domingo, 24 de fevereiro de 2008

Mais de Setenta Caminheiros Percorreram a Tapada










São Pedro apenas deixou cair uns pingos inofensivos, duas horas após o início deste convívio, onde falaram além dos Amigos da Tapada, a vereadora Rita Magrinho, do PCP, o representante dos vereadores do PSD, dr. Luís Newton e o presidente da Junta de Freguesia dos Prazeres, engenheiro Magalhães Pereira.
Durante a caminhada, que constituiu mais um protesto cívico, o dirigente da Associação Lisboa Verde João Pinto Soares e o engenheiro do ambiente Carlos Moura esclareceram os visitantes acerca do jardim de cactos e dos dragoeiros.
Aderiram a esta iniciativa, em prol da salvaguarda do espaço público, dezenas de moradores, associações, deputados municipais e comerciantes, todos unidos em torno do lema Tapada Aberta, que motivou a capa e as páginas centrais do número 29 do jornal Conversas de Café, representado pelo seu director e por um repórter fotográfico.

texto e fotos LFM

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Dia 24 Venha Caminhar na Tapada!


O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, convida-vos para uma Caminhada à volta daquele maravilhoso pulmão verde de Lisboa, que decorrerá no próximo domingo dia 24 de Fevereiro, a partir das 10 horas da manhã.
A Tapada situa-se na freguesia dos Prazeres, junto ao Palácio das Necessidades.
Apareça e venha desfrutar de momentos de convívio, desfrute cultural e algum exercício, que fazem bem ao corpo e à mente!
Aderiram já a esta iniciativa (e estão a divulgá-la): a Junta de Freguesia dos Prazeres, a Associação Lisboa Verde, o jornal Conversas de Café, a Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular e o Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes".
Texto:LFM; Foto: Rosário Fernandes

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Depoimento de Magda Fonseca


De Magda Fonseca, amiga da Tapada e leitora deste blogue, recebemos este depoimento:
"Cresci em Lisboa, nesta Lisboa que amo. Prezo-me de a conhecer muito bem, porque esse amor me tem levado a lugares aonde só quem ama uma cidade pode ir espreitar, uma entrada para os cais, um recanto da Mouraria, subir de Sta. Apolónia, por dentro de um prédio e sair num beco de Alfama... Graça com as suas Vilas, os Pátios desde o Bagatela até ao 90 da Possidónio da Silva. Poderia ficar a noite inteira e não acabaria de enumerar os sítios de que tanto gosto.
Isto para dizer que sabia, evidentemente da Tapada das Necessidades, como tapada do Palácio "real". Porém penso que só quando era pequena a tinha visitado. Quis o destino que fosse para a Junta de Freguesia dos Prazeres. Como era meu dever calcorreei a freguesia de lés-a-lés. Posso dizer que a conheço como as minhas mãos.
Assim, durante os sete anos que lá estive, muito haveria para contar relativamente à nossa Tapada.
Discutia-se com várias entidades o direito de uso pelo público, ou não. Abria-se só no horário da Escola 128, agora Fernanda de Castro. Mas considerámos isso como inaceitável, o público tinha o direito defruir aqueles 10 hectares de verde do centro da cidade...

Por isso fomos lutando e conseguindo a pouco e pouco que a Junta ficasse com algumas responsabilidades e assinou-se um Protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa e Ministério da Agricultura, para que estivesse aberta aos fins de semana. A Junta arcou sempre com as despesas dos guardas/porteiros.
Do que aproveitámos do espaço maravilhoso, posso dar testemunho de actividades, como Concertos pela Banda da Armada, Passagens de modelos, festas para crianças e adultos, tais como o Pic-Nic de Verão, as festas de encerramento dos programas Praia-Campo, quer dos infantis, como dos séniores, passando pelas festas escolares, em que se juntavam as crianças das três escolas da Freguesia nas festas da Primavera, da Páscoa e no fim dos anos lectivos.

Como era maravilhoso ver as centenas de crianças a fazerem Ateliers de pintura, a correrem em busca dos ovos da Páscoa, a alegria em liberdade, em espaço verde e ao qual eles tinham a sensação de pertença. Os contadores de histórias com elas sentadas, muito atentas a ouvi-los no meio do chilreio dos pássaros e do som da água a correr nosriachos.

