quarta-feira, 28 de maio de 2008

Piquenique


Previsto para o próximo sábado dia 30 de Maio, devido à instabilidade do tempo, foi adiado para 22 de Junho a realização de um piquenique na Tapada das Necessidades. A iniciativa, promovida pelo PCP da freguesia dos Prazeres, merece destaque por uma vez mais ser utilizada a Tapada para uma acção de sensibilização ambiental na senda da fruição e preservação deste belo espaço verde da cidade.
LFM (texto e foto)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A Tapada das Necessidades na Obra coordenada por Ana Luísa Janeira e Conceição Lobo Antunes "Marcas de Indústria no Ambiente de Alcântara"




A Tapada das Necessidades é mencionada no livro, fruto de uma pesquisa coordenada por Ana Luísa Luísa Janeira e Conceição Lobo Antunes, "Marcas de Indústria no Ambiente de Alcântara".
"No reinado de D. Carlos existiam, por todos os lados, lagos, pequenos bosques, canaviais densos, pinheirais, árvores, bocados de arcos,cisternas, velhas cascatas onde a água jorrava e a hera crescia a forrar paredes e a ocultar estátuas de deuses mitológicos comidos pelo tempo. Com esta reserva conseguiu-se a criação de locais aprazíveis para passeio, assim como de conservação da natureza.
(...) O moinho existente no extremo norte da cerca, e que moía os cereais produzidos na Tapada." Op. Cit. p. 106.
Fotografias de José Manuel Lopes, realizadas durante a Caminhada promovida pelo GATN em Fevereiro passado.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O Grupo continua a ser recebido pelos Partidos Representados no Parlamento



Na sequência de notícia anterior, depois de ter sido recebido pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, o GATN será recebido amanhã às 15 horas pelo Grupo Parlamentar do partido Os verdes e uma hora depois pelo Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português. Recordamos que o pedido de audiência foi enviado a todas as forças políticas representadas na Assembleia da Répública, aguardando-se resposta das mesmas.
O GATN continua também à espera que seja re-marcada a reunião, que esteve aprazada para Fevereiro deste ano, com o gabinete do Verador dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, que segundo notícia publicada no jornal "Público" ter-se-á encontrado com representantes de vários Ministérios, nomeadamente dos Negócios Estrangeiros, ocupante do Palácio das Necessidades, que terá pretensões sobre a Tapada.
Desconhece-se se terá sido encontrado algum compromisso ou protocolo, que a citada notícia aventava, eventualmente prejudicial para a população da cidade.
A ausência de contacto não permite o esclarecimento, dando aso a todas as preocupações.
LF(texto) José Manuel Lopes (fotografia)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

As Árvores da Tapada - O Dragoeiro









Recebemos de João Pinto Soares este primeiro trabalho de identificação das árvores da Tapada das Necessidades que divulgamos, aplaudindo a iniciativa deste companheiro do GATN:
AS ÁRVORES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

O DRAGOEIRO

O DRAGOEIRO (Dracaena drago)

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Dracaenaceae
Género: Dracaena
Espécie: Dracaena draco L.

ORIGEM E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

O DRAGOEIRO é uma árvore originária da Macaronésia. Por Macaronésia entende-se a localização geográfica compreendida pelos arquipélagos atlânticos da Canárias, Madeira e Açores, Cabo Verde e um pequeno enclave marroquino na costa africana, fronteiro às Canárias. Constitui uma região biogeográfica com características geológicas, animais e sobretudo vegetais muito específicas.
Embora se encontre, como árvore ornamental, em numerosos jardins nestes arquipélagos e no continente europeu, é uma espécie considerada vulnerável e já rara no estadado selvagem devido à destruição do seu habitat natural.
Nas Canárias o dragoeiro era considerado uma árvore sagrada pelos povos guanches. É célebre o dragoeiro de Icod de los Viños.

EXISTÊNCIA NO ESTADO SELVAGEM

Em Portugal é uma espécie muito rara, já mal representada nos Açores e na Madeira.
Nos Açores os dragoeiros encontram-se a baixa altitude, representados por alguns exemplares famosos, tendo os existentes na zona da Praia de Água de Alto sido classificados por Decreto do Parlamento Açoriano como árvores protegidas. No Museu do Pico existe um bosque de Dragoeiros centenário.
No Arquipélago da Madeira esta espécie, apesar de muito cultivada como ornamental em jardins, encontra-se extinta na natureza. Na ilha da Madeira e na ilha do Porto Santo sobrevivem apenas dois exempares considerados selvagens numa escarpa sobranceira à vila daRibeira Brava.
Em Cabo Verde, o dragoeiro existe quase exclusivamente na ilha de S. Nicolau, sendo uma árvore característica da ilha.
Existem ainda alguns exemplares na costa africana em locais pouco acessíveis.

