quinta-feira, 9 de julho de 2009

Comunicado do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades






O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, reunido no dia 7 de Julho de 2009, congratula-se com a tomada de posição dos diversos grupos políticos, representados no Executivo da Câmara Municipal de Lisboa, face à intenção - denunciada na Comunicação Social - por parte do vereador Manuel Salgado, de avançar com a construção de um edifício de betão, dito provisório por oito anos, para ampliação da Escola 128/Santa Casa da Misericórdia, provisória há 75 anos, que iria pôr em causa equilíbrio ecológico daquele espaço verde histórico da cidade.

Na verdade, nem o derrube previsto de dezenas de árvores centenárias,- que nunca seria temporário - nem a vinda substancial de crianças de outros estabelecimentos e ensino da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nem o consequente aumento de viaturas a devassarem o lugar, se inserem na intenção de preservação da Tapada, que tarda, continuando, como se vê, ameaçada. O saque patrimonial, se nos distraírmos, consuma-se, com a benção do IGESPAR.

Apesar de termos solicitado há um ano a consulta do processo, para análise do assunto, a Câmara Municipal de Lisboa fechou-se em copas e ia tentar, uma vez mais impôr factos consumados, que felizmente foram evitados com a pronta actuação dos diversos eleitos.

Apelamos a todos (cidadãos e forças políticas) que se unam na salvaguarda da Tapada, pois esta tentativa gorada poderá ter daqui a uns tempos nova investida, com a conivência do IGESPAR, que concordava com esta intervenção ora frustrada.

Nada tendo contra o bem estar das crianças, sugerimos que a Santa Casa, detentora de muitos espaços, inclusivé abandonados, possa encontrar no seu vasto espólio o lugar mais adequado.
Da nossa parte, quem pretender alterar o que existe, terá sempre oposição.

Uma vez mais, a intervenção dos cidadãos, em consonância com os seus representantes políticos no Município conseguiram travar a gula dos que não amam a Natureza e apenas pretendem engordar o seu já imenso património em sítios privilegiados como este.

Estaremos atentos, honrando os nossos objectivos e o percurso que trilhámos até aqui, sempre em prol da qualidade de vida dos habitantes de Lisboa e de todos os que respeitam as árvores e a memória.
LFM (Fotografias)

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