As brincadeiras no Parque Infantil. E terem uma escola naquele espaço? poderem respirar ar puro no centro da Capital? Eram e ainda são os nossos meninos que têm, pelo menos esse privilégio, já que outros não têm. Representações e exibição de ginástica de crianças e classes de idosos.

Esta luta que encetámos, tem continuado e prossegue felizmente com o Grupo dos Amigos da Tapada, que procura partilhar com todos os cidadãos de Lisboa as suas preocupações pelas intenções explícitas, desde já, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e outros de vedar o acesso ao público e retirar à Junta as chaves do espaço que é de todos.
Este testemunho só terá interesse para se ver que a Junta de Freguesia sempre aproveitou todas as oportunidades para dar vida à Tapada e fazer com que ela fosse partilhada por todos os moradores e visitantes, para apreciarem o Jardim dos Cactos, a Estufa, a Casa Fria, a beleza e a raridade de muitas espécies que enchem aquele soberbo espaço.
Só posso terminar com um apelo a que se juntem ao Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades e participem no blogue
Magda Fonseca"
Fotografia deRosário Fernandes

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Defendendo a Tapada - Um Artigo de António Eloy



Posted by Picasa

Recebemos de António Eloy um artigo, expressamente escrito para este blogue, que publicamos com muito gosto, agradecendo a atitude solidária deste amigo da Tapada das Necessidades:

"Durante muitos anos vivi em Campo de Ourique e regularmente ia até à Tapada ver o tempo passar, sentir o crescer das plantas, deliciar-me com o jardim dos cactos, de tantas e diversas características ou ver passar, com o tempo um ou outro papagaio.

Recordo também, com a memória a rebobinar o tempo, fabuloso espectáculo que vi e em que participei, do teatro “O Bando” em duas ou três noites de esplendor.

Mesmo quando deixei de morar em Campo de Ourique a Tapada continuou a merecer a minha presença, embora mais em pensamento, que é o que comanda a vida, como sabemos.

Acasos da vida levaram-me a um novo empenho cívico, na lista Cidadãos por Lisboa e com Helena Roseta, e nesse âmbito respondendo ao convite dos Amigos da Tapada, com a Manuela Júdice tive ocasião de percorrer em pormenor este espaço e verificar os problemas que se lhe levantam, para um usufruto cidadão e para uma gestão sustentada, durante a campanha eleitoral.

Agora com funções voluntariosas no Gabinete Cidadãos por Lisboa temos procurado acompanhar o trabalho que o Gabinete do vereador dos Espaços Verdes José Sá Fernandes tem vindo a desenvolver nesta, para esta área, no âmbito, também, de proposta do P.C.P. que teve apoio generalizado na Vereação.

Os problemas são muitos, desde interfaces pouco claros, no momento em que escrevo, de tutela e competências até aos que se articulam com a contínua degradação deste pulmão citadino e da sua gestão articulada.

Duas ideias são todavia de reter: a questão da manutenção, em todos os casos, do acesso público a este espaço, sendo minha convicção que se devem encontrar soluções que contribuam para a sua melhor segurança, e uma recuperação da estatuária, dos valores do jardim romântico e dos espaços únicos que este encerra, e para isso terão que se encontrar soluções de financiamento, que poderão ser protocoladas, clarificada situação de tutela, sendo que essas devem incluir a recuperação dos caminhos e do espaço hoje utilizado como parque de estacionamento, penso que pelo I.D.N.

Essas são do meu ponto de vista as questões que nos devem motivar neste momento.

Numa 2ª fase criar eixos sócio-culturais na Tapada e programas de entrosamento desta com os vizinhos e os muitos dela amantes deve ser objectivo a desenvolver desde já. No nosso grupo politico e no âmbito da fraterna relação que temos tido com o Grupo de Amigos da Tapada tudo faremos para que estas ideias e estes objectivos sejam conseguidos.Sem procurar tirar qualquer galhardete de tal. O tempo não esquece.

