domingo, 27 de julho de 2008

As Árvores da Tapada das Necessidades: A Bela-Sombra






A BELA-SOMBRA: EXISTÊNCIA NA TAPADA DAS NECESSIDADES

Existem na Tapada das Necessidades 2 exemplares, aqui representados pelas iniciais: BL1 e BL2.

BL1 – Exemplar localizado fora dos muros da Tapada, junto à portaria Sul (entrada do Largo das Necessidades). É notável o espessamento junto ao solo formado pelo tronco e raízes, característico desta espécie.

BL2-Exemplar situado no cruzamento do caminho que acompanha a Rua Capitão Afonso Pala com aquele que conduz à Escola Fernanda de Castro.

BELA-SOMBRA (Phytolacca dioica) CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Phytolaccaceaae
Género: Phytolac

Espécie: Phytolacca dioica L.

ORIGEM E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

A BELA-SOMBRA é uma planta de grande porte, com origem nas pampas da América do Sul (Uruguai e Argentina) e também no Brasil.

Aparece nas zonas de clima mediterrânico como planta ornamental e de sombra, proporcionada pelo grande perímetro da sua copa, característica que lhe dá o nome (Bela-sombra). Nos países de origem é conhecida pelo nome de ombu que significa em guarani vulto ou sombra que deriva exactamente da sombra produzida pela sua grande copa.

CARACTERÍSTICAS

Apesar de apresentar morfologia arbórea, a BELA-SOMBRA é uma planta herbácea de grandes dimensões, não tendo madeira no seu caule, não obstante o seu tamanho. Pode atingir uma altura de 12 a 18 m, e a sua copa estende-se por um perímetro de 12 a 15 m.
Uma das características mais marcantes desta planta é o engrossamento do tronco junto ao solo causado pelas raízes intumescidas que emergindo do solo se amontoam à volta do tronco.

A BELA-SOMBRA tem um crescimento muito rápido, mas, sendo uma planta herbácea, o seu caule é esponjoso, podendo facilmente ser cortado com uma faca. A sua seiva tem um cheiro desagradável, pelo que a planta não é atacada por herbívoros e está imune aos gafanhotos e outros insectos esfoliantes.

As folhas são de forma elíptica, de cor verde escuro, com dimensões que podem atingir os 20 cm de comprimento. A sua face inferior é mais esbranquiçada. As folhas são de inserção alternada, com pecíolo (pé da folha) curto. São usadas como laxativos ou purgantes em medicina tradicional.

As flores são dióicas (masculinas num indivíduo e femininas noutro), em rácimos (inflorescência em cacho ou com aparência de cacho) terminais de cor esbranquiçada.

O fruto é uma baga ( fruto carnudo) que quando madura é de cor vermelho escuro, contendo múltiplas sementes ovóides com cerca de 3 mm de comprimento, de cor negro brilhante.

As características da BELA-SOMBRA, em particular o engrossamento do tronco junto ao solo, fazem desta planta uma óptima espécie para utilização em técnicas de bonsai.

EXEMPLARES CLASSIFICADOS EM LISBOA

Existem, na cidade de Lisboa, exemplares de BELA-SOMBRA classificados de Interesse Público, pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais , nos seguinres locais:

Freguesia de Penha de França
Praça António Sardinha
D. R. nº. 96, II série de 24/04/2000.

Freguesia de Santiago
Largo do Limoeiro
D.R. nº. 120, II série de 24/05/2000.

Freguesia de Santa Isabel
Lago Dr.António Viana
D. R. nº. 123, II série de 29/06/2005.

Freguesia da Pena (2 exemplares)
Jardim Braamcamp Freire ( Campo Santana ou Campo dos Mártires da Pátria)
D.G. nº. 90, II série de 14/9/1947.

Freguesia dos Anjos (2 exemplares)
Jardim António Feijó
D.G. nº. 90, II série de 19/04/1947.

Freguesia de Santa Maria de Belém
Bairro do Restelo
D.R. nº. 276, II série de 28/11/1996.

Freguesia de S. Domingos de Benfica
Quinta Nova da Conceição
D.R. nº. 301, II série de 31/12/1998.

Pesquisa e texto de João Pinto Soares

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Tapada Mágica


Desfrute do prazer de visitar um sítio histórico, paraíso verde de Lisboa, património de todos.
A Tapada das Necessidades foi da realeza, mas agora todos nós podemos lá entrar e escutar o cântico das aves, admirar a magnífica estatuária, contemplar espaços arquitectónicos muito belos e imaginar como seria esse território noutras épocas.
A Tapada Mágica.
LFM