antigo Picadeiro ( onde se encontra o moderno edifício-sede do Instituto de Defesa Nacional), teria sido mandada construir pelo rei D. Carlos I, após subir ao trono, em 1889, destinada a estúdio de pintura da rainha D. Amélia (1865-1951)i.

A Rainha D. Amélia cedo se interessou pelo combate ao terrível flagelo da Tuberculose – o mal do século – promovendo em 1893 a criação do primeiro dispensário em Alcântara, destinado a crianças, que foi dirigido pelo Prof. Augusto da Silva Carvalho.
Seguiu-se, em 3 de Julho de 1899, a criação da Assistência Nacional aos Tuberculosos, que muito ficou a dever à iniciativa e persistência da Rainha D. Amélia. Entre as obras que patrocinou contam-se, ainda, a fundação do Instituto de Socorros a Náufragos, em 1892, e do Museu Nacional dos Coches, em 1905.
No local onde foi construída a Casa do Regalo terá existido anteriormente uma edificação, da qual hoje pouco se sabe, utilizada pelos Padres da Congregação do Oratório como observatório astronómicoii.

O nome poderá ter origem na utilização da edificação primitiva como «casa do regalo», após a extinção das ordens religiosas e da saída dos padres do Oratório do Convento, em 1833-34, e a que aludia Vilhena de Barbosa, no «Archivo Pitoresco», em notícia publicada em 1862iii.
Após a implantação da República em 1910, o edifício do antigo Convento dos Padres do Oratório foi ocupado por serviços do Exércitoiv, e o Palácio das Necessidades pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, em 1916.
A Casa do Regalo, por seu turno, foi alugada a artistas plásticos para nela instalarem os seus ateliers.

Em Maio de 2005, a Direcção-Geral do Património afectou a Casa do Regalo à Secretaria-Geral da Presidência da República para nela se vir a instalar o gabinete do ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, tendo-se solicitado à DGEMN um estudo e projecto de reabilitação da Casa do Regalo, dada a necessidade de se proceder a obras de conservação e restauro do edifício (as últimas tinham sido feitas em finais da década de ’60 e em 1991-93).
Com base nesse estudo, e no projecto elaborado pelo Arquitecto Pedro Vaz da DGEMN, foi adjudicada, em Junho de 2005, a empreitada respectiva, mediante prévio concurso público, tendo as obras de intervenção sido concluídas em finais de Maio/Junho de 2006.
A partir dessa data instalou-se o gabinete do ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio que vem exercendo as funções de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e de Enviado Especial do Secretário-geral da ONU para a Luta Contra a Tuberculose.
José Vicente de Bragança
NOTAS

i Cf. José Albuquerque Carreiras, A Evolução das Necessidades: do barroco ao paisagismo, in «Necessidades. Jardins e Cerca», (coord. ed. de Cristina Castel-Branco), Lisboa, Livros Horizonte e Jardim Botânico da Ajuda, 2001, p.121 e ss.; Embaixador Manuel H. Côrte-Real, in O Palácio das Necessidades, Lisboa, M.N.E., 1983, alude ao facto chamando-lhe apropriadamente «pavilhão para a rainha desenhar e pintar», p. 56.

ii A notícia é do erudito José Silvestre Ribeiro, História dos estabelecimentos Scientíficos, Literários e Artísticos de Portugal, Lisboa, Academia Real das Ciências, 1871-1914, tomo III, 1873, p. 348, citado por José Albuquerque Carreiras, As origens e a construção das necessidades, ibidem, p. 60, o qual, baseado no facto do padre Manoel do Portal não referir qualquer construção encimando o grotto no seu manuscrito de 1756 (transcrito por Leonor Ferrão, Real Obra de Nossa Senhora das Necessidades, Lisboa, Quetzal, 1994) considera ser de edificação posterior àquela data; tal dedução, fará sentido sabendo-se que desde o início os padres do Oratório dispunham de um gabinete de Física e de um Observatório astronómico no real Hospício e que, só em data posterior, tirando partido da excelente localização, num dos pontos mais elevados da tapada, terão construído a edificação destinada a observatório; no verbete sobre Lisboa, o autor da notícia sobre a Tapada das Necessidades fazendo eco de notícias mais antigas diz-nos «Também na parte mais alta, mas no extremo de uma rampa que nasce próximo do Lago Redondo, existia uma edificação hoje substituída pela Casa do Regalo.», in Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. XV, Lisboa, Editorial Enciclopédia, [s/d], pp. 262-263.

iii Vilhena de Barbosa, Inácio, Real Quinta das Necessidades, in «Arquivo Pitoresco», nº 18, Lisboa, 1862, p.142.