Abraço amigo

António Eloy"

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Maria Odete e as Cegonhas da Tapada das Necessidades




''Dantes, na década de 50, havia Cegonhas na Tapada das Necessidades... Eu chegava 'a janela da minha casa e via um pinheiro gigante, com uma copa imensa, assim em chapéu, com um ninho de cegonha em cima.''[Maria Odete]
foto e recolha LFM

Jogando Pétanca






Ana e Carlos jogando Pétanca na tarde de ontem, na tapada, com chilrear de crianças e canções de melros...
Fotos de LFM

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Poema de Flávio Silva escrito esta tarde na Tapada das Necessidades




No verde em que me desenho
De mil sonhos, de outros dias
Lá me perco, lá me embrenho,
Rabiscando fantasias...

E o pardal, entontecido,
Leva-me um beijo, no vento,
Guarda-o no ninho, escondido,
Feito só, de encantamento.

[Poema de Flávio Silva escrito na tarde de ontem na Tapada das Necessidades]
Fotos LFM

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cartão de Bom Comportamento


Antigamente, para se entrar na Tapada das Necessidades era indispensável ter um cartão de identificação, emitido pela secretaria daquele espaço, então tutelado pelo Ministério da Agricultura e Pescas, após fazer prova de residência e de uma série de requisitos, sem os quais seria impossível obter aquele passaporte, para desfrutar do belíssimo paraíso.
Quando eu era pequeno, as vizinhas com cartão assumiam a responsabilidade de me levarem a passear, brincar e lanchar em boa companhia. Suponho que uma delas terá até apadrinhado a minha inserção no clube dos bem comportados...
E foi assim durante décadas, até que se tornou possível que toda a gente pudesse visitar a Tapada, sem humilhantes crivos ou impedimentos ditados por mentes iluminadas, que face às notícias mais recentes dá a sensação de estarem a renascer sob a forma de unhas pensantes.
Lembro-me de ir para ali estudar com a Alexandra, naquelas mesas ao pé da estufa grande, de fugir de um bando de gansos que embirraram com a voz de um amigo, de levar ali toda a gente que estimo, de assistir a memoráveis concertos pela banda da Armada, de ter provado medronhos em Novembro, que tombavam maduros no chão ao pé do atelier de pintura de Dona Amélia e de ter lançado o meu livro de poesia "A Secreta Colina", antecedido por uma passagem de modelos de óculos, à beira do lago que voltou a ser frequentado por meia dúzia de patos reais ...
Quis deixar aqui este depoimento para que possamos reflectir acerca do quão vital é termos um jardim destes na cidade e perto da nossa residência, para percorrermos quando desejamos e de como é constrangedor imaginar que a entrada pode voltar a não ser livre.
Luís Filipe Maçarico
(Antropólogo; poeta)
Posted by Picasa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Carta de Leitor no Jornal "Conversas de Café" sobre a Tapada das Necessidades



Na sua edição nº 28, página 7, o jornal “Conversas de Café” publicou uma coluna informativa com o título “Salvemos a Tapada das Necessidades”, com a seguinte notícia:

“No passado dia 19 de Janeiro, o director do Conversas de Café encontrou-se com o Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades (Freguesia dos Prazeres), para manifestar o apoio do nosso jornal à justa exigência da população de que a Tapada continue aberta ao usufruto público.
A este propósito reproduzimos, parcialmente, a carta de um leitor:
«Foi com muito agrado e com alguma tristeza que li o artigo V/ sobre a Tapada das Necessidades (junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros).
1º A Tapada deverá continuar um bem de todos (…) e como sempre o fizeram
2º Entristece-me o estado de degradação que se tem verificado.
3º Os lagos não têm peixes nem patos, mas sim lodo nauseabundo.
4º O passeio pedonal está completamente degradado, inclusive (…) as quedas são constantes.
5º Lagos, há sim mas das águas da chuva que não são escoadas para os esgotos. A Tapada é um bem que foi doado, é de grande utilidade pública. Não a entreguem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A estufa, como muitos locais, está degradadíssima e é incrível como podem circular tantos automóveis dentro da Tapada.
(…)»
Ferreira de Oliveira
Fotografias de Rosário Fernandes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

UM OÁSIS NA CIDADE




A frase de Maria do Rosário Baptista, revela o ambiente paradisíaco deste pedaço da cidade, verdadeiramente encantado. É também o título de uma pesquisa, disponível para quem deseje conhecer melhor a História da Tapada das Necessidades, no Centro de Documentação dos Prazeres.
Texto e Fotos LFM