quarta-feira, 7 de maio de 2008

As Árvores da Tapada - O Dragoeiro









Recebemos de João Pinto Soares este primeiro trabalho de identificação das árvores da Tapada das Necessidades que divulgamos, aplaudindo a iniciativa deste companheiro do GATN:
AS ÁRVORES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

O DRAGOEIRO

O DRAGOEIRO (Dracaena drago)

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Dracaenaceae
Género: Dracaena
Espécie: Dracaena draco L.

ORIGEM E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

O DRAGOEIRO é uma árvore originária da Macaronésia. Por Macaronésia entende-se a localização geográfica compreendida pelos arquipélagos atlânticos da Canárias, Madeira e Açores, Cabo Verde e um pequeno enclave marroquino na costa africana, fronteiro às Canárias. Constitui uma região biogeográfica com características geológicas, animais e sobretudo vegetais muito específicas.
Embora se encontre, como árvore ornamental, em numerosos jardins nestes arquipélagos e no continente europeu, é uma espécie considerada vulnerável e já rara no estadado selvagem devido à destruição do seu habitat natural.
Nas Canárias o dragoeiro era considerado uma árvore sagrada pelos povos guanches. É célebre o dragoeiro de Icod de los Viños.

EXISTÊNCIA NO ESTADO SELVAGEM

Em Portugal é uma espécie muito rara, já mal representada nos Açores e na Madeira.
Nos Açores os dragoeiros encontram-se a baixa altitude, representados por alguns exemplares famosos, tendo os existentes na zona da Praia de Água de Alto sido classificados por Decreto do Parlamento Açoriano como árvores protegidas. No Museu do Pico existe um bosque de Dragoeiros centenário.
No Arquipélago da Madeira esta espécie, apesar de muito cultivada como ornamental em jardins, encontra-se extinta na natureza. Na ilha da Madeira e na ilha do Porto Santo sobrevivem apenas dois exempares considerados selvagens numa escarpa sobranceira à vila daRibeira Brava.
Em Cabo Verde, o dragoeiro existe quase exclusivamente na ilha de S. Nicolau, sendo uma árvore característica da ilha.
Existem ainda alguns exemplares na costa africana em locais pouco acessíveis.

CARACTERÍSTICAS
O DRAGOEIRO pode viver muitos anos e atingir grandes dimensões. O exemplar mais antigo existente será provavelmente o existente na vila de La Orotava, no vale Orotava em Tenerife, com uma idade estimada em 650 anos.
Deve o nome à cor da sua seiva que depois de oxidada por exposição ao ar, forma uma substância pastosa de cor vermelho vivo que foi comercializada na Europa com o nome de sangue-de-dragão. O sangue-de-dragão atingia elevados preços, tendo a sua origem sido conservada em segredo por muito tempo. Era utilizado como fármaco e em tinturaria, constituindo nos tempos iniciais do povoamento europeu da Macaronésia, em especial das Canárias, um importante produto de exportação.
O DRAGOEIRO desenvolve-se muito devagar, demorando cerca de 10 anos a atingir 2 a 3 metros, antes de dar flor. As flores nascem em grandes cachos de cor esbranquiçada nos meses de Agosto e Setembro.
É precisamente o desabrochar que faz com que os seus ramos se separem de forma dicotómica. Cada ramada vai-se bifurcando sucessivamente, com as folhas pontiagudas dispondo-se em coroas nas extremidades dos ramos mais jovens, o que acontece normalmente a cada 10 anos. Isto dá origem à coroa multi-dividida tão característica nas espécies com várias décadas de idade.


LOCALIZAÇÂO NA TAPADA DAS NECESSIDADES

Existem na Tapada das Necessidades 5 exemplares, cuja localização se encontra assinalada na planta da Tapada com as iniciais DR.
Temos, assim, o exemplar DR1, localizado junto à portaria sul (entrada do Largo das Necessidades), que é o maior existente e os DR2 a DR5 localizados no topo superior do”Jardim dos Cactos”, junto à “Casa do Regalo”.

LEGENDAS PARA AS IMAGENS:

DR1 – O maior Dragoeiro existente na Tapada, localizado junto à entrada pelo Largo das Necessidades. O que nele há de assinalável é que, ao contrário do que é típico da espécie, se ramifica quase a partir da base. De resto a ramificação segue a regra dicotómica ditada pela genética.

DR2 – Dragoeiro ainda relativamente jovem. Pode ver-se a separação dicotómica dos ramos. Exemplar situado junto aos DR3, DR4 e DR5.No topo superior do “Jardim dos Cactos”.

DR3, DR4 e DR5. Dragoeiros localizados no topo superior do “Jardim dos Cactos”, junto à “Casa do Regalo”.

DR3, DR4 e DR5. Outra imagem dos mesmos exemplares.

PLANTA DA TAPADA DAS NECESSIDADES COM A LOCALIZAÇÃO DOS DRAGOEIROS (DR1, DR2, DR3, DR4 e DR5).

3 comentários:

tmargaridaf disse...

Tenho um dragoeiro e não sei muito bem como cuidar dele. Tem dois anos, e parece um cato, um aloe vera. Não parece uma árvore mas sim uma planta. Deram-me uma vez uma semente de dragoeiro e coloquei-o na terra. Hoje está num vaso de 20cm de diametro. Deveria plantá-la no solo já(tenho uma quinta no alentejo onde pretendo plantá-la um dia), ou mantanho-a por mais uns anos em vaso? Há cerca de uma semana atrás começou a ficar com manchas escuras a meio das folhas que começaram a secar. Cortei as partes secas. Gostava de saber quais quais as necessidades de um dragoeiro em termos de luz, de rega, de temperatura, e quais as pragas/doenças mais comuns. Muito obrigada.

Anónimo disse...

A lοt of аreаѕ have bannеd the аct of smοking in public and in еating jointѕ, to еnablе thoѕe who don't smoke sit in an environment exactly where they aren't at
a threat from inhаling the toxіnѕ relеаѕed.


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Anónimo disse...

Thе сartгidge incοrporatеs a mixturе of liquiԁ niсotine νароr that becomes vapor іn
the atomizer.

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