iv Segundo o erudito olisipógrafo Norberto de Araújo, no antigo Convento instalaram-se, entre outros, o Quartel-General da 1ª Divisão vindo do Palácio Almada e, posteriormente, o Governo Militar de Lisboa e o seu Quartel-General (in Peregrinações em Lisboa, vol. II, livro IX, Lisboa, Parceria A. M. Pereira, [1938-1939], p. 18.
Para quem deseje consultar a página, aqui fica o link:

http://jorgesampaio.pt/jorgesampaio/pt/casa-do-regalo/
Foto e recolha de LFM

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Estátuas da Tapada



Agora que está prometida a preservação da Tapada, importa salvaguardar um dos interessantes patrimónios daquele espaço de fruição: A Estatuária.
Esperemos que, a par da sua reconstituição e alindamento dos locais onde estão inseridas, essas estátuas sejam depois objecto de estudo por parte de investigadores de História de Arte e se contextualize o tempo em que surgem, os seus prováveis autores, a simbologia que transmitem.
Ficamos à espera que haja novo vento (de renovação) na Tapada.
LFM (texto) Sofia Grilo (fotos)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Caminhada promovida pela SMOP



Realizou-se a Caminhada promovida pela centenária Sociedade Musical Ordem e Progresso, num dia luminoso, com o entusiasmo de alguns caminheiros, associativistas de gema. A Tapada foi uma vez mais motivo para proclamar o bem estar colectivo.
Fotografias de A. Brito

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Nos 70 Anos da Escola Fernanda de Castro




A Tapada das Necessidades tem sido palco de grandes eventos, nomeadamente o festejo dos Reis em Janeiro de 2008, uma caminhada muito participada pela população, com a participação de partidos e associações solidários com a luta do GATN, em Fevereiro, tal como num passado próximo já tinha havido peças de teatro, concertos pela Banda da Armada, lançamento de um livro de poesia com passagem de modelos de óculos, além das visitas de escolas e da plantação de árvores. Recentemente, festejou-se com perto de duas centenas de pessoas os 70 anos da escola Fernanda de Castro, com evocação da escritora e das tertúlias com outros poetas, que dinamizava, em sua casa. Foram apresentados poemas de Ary dos Santos, Natália Correia, José Gomes Ferreira e da própria. O coro dos TLP interpretou melodias da época em que a autora viveu. Familiares de Fernanda de Castro, como Rita Ferro, presenciaram esse acto muito digno que trouxe à Tapada gente da Cultura e o povo de Alcântara e Prazeres que saboreou em silêncio as palavras derramadas nessa tarde de luz. O GATN esteve presente.
LFM (Texto) A. Brito (fotografias)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Reportagem de António Brito durante a Cerimónia de Assinatura do Protocolo para a Gestão da Tapada das Necessidades






Com o olhar de António Brito visualizamos aqui os momentos da cerimónia de assinatura do protocolo entre o Ministério da Agricultura e Pescas e a Câmara Municipal de Lisboa, no final do mês passado, que atribuiu a gestão da Tapada das Necessidades àquela autarquia.
Foi o corolário de uma luta popular, que obrigou os governantes a decidirem no sentido do desejo popular. Resta saber se não haverá desvios de percurso, tipo hotéis de charme ou outras manigâncias que os poderosos inventam tantas vezes, tirando inesperados coelhos das suas cartolas surpreendentes...
Fotografias de A. Brito

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Feira de Velharias do Grupo dos Amigos




No âmbito do tradicional certame de Artes e Ofícios, da Junta de Freguesia dos Prazeres realizada na Praça da Armada, o Grupo dos Amigos mobilizou-se para apresentar uma Feira de Velharias, com uma panóplia de objectos cuja venda constribuiu para a obtenção de fundos.
O Grupo tem editado comunicados para divulgar a sua luta por uma Tapada salvaguardada e pela fruição por parte dos cidadãos desses belíssimos 2 hectares que são o paraíso na cidade.
António Brito, membro do Grupo, fotografou as duas barraquinhas da feira, que foram um sucesso e atraíram muitos visitantes. Aconteceu no início do mês...
LFM (texto) A. Brito (fotos)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vamos Andar Pela Sua Saúde, Caminhada organizada pela Sociedade Musical Ordem e Progresso


Com o patrocínio da Junta de Freguesia dos Prazeres e Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, a Sociedade Musical Ordem e Progresso convida toda a população a participar no próximo dia 15 de Novembro de 2008, pelas 10h 30 da manhã.
No comunicado que a direcção daquela colectividade difundiu na Feira de Artesanato de Prazeres, lê-se ainda:
"Venha andar, venha respirar ar puro, venha participar num convívio saudável mas principalmente, venha andar para o seu bem estar. E se não conhece a Tapada das Necessidades, aproveite e junte o útil ao agradável.
As caminhadas terão lugar todos os segundos sábados de cada mês à mesma hora (10 e meia da manhã). Esperamos por si! Traga um amigo também!"
Fotografia: A. Brito

domingo, 9 de novembro de 2008

Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades na Feira de Artesanato de Prazeres



