quarta-feira, 29 de abril de 2009

António Eloy e os Amigos da Tapada das Necessidades no seu Blogue Insignificante







Com a amizade a que nos habituou, António Eloy colocou no seu blog estas palavras:

"Dia 27 foi o 2º aniversário do Grupo de Amigos da Tapada (das Necessidades).
É um grupo notável, cuja vida tenho acompanhado, com empenho e amizade.
Defende a manutenção deste espectacular pulmão verde da cidade como espaço público, estuda a sua história cultural e vegetal e empenha-se na sua salvaguarda, tal implicando além de uma apropriada gestão do espaço, uma acção de recuperação da estrutura edáfica e dos caminhos, das fontes e dos elementos estético-monumentais.
Implica tornar este espaço vivo, no tempo e no espaço.
O Grupo tem desenvolvido acção cívica junto dos poderes municipais, Câmara e Freguesia, pressionando para solução destas questões e propondo medidas. E tem desenvolvido a investigação e a amizade para solidificar o seu sentir.
Com muito gosto estive no jantar destes amigos, a manifestar o meu empenho... e a sua continuação, em nome dos C.P.L.s, e transmiti uma saudação particular de Helena Roseta.
A vida é feita de cactos e papagaios, também, e esses florescem e procriam na Tapada, com esta amizade por ela."

Obrigado Amigo.
Para quem deseje conhecer o blogue deste nosso amigo, basta clicar em cima do link:
http://signos.blogspot.com/

Fotografias: José Manuel Lopes

terça-feira, 28 de abril de 2009

Jantar do Segundo Aniversário do GATN










O sonho concretizou-se e em dois anos muita energia foi desenvolvida num belo colectivo, diverso e fraterno, que se reuniu em festa num jantar que foi um convívio memorável. A nível político, alguns convidados felicitaram o grupo como foi o caso dos vereadores da CDU, na impossibilidade de estarem presentes.
António Eloy, em nome do Grupo de Helena Roseta, que sempre acompanhou a luta do GATN, manifestou satisfação pelo trabalho desenvolvido, em prol de um espaço que faz falta à Comunidade. E elogiou o valor do convívio patente na forma de estar destes amigos, que independentemente das opções políticas de cada um, puseram a defesa da memória e de um património notável acima de tudo.
João Pinto Soares destacou a força da cidadania e da amizade que conseguiu ultrapassar todos os obstáculos.
E enquanto Carlos Bolacha saudava dois ilustres ausentes - Dom João V e D. Fernando II - Laurindo Santos manifestou a opinião que tem sido um privilégio trabalhar com os Amigos da Tapada, que venceu e vai continuar a vencer. Continuaremos Unidos!" afirmou visivelmente agradado com o evento, que este ano se realizou no Restaurante Maravilhas.
Fotos e texto: Luís Filipe Maçarico

terça-feira, 21 de abril de 2009

José Manuel Lopes e o Tempo passando pela Tapada das Necessidades em Duas Fotografias



Entre a imagem de baixo e a de cima passou, segundo o autor, o fotógrafo José Manuel Lopes, um mês: a das árvores despidas pelo Inverno é de 24 de Fevereiro, a do arvoredo novamente esplendoroso é de 27 de Março. Ambas recolhidas este ano, durante as suas andanças. José Manuel é um amante da Tapada. Encontro-o a passear (e a fotografar) neste território encantado, jardim quase secreto de Lisboa, onde o canto das aves, os rumores distantes e o silêncio são marcas de uma paisagem única.
Obrigado, amigo José Manuel Lopes, pela sensibilidade e pela arte!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

2 ANOS DE RESISTÊNCIA E CIDADANIA






No dia 10 de Abril de 2007 reuniram pela primeira vez os aderentes da ideia de fundação de um grupo, que face ao estado de abandono em que a Tapada das Necessidades se encontrava, se movimentasse na cidade e na freguesia, em prol do acesso livre de todos àquele espaço mágico.
Os contactos multiplicaram-se, sensibilizando população, políticos e comunicação social, contra a magalomania de um ou outro dirigente intermédio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que congeminaram situações burlescas, que implicavam a perda popular do território, para usufruto exclusivo de diplomatas e visitantes estrangeiros poderosos.
Caminhadas, reportagens, notícias, intervenções na Assembleia de Freguesia e Municipal, com as associações, a autarquia local e os habitantes de Prazeres envolvidos, conseguiram desviar o curso dos acontecimentos e sensibilizar a Câmara Municipal, que acabou por assinar um protocolo com o Ministério da Agricultura, que se afastara do processo de gestão e preservação.
Dois anos depois, há que estar vigilante, mas sabe bem dizer que este percurso tão intenso valeu a pena, pois temos a Tapada aberta para o povo e promessas de renovação.
O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades está pois de parabéns, tal como a população da freguesia dos Prazeres que não baixou os braços. E os grupos políticos que apoiaram esta causa, sem ambiguidades: Verdes, PCP, PSD, Cidadãos de Helena Roseta.
LFM (texto e fotos)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Palmeiras da Tapada. O Olhar e a Sabedoria de João Pinto Soares





AS ÁRVORES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

AS PALMEIRAS

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Palmaceae

EXISTÊNCIA NA TAPADA DAS NECESSIDADES
Fazendo parte da Família Palmaceae, existem muitas palmeiras dispersas pela área da Tapada das Necessidades, pertencentes às seguintes espécies: PALMEIRA-DAS-CANÁRIAS (a mais abundante), PALMEIRA DAS VASSOURAS e TAMAREIRA.