CARACTERÍSTICAS
O DRAGOEIRO pode viver muitos anos e atingir grandes dimensões. O exemplar mais antigo existente será provavelmente o existente na vila de La Orotava, no vale Orotava em Tenerife, com uma idade estimada em 650 anos.
Deve o nome à cor da sua seiva que depois de oxidada por exposição ao ar, forma uma substância pastosa de cor vermelho vivo que foi comercializada na Europa com o nome de sangue-de-dragão. O sangue-de-dragão atingia elevados preços, tendo a sua origem sido conservada em segredo por muito tempo. Era utilizado como fármaco e em tinturaria, constituindo nos tempos iniciais do povoamento europeu da Macaronésia, em especial das Canárias, um importante produto de exportação.
O DRAGOEIRO desenvolve-se muito devagar, demorando cerca de 10 anos a atingir 2 a 3 metros, antes de dar flor. As flores nascem em grandes cachos de cor esbranquiçada nos meses de Agosto e Setembro.
É precisamente o desabrochar que faz com que os seus ramos se separem de forma dicotómica. Cada ramada vai-se bifurcando sucessivamente, com as folhas pontiagudas dispondo-se em coroas nas extremidades dos ramos mais jovens, o que acontece normalmente a cada 10 anos. Isto dá origem à coroa multi-dividida tão característica nas espécies com várias décadas de idade.


LOCALIZAÇÂO NA TAPADA DAS NECESSIDADES

Existem na Tapada das Necessidades 5 exemplares, cuja localização se encontra assinalada na planta da Tapada com as iniciais DR.
Temos, assim, o exemplar DR1, localizado junto à portaria sul (entrada do Largo das Necessidades), que é o maior existente e os DR2 a DR5 localizados no topo superior do”Jardim dos Cactos”, junto à “Casa do Regalo”.

LEGENDAS PARA AS IMAGENS:

DR1 – O maior Dragoeiro existente na Tapada, localizado junto à entrada pelo Largo das Necessidades. O que nele há de assinalável é que, ao contrário do que é típico da espécie, se ramifica quase a partir da base. De resto a ramificação segue a regra dicotómica ditada pela genética.

DR2 – Dragoeiro ainda relativamente jovem. Pode ver-se a separação dicotómica dos ramos. Exemplar situado junto aos DR3, DR4 e DR5.No topo superior do “Jardim dos Cactos”.

DR3, DR4 e DR5. Dragoeiros localizados no topo superior do “Jardim dos Cactos”, junto à “Casa do Regalo”.

DR3, DR4 e DR5. Outra imagem dos mesmos exemplares.

PLANTA DA TAPADA DAS NECESSIDADES COM A LOCALIZAÇÃO DOS DRAGOEIROS (DR1, DR2, DR3, DR4 e DR5).

terça-feira, 6 de maio de 2008

Encontro na Tapada sobre Política Ambiental



Recebemos a informação da realização, no próximo dia 10 de Maio, pelas 15 horas, no âmbito de uma Jornada Autárquica, de um Encontro com eleitos da CDU na Tapada das Necessidades, cujo tema é: Política Ambiental.
Foto:RF.

domingo, 4 de maio de 2008

O Esplendor da Tapada das Necessidades








Este domingo, a Tapada das Necessidades, mesmo sem muito azul no céu, mesmo com algumas feridas na paisagem natural e construída, foi de novo privilégio para os que amam a Natureza, como as fotografias mostram...
Passear entre flores, árvores e melros é regenerador. E está ao alcance dos habitantes de Lisboa (e até de estrangeiros).
Apesar da cobiça de Ministérios que anseiam retirar à população o usufruto deste espaço, os moradores da freguesia dos Prazeres, o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades pugnam pela salvaguarda deste pulmão da cidade.
Obrigado a todos!
Fotografias e texto de LFM

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Notícias da Assembleia da República e do Vereador Sá Fernandes



O GATN solicitou audiência a todos os partidos representados na Assembleia da República para que a Tapada das Necessidades continue a ser usufruída, por todos os que o desejarem, sem impedimentos nem portagens, impostos por seres iluminados que congeminam nos gabinetes o que o povo merece ou não usufruir.

Na próxima semana, seremos recebidos pelos partidos Socialista (dia 5) e Ecológico Os Verdes (dia 9). O PCP, através do deputado António Filipe questionou o Governo sobre o futuro daquele espaço verde da cidade.

Entretanto, não podemos deixar de manifestar estranheza pelo facto de ter decorrido um trimestre sobre um primeiro e único contacto com o gabinete do vereador Sá Fernandes na Câmara Municipal de Lisboa, tendo a segunda reunião sido adiada para uma ocasião mais oportuna, segundo o staff, que sugeriu fosse depois do encontro daquele responsável com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Continuamos à espera que se concretize e nos expliquem o que pretendem fazer daquele espaço.

Texto: LF; Foto: José Manuel Lopes