Com uma pequena feira de velharias, para custear comunicados, folhetos e demais documentação que se destina a divulgar o belo espaço verde, que originou a criação desta associação com muitos adeptos, o GATN participa mais uma vez na Feira de Artesanato de Prazeres, no Jardim da Praça da Armada.
Do comunicado que distribuíram salientamos a seguinte passagem:
"Congratulamo-nos com o facto das nossas preocupações terem sido ouvidas através da assinatura de um protocolo em que a C.M.L. se responsabiliza pela recuperação e salvaguarda deste espaço, mantendo-o aberto à população.
FOI O EMPENHO DOS MORADORES DA FREGUESIA E OUTROS LISBOETAS QUE FIZERAM O GOVERNO E A C.M.L. MUDAREM DE ATITUDE!"
Fotos: Sofia Grilo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Protocolo assinado entre o Ministério da Agricultura e a Câmara Municipal de Lisboa, da cedência por 50 Anos da Tapada das Necessidades






Divulga-se pelo seu interesse o PROTOCOLO CELEBRADO ENTRE O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS E A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA SOBRE A GESTÃO, REABILITAÇÃO, MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DA "TAPADA DAS NECESSIDADES"

PROTOCOLO

A CELEBRAR ENTRE

O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS

E A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

SOBRE A GESTÃO, REABILITAÇÃO, MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO

DA “TAPADA DAS NECESSIDADES”

Entre,

por um lado,

O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS, pessoa colectiva pública nº 600 015 823, com sede em Praça do Comércio - Lisboa, representado pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas o Exmo. Senhor Jaime de Jesus Lopes da Silva, com poderes para o acto, doravante designado por “MADRP

e,

por outro,

O MUNICÍPIO DE LISBOA, pessoa colectiva nº 500 051 070, com sede na Praça do Município, em Lisboa, representado pelo Exmo. Senhor ..................................................., com poderes bastantes para o acto, doravante designado por “CML”,

Considerando que:

  1. A “Tapada das Necessidades”, enquanto conjunto que compreende o Palácio das Necessidades, composto pelo edifício conventual, a torre e a capela; os seus jardins e o respectivo parque, com elementos escultóricos e decorativos, a fachada palaciana e a fonte monumental, foi classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto do Governo nº 8/83, de 24 de Janeiro, com zona especial de protecção definida pela Portaria nº 552/96, de 7 de Outubro, do Ministério da Cultura;

  1. A “Tapada das Necessidades” está classificada no Plano Director Municipal de Lisboa na categoria de «Quintas e Jardins Históricos»;

  1. A “Tapada das Necessidades” constitui um conjunto de notável relevância do ponto de vista cultural, histórico, arquitectónico, paisagístico e ambiental;

  1. A “Tapada das Necessidades” constitui também um espaço privilegiado de lazer para a população, na sua vertente lúdica e cultural, cujo acesso generalizado deve ser garantido;

  1. A “Tapada das Necessidades”, por quanto fica exposto, constitui um espaço que urge reabilitar, dinamizar e colocar à disposição de todos;

  1. A utilização do espaço da “Tapada das Necessidades” esteve, até recentemente, afecta à Estação Florestal Nacional do Instituto Nacional de Investigação Agrária (actual Instituto Nacional de Recursos Biológicos, I.P.), organismo integrado no MADRP;

  1. O MADRP mantém a “Tapada das Necessidades” afecta à sua utilização e pretende garantir que a gestão do espaço em apreço possa cumprir a sua missão de protecção, divulgação e fruição generalizada de um conjunto patrimonial de inegável interesse público, com elevados níveis de eficiência, eficácia e economia;

  1. Na prossecução das suas atribuições, o MADRP tem ainda interesse em intervir na reabilitação da “Tapada das Necessidades”;

  1. Na prossecução das suas atribuições, a CML também tem interesse em intervir na gestão, reabilitação e manutenção do edificado e dos espaços verdes da “Tapada das Necessidades”;

  1. Na prossecução das suas atribuições, a CML tem interesse em manter o acesso público gratuito à “Tapada das Necessidades”;
  2. A manutenção dos espaços verdes que integram a “Tapada das Necessidades” tem sido da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa desde 1990, data em que foi também garantido o seu acesso ao público;


é livremente e de boa-fé celebrado o presente Protocolo, que se enquadra pelos considerandos supra enunciados e se regerá pelas cláusulas seguintes:

Cláusula Primeira

(Objecto)

O presente Protocolo tem por objecto a definição, entre as Partes, dos termos e condições de cooperação no que respeita à gestão, reabilitação e manutenção do espaço da “Tapada das Necessidades”, com vista à divulgação e fruição generalizada do referido conjunto patrimonial, de inegável interesse público.