PALMEIRA-DAS-CANÁRIAS (Phoenix canariensis)
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA Género: Phoenix Espécie: Phoenix canariensis Chab.

ORIGEM E LOCALIZAÇÃO EM LISBOA

A PALMEIRA-DAS-CANÁRIAS é uma planta de grande porte, com origem nas Ilhas Canárias. É a Palmeira mais abundante em Lisboa, existindo um pouco por toda a cidade. Também na TAPADA DAS NECESSIDADES é muito abundante encontrando-se profusamente dissiminada. A sua plantação foi incrementada na década de 50 do século passado por se identificar com destinos turísticos exóticos. Anteriormente era utilizada em quintas como símbolo da riqueza colonial.

CARACTERÍSTICAS

A PALMEIRA-DAS-CANÁRIAS pode atingir uma altura de 20 m. É uma árvore que se transplanta facilmente, tem uma longevidade muito longa, é muito resistente à poluição e tem um crescimento lento: com menos de 30 anos não permitem que se aproveite a sua sombra porque tem folhas até muito abaixo. Uma árvore com 10 metros pode ter mais de 100 anos. Actualmente constitui abrigo aos muitos exemplares de periquito-rabijunco, recentemente introduzido em Lisboa e que nidifica também na Tapada das Necessidades.

A COPA é frondosa, verde intenso, com a forma de uma coroa contendo até 200 folhas muito grandes, erguidas e viradas para fora em direcções opostas umas das outras.
O TRONCO é largo e direito, castanho-acinzentado e com fortes saliências, pois é formado pelas várias camadas de folhas antigas, cujas bases não caíram e endureceram com o crescimento da árvore, ficando sobrepostas. Um dos aspectos mais curiosos das palmeiras é o facto de o seu tronco, uma vez formado não engrossar.
As FOLHAS são compostas, verde-escuras, rijas e muito compridas, com 5 a 6 m de comprimento, em forma de lança, divididas em folíolos (parte individual de uma folha composta). As FLORES são muito pequenas, alaranjadas, agrupadas em cachos (tipo de inflorescência que apresenta flores com pedículo curto) pendentes e longos, até 2 m. A floração acontece em Março/Abril.
Os FRUTOS são carnudos e assemelham-se a pequenas tâmaras cor-de-laranja, com cerca de 3 cm, ovais e agrupados em enormes cachos redondos e apertados. A frutificação acontece em Junho/Agosto.

PALMEIRA DAS VASSOURAS
Género: Chamaerops Espécie: Chamaerops humilis L.

Esta palmeira, a que se chama vulgarmente palmeira anã, palmeira das vassouras ou palmito e a palmeira de Creta, são as únicas palmeiras nativas da Europa. Espontânea no nosso país, pode encontrar-se ainda no Algarve, nomeadamente na falésia entre as praias de S. Rafael e da Coelha-Albubeira onde não ultrapassa um porte arbustivo de alguns decímetros de altura, daí o nome vulgar de palmeira anã. Muito resistente a condições climáticas extremas, não sobrevive porém à destruição do seu habitat natural como poderá acontecer no Algarve. É uma palmeira cujas folhas são profundamente palmadas, muito duras, formando leques, com os pecíolos (porção mais delgada da folha, que liga o limbo à bainha ou ao caule) longos, delgados e espinhosos na base. Embora no estado natural não ultrapasse um porte arbustivo, quando cultivada, pode desenvolver um tronco até 6 metros de altura, coberto de fortes fibras. É uma planta dióica (existência de plantas masculinas e plantas femininas). Sua inflorescência é interfoliar, com 10 a 20 cm de comprimento. As flores são amareladas e os frutos de coloração amarelada ou acastanhada e cerca de 2 cm, não são comestíveis.

TAMAREIRA

Género: Phoenix Espécie: Phoenix dactylifera L.
Palmeira originária das zonas húmidas do Médio Oriente; às vezes cultiva-se como ornamental na região mediterrânea. Tronco alto e delgado até 20 m. Folhas muito grandes, rígidas, de cor verde acinzentado, com numerosos pares de folíolos rígidos, esbranquiçados na página inferior. Inflorescências grandes. O fruto é comestível, avermelhado com cerca de 5 cm de comprimento.

EXEMPLARES CLASSIFICADOS EM LISBOA

Freguesia dos Prazeres
Jardim 9 de Abril
Phoenix dacctylifera L. – Tamareira (Espécie isolada) D.R. nº 298, II série de 27/12/2001

Freguesia de S. Domingos de Benfica
Parque Bensaúde Phoenix canariensis Chab. - Palmeira-das-canárias ( Espécie isolada) D.R. nº 197 de 21/08/2004

Freguesia da Encarnação
Largo Barão de Quintela Phoenix dactylifera L. – Tamareira (Maciço) D.G. nº 90, II série de 19/04/1947

João Pinto Soares