Cláusula Segunda

(Compromissos do MADRP)

Para efeito do presente Protocolo, o MADRP:

  1. Cede à CML, a título precário, a utilização do conjunto de edifícios e estrutura verde que integram a “Tapada das Necessidades” (com excepção da Escola Básica, respectivo Jardim de Infância e “Casa do Regalo”), conforme se encontra assinalado no Anexo I ao presente Protocolo e dele faz parte integrante para todos os efeitos;
  2. Autoriza a CML a realizar as obras inerentes ao cumprimento das obrigações resultantes do presente Protocolo, sem prejuízo da necessidade de obtenção dos devidos pareceres e autorizações junto de quaisquer outras entidades competentes para o efeito;
  3. Autoriza a CML a ceder a terceiros, nas condições que entender por convenientes, nos limites resultantes da lei e consagrados no presente Protocolo, a utilização e reabilitação do edificado que ora lhe é cedido pelo MADRP;
  4. Autoriza a CML a fazer suas quaisquer receitas resultantes da cedência prevista na alínea anterior e que devem ser reinvestidas na valorização do espaço;
  5. Atribui à CML, através do Fundo Florestal Permanente, a quantia de € 300.000,00, destinada a comparticipar os custos inerentes à reparação dos pavimentos e do sistema de drenagem da “Tapada das Necessidades”, bem como à limpeza da mata incluída no seu perímetro.


Cláusula Terceira

(Compromissos da CML)

Para efeito do presente Protocolo, e como contrapartida da cedência prevista na alínea a) da Cláusula anterior, a CML, compromete-se a:

  1. Garantir a gestão, reabilitação e manutenção do edificado e dos espaços verdes que lhe são cedidos;
  2. Realizar as obras inerentes ao cumprimento das obrigações resultantes do presente Protocolo e a obter os devidos pareceres e autorizações junto de quaisquer outras entidades competentes para o efeito;
  3. Garantir a continuação do acesso público gratuito à “Tapada das Necessidades”;
  4. Proceder à instalação e manutenção do mobiliário urbano necessário à fruição do espaço público da “Tapada das Necessidades” (mesas, bancos, papeleiras, contentores, bebedouros);
  5. Assegurar a manutenção corrente dos espaços verdes da “Tapada das Necessidades”, bem como a limpeza decorrente do seu uso pelo público;
  6. Participar, directamente ou através de terceiro que lhe suceda nos termos da alínea c) da Cláusula Segunda, na organização da vigilância/segurança do conjunto de edifícios que integram a “Tapada das Necessidades”, e agora lhe são cedidos, bem como das respectivas entradas Sul e Norte.
  7. Proceder à inventariação do património arbóreo existente no perímetro da “Tapada das Necessidades”;
  8. Divulgar, através dos seus canais institucionais (site Lisboa Ambiente, Canal Lisboa, newsletter e-polen), o património arbóreo existente no perímetro da “Tapada das Necessidades”;
  9. Elaborar relatórios anuais da sua intervenção na “Tapada das Necessidades”, no âmbito do presente Protocolo;
  10. Efectuar o pagamento dos consumos de água e de electricidade, devendo, para o efeito, proceder à instalação de contadores próprios onde estes ainda não existam;
  11. Garantir que um dos espaços integrantes do edificado que lhe é cedido pelo presente Protocolo é dedicado à prestação de informações sobre assuntos relacionados com a agricultura.


Cláusula Quarta

(Vigência)

O presente Protocolo produzirá efeitos a partir da data da sua assinatura e vigorará por um período mínimo de 50 anos, prorrogável por acordo expresso e escrito das Partes nesse sentido.

Cláusula Quinta

(Incumprimento)

1 - O incumprimento, por qualquer das Partes, das obrigações resultantes do presente Protocolo, confere à outra o direito à rescisão do mesmo, desde que a situação de incumprimento se mantenha após o decurso do prazo de 90 dias a contar da data do envio de comunicação à Parte faltosa, registada sob aviso de recepção, com a invocação dos respectivos fundamentos.

2 - A rescisão prevista no número anterior não confere à Parte faltosa o direito a qualquer indemnização ou compensação, mas não prejudica o dever de aquela ressarcir os prejuízos daí decorrentes.

Cláusula Sexta

(Entrega dos espaços cedidos)

Finda a vigência do presente Protocolo, a CML deverá proceder à entrega ao MADRP dos espaços cuja utilização lhe tenha sido cedida por efeito do mesmo, ficando pertença deste todas as benfeitorias neles realizadas, sem que à CML assista direito a qualquer indemnização ou compensação.

Cláusula Sétima

(Alterações)

Toda e qualquer alteração ou aditamento ao presente Protocolo exige a forma escrita e o acordo das Partes.

Cláusula Oitava

(Anexos)

Faz parte integrante do presente Protocolo, para todos os efeitos, o seguinte Anexo:

a) Anexo I – Fotografia aérea com delimitação do edificado e estrutura verde abrangidos pelo presente Protocolo.

Feito e assinado em Lisboa, aos _ dias do mês de _____de 200_, em dois exemplares de __ folhas cada, ficando cada um na posse de cada uma das Partes.

Pelo MADRP

Pela CML

O protocolo foi assinado em Lisboa, no passado dia 24 de Outubro de 2008, pelo *MADRP* e pela *CML*

LFM (recolha fotográfica e textual)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Memórias da Tapada das Necessidades - Anos 70






A professora Fátima Sá fez-nos chegar uma colecção de imagens, captadas pela sua objectiva nos anos 70. Através do seu olhar e com a patine do tempo, revisitamos a Tapada das Necessidades e as crianças, usufruíndo aquele maravilhoso espaço verde...
Memórias emocionantes, quer para Fátima, como para os seus alunos, hoje já com filhos.
Ou seja: A Tapada foi sempre lugar de encontro entre gerações e de visita de estudo, passeio e lazer dos meninos da instrução primária, que por ali partilharam brincadeiras e estórias, recordadas com saudade.
LFM (texto) Fátima Sá (fotos).

domingo, 19 de outubro de 2008

Os 70 anos da Escola Fernanda de Castro





Esmeralda Veloso trouxe a poesia de Fernanda de Castro, Luís Maçarico evocou Ary dos Santos, Nádia Nogueira incarnou Natália Correia e José Alberto Franco disse as palavras de José Gomes Ferreira. Os quatro ensaiaram na relva, antes do começo do espectáculo.
Aconteceu na tarde de domingo, dia 19 de Outubro, na Tapada das Necessidades, por ocasião dos 70 anos da Escola Fernanda de Castro, uma escola com 2 hectares de recreio, fundada pela avó da escritora Rita Ferro, que esteve presente e falou com carinho dessa avó, que conviveu com inúmeros poetas, com os quais teve amizades que duraram pela vida fora.
Houve música da época, a cargo de um coro e duas intervenções poéticas do grupo de quatro declamadores, juntos pela primeira vez, por iniciativa de Rosário Baptista, que seleccionou a poesia dita, numa iniciativa promovida pela Junta de freguesia dos Prazeres.
O presidente da Junta Magalhães Pereira e a secretária do Executivo Margarida Passinhas, bem como uma equipa eficiente de funcionárias da autarquia esforçaram-se para que o evento tivesse o nível e o brilho participado e aplaudido por cerca de duas centenas de pessoas, entre as quais havia antigos e actuais alunos, bem como professoras, tendo o festejo terminado com um simpático beberete.
Luís Filipe Maçarico (texto e fotos)
Retirado do blogue http://aguasdosul.blogspot.com

domingo, 28 de setembro de 2008

O GATN interveio na Assembleia de Freguesia dos Prazeres


Na passada quinta-feira uma representação do Grupo assistiu à Assembleia de Freguesia dos Prazeres, tendo um dos elementos feito a intervenção que se transcreve:

"O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades quer enaltecer junto dos senhores representantes eleitos pela população o reconhecimento, por parte de duas entidades públicas, que solicitaram a nossa participação, no âmbito da intervenção comunitária.
São essas entidades a Câmara Municipal de Lisboa, através do vereador Sá Fernandes, para ouvir a nossa opinião sobre a recuperação da tapada e a Junta de Freguesia dos Prazeres, cujo presidente nos reconhece legitimidade para integrarmos a Comissão Social de Freguesia."
Transcrevemos a propósito, a notícia divulgada no anterior post do nosso blogue, concluíndo assim:
"Gostaríamos de partilhar estes dois exemplos, tão estimulantes e compensadores para a nossa actividade, que implicou muitas horas de reunião, abdicando do nosso descanso pautando-nos por uma actuação consequente, em prol da Comunidade a que pertencemos.
A união voluntária das pessoas, em torno das sociabilidades de vizinhança e dos ideais ambientais, mostra que o associativismo continua a ser essencial para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade e do país e prova que cada um para seu lado não leva a lado nenhum, a não ser fazer o jogo dos senhores que falam, falam e não resolvem nada."
LFM

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

GATN recebido pelo vereador Sá Fernandes




Os Amigos da Tapada das Necessidades, através de quatro representantes, eleitos em reunião do Grupo reuniram no passado dia 20, às 15 horas, na Câmara Municipal de Lisboa, no gabinete do sr. Vereador Sá Fernandes.

Após esse encontro, houve reunião alargada no Grupo Português de Excursão e Recreio, para transmitir aos restantes elementos os resultados da conversa tida com o vereador que apresentou o seu projecto de recuperação daquele espaço verde.

O GATN tornou a reunir ontem, para preparar um texto, a apresentar ao vereador, com a posição destes cidadãos, os quais, por unanimidade, aprovaram o documento final.
O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades congratula-se com o facto de ter sido ouvido pela CML, realçando que estará sempre disponível para reflectir e aconselhar acerca dos problemas da Tapada, tentando contribuir com as suas opiniões, para uma fruição daquele espaço sem escolhos.

Fotografias de Rosário Fernandes; texto de LFM

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O GRUPO DOS AMIGOS DA TAPADA DAS NECESSIDADES NO BOLETIM Nº 5 DA ASSOCIAÇÃO ALDRABA


Editado em Julho de 2008, o nº 5 do boletim da Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular, incluiu, entre as páginas 6, 7 e 8 um artigo, a 3 colunas, do nosso companheiro João Pinto Soares, que gostosamente se transcreve, com o título em epígrafe. Bem Haja João por mais esta divulgação do nosso grupo!
O LOCAL DAS NECESSIDADES
A história das Necessidades prende-se com a existência desde 1607 de uma pequena Ermida de Nossa Senhora das Necessidades, cuja imagem fora trazida da Ericeira, e que, pelas curas e graças concedidas, rapidamente granjeou grande número de devotos.

D. Pedro II e D. João V foram também devotos de Nª Senhora das Necessidades. D. João V, que atribuiu a cura de uma doença (1742) à intercessão da Virgem, pensou não só converter a pequena ermida em magnífica igreja para albergar a imagem de Nossa Senhora das Necessidades, como construir um palácio para sua habitação, e um hospício para os padres da Congregação do Oratório de S. Filipe Nery, por aquisição de terras agrícolas circundantes. Nasceu, assim, a Obra das Necessidades.

A Obra das Necessidades surge como uma expressão de fé religiosa, e constitui um conjunto que, como tal, não pode ser analisado por partes. A Igreja, o Convento, a Tapada, o Palácio e a Praça do Obelisco constituem um todo, uma obra que foi pensada e projectada como uma unidade.

Apesar de todo o empenho posto por D. João V na conclusão desta obra, a sua morte, em 31 de Julho de 1750, impediu-o de assistir à sua conclusão.

DEPOIS DE D. JOÃO V
O primeiro monarca a estabelecer- se definitivamente no Palácio das Necessidades foi a Rainha D. Maria II, em 1833. Em 1836, casou, em segundas núpcias, com D. Fernando de Saxe Coburgo Gotha, mais tarde II de Portugal. Em 1843, D. Fernando II mandou redesenhar o jardim, transformando a zona de hortas em jardim inglês, tarefa executada por Bonard. Em 1855- 1861, D. Pedro V manda construir a estufa circular, e o Rei D. Carlos (finais do séc. XIX), manda construir um campo de ténis e o pavilhão, conhecido por Casa do Regalo, que serviu de atelier de pintura da Rainha D. Amélia.

A TAPADA DAS NECESSIDADES
A Tapada das Necessidades, jardim real desde a sua construção até ao fim da monarquia, acompanhou a história de Portugal durante os últimos 250 anos. É um espaço público de rara beleza, situado na Freguesia dos Prazeres, em Lisboa. Trata-se de uma zona de Reserva Florestal Nacional, murada, com uma área de 10 hectares, dstrita ao antigo Convento e Palácio das Necessidades onde, desde 1916, se encontra instalado o Ministério dos Negócios Estrangeiros, classificado, bem como a Zona Especial de Protecção, da qual faz parte integrante a Tapada, como Imóvel de Interesse Público, desde 1983.
Tem entrada principal pelo Largo das Necessidades e é limitada pela Rua Capitão Afonso Pala, Rua do Borja e Calçada das Necessidades. Está aberta ao público todos os dias da semana (incluindo Sábados e Domingos), e a entrada é gratuita.

Dentro dos muros encontramos um ambiente idílico, rico em biodiversidade, com árvores centenárias, umas comuns, como os pinheiros, olaias e medronheiros, outras bastante raras como o dragoeiro, árvore sagrada nas Canárias de onde é originária, e a bela-sombra, originária da América do Sul e que, pese embora o seu tamanho, não é uma árvore mas sim uma planta herbácea. De destacar ainda o valioso jardim dos cactos. Mas também aves como os melros, as rolas, os periquitos rabijunco, e os patos-reais que voltam a colonizar os três lagos existentes.

Também o património construído dentro da Tapada é rico e diversificado. Podemos destacar a grande estufa circular, a Casa do Fresco, a Casa do Regalo, o moinho, testemunha do carácter agrícola da zona superior da Tapada onde está implantado, a diversa estatuária.
Lembrar ainda que, no interior da Tapada, funciona desde 1938 a Escola Fernanda de Castro, com o seu Jardim Infantil anexo.

ESTADO ACTUAL DA TAPADA DAS NECESSIDADES
Presentemente a Tapada das Necessidades é gerida por um conjunto de organismos oficiais: Ministério da Agricultura, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério da Defesa Nacional e Câmara Municipal de Lisboa. Não obstante, encontra- se bastante degradada, nomeadamente no que diz respeito aos caminhos, lagos e fontanários, estatuária e edifícios.
Para além deste estado de degradação, a Tapada enfrenta também outros perigos que podem ser identificados por quem a visita.

De facto, tais agressões começaram em 1974, com a destruição do antigo Picadeiro Real para aí ser construído o edifício do Instituto de Defesa Nacional.

Em 2003, o IPPAR autorizou a construção do Parque de Estacionamento Provisório do Instituto de Defesa Nacional em terrenos da Tapada das Necessidades. Este parque de estacionamento que, embora provisório, corre o risco de se tornar definitivo, tem vindo a permitir o estacionamento dentro da Tapada, ao longo dos seus arruamentos.

Mais recentemente, com a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças a pretender concentrar a administração da Tapada no Ministério dos Negócios Estrangeiros e para esse efeito solicitar a entrega das chaves das portarias Sul e Este, a cargo da Junta de Freguesia dos Prazeres, põe em causa o livre acesso à Tapada, direito adquirido pela população desde 1990.
A situação actual continua a ser de indefinição quanto ao futuro.

PORQUÊ O GRUPO DOS AMIGOS DA TAPADA DAS NECESSIDADES E QUAIS AS SUAS FINALIDADES
Preocupados com esta situação, e procurando estar atentos e interventivos em tudo o que diga respeito à salvaguarda da Tapada das Necessidades, um conjunto de cidadãos em nome individual, colectividades de cultura e recreio e associações ambientalistas com sede na Freguesia dos Prazeres, julgaram por bem dar início ao Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, aberto a todos os que sintam a necessidade de proteger valores culturais e naturais em Portugal.

Tem por finalidade este Grupo, formado em 10 de Abril de 2007:
Colaborar activamente na recuperação da Tapada, tendo sempre em conta que esta deve manter as características românticas que presidiram à sua criação e permanecem ainda hoje. Esta acção deve incidir, nomeadamente, no arranjo dos caminhos, lagos e fontanários, estatuária e edifícios; Promover a divulgação da Tapada por meio de colóquios, visitas de estudo guiadas, edição de um desdobrável e outros meios julgados adequados; Colaborar na organização de espectáculos culturais que, pelas suas características, não exerçam pressão sobre o ecossistema sensível da Tapada; Estudar e decidir sobre todas as propostas de actuação para benefício da Tapada e valorização cultural dos lisboetas que forem presentes ao Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades.
João Pinto Soares

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Notícia Sobre a Tapada no Jornal "Público"






Assinado por Catarina Prelhaz, surge na edição de hoje (19 de Agosto de 2008) do Jornal "Público", secção Local, página 15, a seguinte notícia:

Já há acordo para recuperar Tapada das Necessidades

Dez meses depois de se ter comprometido a decidir o futuro da Tapada das Necessidades, a Câmara de Lisboa vai discutir em Setembro a gestão e a recuperação daquele espaço verde da cidade. Segundo o gabinete do vereador do Ambiente, José Sá Fernandes (BE), a autarquia já chegou a acordo com o Governo e está agora a ultimar o protocolo que visa pôr fim ao estado de degradação em que a tapada está mergulhada.A quem caberá o destino da mata de dez hectares e quem pagará a sua reabilitação são questões ainda sem resposta, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tutela o vizinho palácio das Necessidades, já tinha manifestado vontade de tomar conta da tapada, desde que o pelouro da Cultura financie a recuperação.

Mas o futuro da mata, cozinhado à revelia de uma das entidades responsáveis pelo espaço, está envolto em polémica. Embora continue a gastar 12.500 euros por ano para manter a tapada aberta, a Junta de Freguesia dos Prazeres foi arredada das conversações. "Faço perguntas e ninguém me diz nada. Temo que sejam os ministérios que têm destruído a mata a assumirem a sua gestão", critica o presidente da junta, João Magalhães Pereira (PSD).Sem informações e com igual grau de apreensão continuam os vereadores do PCP, que em Novembro levaram a câmara a aprovar por unanimidade o início das negociações com o Estado. "Foi prometida uma solução para Maio. Já interpelámos o vereador e nem uma resposta tivemos", lamenta o autarca comunista Carlos Moura."

Pesquisa e coordenação: LFM; Fotos de Rosário Fernandes e Hellen Dias.

domingo, 27 de julho de 2008

As Árvores da Tapada das Necessidades: A Bela-Sombra






A BELA-SOMBRA: EXISTÊNCIA NA TAPADA DAS NECESSIDADES

Existem na Tapada das Necessidades 2 exemplares, aqui representados pelas iniciais: BL1 e BL2.

BL1 – Exemplar localizado fora dos muros da Tapada, junto à portaria Sul (entrada do Largo das Necessidades). É notável o espessamento junto ao solo formado pelo tronco e raízes, característico desta espécie.

BL2-Exemplar situado no cruzamento do caminho que acompanha a Rua Capitão Afonso Pala com aquele que conduz à Escola Fernanda de Castro.

BELA-SOMBRA (Phytolacca dioica) CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Phytolaccaceaae
Género: Phytolac

Espécie: Phytolacca dioica L.

ORIGEM E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

A BELA-SOMBRA é uma planta de grande porte, com origem nas pampas da América do Sul (Uruguai e Argentina) e também no Brasil.

Aparece nas zonas de clima mediterrânico como planta ornamental e de sombra, proporcionada pelo grande perímetro da sua copa, característica que lhe dá o nome (Bela-sombra). Nos países de origem é conhecida pelo nome de ombu que significa em guarani vulto ou sombra que deriva exactamente da sombra produzida pela sua grande copa.

CARACTERÍSTICAS

Apesar de apresentar morfologia arbórea, a BELA-SOMBRA é uma planta herbácea de grandes dimensões, não tendo madeira no seu caule, não obstante o seu tamanho. Pode atingir uma altura de 12 a 18 m, e a sua copa estende-se por um perímetro de 12 a 15 m.
Uma das características mais marcantes desta planta é o engrossamento do tronco junto ao solo causado pelas raízes intumescidas que emergindo do solo se amontoam à volta do tronco.

A BELA-SOMBRA tem um crescimento muito rápido, mas, sendo uma planta herbácea, o seu caule é esponjoso, podendo facilmente ser cortado com uma faca. A sua seiva tem um cheiro desagradável, pelo que a planta não é atacada por herbívoros e está imune aos gafanhotos e outros insectos esfoliantes.

As folhas são de forma elíptica, de cor verde escuro, com dimensões que podem atingir os 20 cm de comprimento. A sua face inferior é mais esbranquiçada. As folhas são de inserção alternada, com pecíolo (pé da folha) curto. São usadas como laxativos ou purgantes em medicina tradicional.

As flores são dióicas (masculinas num indivíduo e femininas noutro), em rácimos (inflorescência em cacho ou com aparência de cacho) terminais de cor esbranquiçada.

O fruto é uma baga ( fruto carnudo) que quando madura é de cor vermelho escuro, contendo múltiplas sementes ovóides com cerca de 3 mm de comprimento, de cor negro brilhante.

As características da BELA-SOMBRA, em particular o engrossamento do tronco junto ao solo, fazem desta planta uma óptima espécie para utilização em técnicas de bonsai.

EXEMPLARES CLASSIFICADOS EM LISBOA

Existem, na cidade de Lisboa, exemplares de BELA-SOMBRA classificados de Interesse Público, pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais , nos seguinres locais:

Freguesia de Penha de França
Praça António Sardinha
D. R. nº. 96, II série de 24/04/2000.

Freguesia de Santiago
Largo do Limoeiro
D.R. nº. 120, II série de 24/05/2000.

Freguesia de Santa Isabel
Lago Dr.António Viana
D. R. nº. 123, II série de 29/06/2005.

Freguesia da Pena (2 exemplares)
Jardim Braamcamp Freire ( Campo Santana ou Campo dos Mártires da Pátria)
D.G. nº. 90, II série de 14/9/1947.

Freguesia dos Anjos (2 exemplares)
Jardim António Feijó
D.G. nº. 90, II série de 19/04/1947.

Freguesia de Santa Maria de Belém
Bairro do Restelo
D.R. nº. 276, II série de 28/11/1996.

Freguesia de S. Domingos de Benfica
Quinta Nova da Conceição
D.R. nº. 301, II série de 31/12/1998.

Pesquisa e texto de João Pinto Soares

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Tapada Mágica


Desfrute do prazer de visitar um sítio histórico, paraíso verde de Lisboa, património de todos.
A Tapada das Necessidades foi da realeza, mas agora todos nós podemos lá entrar e escutar o cântico das aves, admirar a magnífica estatuária, contemplar espaços arquitectónicos muito belos e imaginar como seria esse território noutras épocas.
A Tapada Mágica.
LFM

domingo, 22 de junho de 2008

Tapada das Necessidades: Frequente sempre que possa! É Uma Excelente Alternativa ao Calor




Neste Verão que se avizinha muito quente, segundo informações recolhidas nos media, e atribuídas a técnicos do Instituto de Meteorologia, leve a família e os amigos à Tapada das Necessidades.
É um espaço muito fresco que atenua o calor anunciado.
Passe as suas horas de lazer, fins de semana ou até férias, protegendo-se de um sol cada vez mais impiedoso. Vá sempre que possa - porque a entrada é livre - até à Tapada das Necessidades e frua daquele ar, daquele sossego, daqueles cânticos mágicos proporcionados por uma passarada feliz por haver na cidade um território admirável rico em história, arte, fauna e flora.
Texto e fotos:LFM