domingo, 30 de agosto de 2009

Entre o Sonho e a Esperança






Reflectindo e verificando a evolução de árvores que plantaram com crianças, alguns companheiros do GATN fruíram momentos encantadores, convivendo com as cantorias dos pássaros.
Com uma parte dos amigos em férias, aqueles que moram perto da Tapada e acompanham regularmente a respiração das árvores e dos animais, que habitam esse local verde magnífico, combinaram entre si compartir uma manhã verde.
Conheceram-se há muito, alguns deles quando crianças, frequentaram este espaço, onde os dias decorrem - entre o sonho e a esperança.
Vizinhos que têm estima entre si, respeitam-se na diversidade dos percursos e adoram a Natureza, não desistindo de lutar pela salvaguarda da essência da tapada, enquanto território classificado.
Em Lisboa existe este espaço belo e histórico, de energia positiva - visitável, sem pagamento de qualquer importância - e pessoas que não são notícia mundana, mas que se esforçam em preservar um verdadeiro oásis da cidade.
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografias)

sábado, 29 de agosto de 2009

Amor à Tapada - III (Caminhos e Novos Habitantes)








Carlos Bolacha e Maria Ana testemunham com estas imagens o estado dos caminhos da Tapada.
E registam o banho dos novos habitantes... que trouxeram nova alma ao cenário belíssimo que se situa na freguesia dos Prazeres, em Lisboa.
Obrigado por esta colaboração.
Carlos Bolacha e Maria Ana (Fotos)
LFM (Introdução)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

AS ÁRVORES DA TAPADA DAS NECESSIDADES - A ALFARROBEIRA













ALFARROBEIRA (Ceratonia siliqua)


CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Fabales

Família: Fabaceae

Subfamília: Caesalpinioideae

Género: Ceratonia

Espécie: Ceratonia siliqua L.


Nomes vulgares: O nome alfarrobeira deriva do vocábulo árabe al kharoubah que noutros idiomas deu lugar a algarrobo, algarrobero (espanhol), carruba (italiano), caroube (francês), carob tree (inglês) ou karoub (hebreu).


ORIGEM, DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E CARACTERÍSTICAS


A alfarrobeira é uma árvore dióica (flores masculinas e femininas em pés distintos), de folha persistente composta de 2-5 pares de grandes folíolos arredondados, coriáceos e lustrosos, que atinge cerca de 10 a 20 m de altura, com copa ampla e densa e um tronco curto e grosso de casca acizentada e lisa. A alfarroba é o fruto da alfarrobeira, trata-se de uma vagem de 10-25cm de comprimento, comestível, pendente, verde no início, violeta-acastanhada na maturidade e sabor adocicado (contendo 40% de açúcares). Na alfarroba, tudo pode ser aproveitado, desde a semente, donde é extraída a goma, com múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética, até à polpa essencialmente utilizada na alimentação animal.


A alfarrobeira é uma árvore com uma grande longevidade, podendo viver várias centenas de anos. Trata-se de uma árvore rústica, capaz de se desenvolver e frutificar em condições adversas de grande secura e em solos calcários. Além de representar um valor económico elevado, a sua cultura enriquece e melhora os solos.

Como curiosidades, gostaríamos de referir que dentro da alfarroba encontram-se 10 a 16 sementinhas de cor parda, os quilates, que eram utilizados pelos mercadores da Antiguidade, devido ao seu pouco peso e uniformidade, para avaliar o peso das jóias-daqui as palavras “karat” e “kilat”.

De referir também que em túmulos no antigo Egipto foram encontrados vestígios de alfarroba, o que leva a supor que esta vagem seria utilizada para a preparação de múmias.


A alfarrobeira é uma espécie típica da flora mediterrânica. Terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal. Em Portugal existe predominantemente a Sul do Tejo, sendo no Algarve, na zona do Barrocal, que tem a sua principal expressão ecológica e económica. De folhagem escura e densa, contrasta com a folhagem verde acizentada pálida das oliveiras que com elas partilham o mesmo habitat.

Actualmente a alfarrobeira está distribuída desde o Egipto à Grécia, Sul da Europa, ilhas Mediterrânicas, Norte de África e ainda o Sudoeste dos Estados Unidos, Hawai, Austrália e África do Sul.

A produção mundial de alfarroba é da ordem das 300 mil tons/ano, e concentra-se em redor do Mediterrâneo, concretamente em Espanha, Itália, Portugal e Grécia, onde se produz cerca de 75% do total mundial. O principal produtor de alfarroba é a Espanha, seguindo-se a Itália e em 3ª. Posição encontra-se Portugal.

Esta planta há séculos que vem contribuindo para a economia da bacia mediterrânica, como alimento das populações humanas, animais, fabrico de aguardente, xaropes e produtos farmacêuticos. Laxativas no estado verde, as alfarrobas são antidiarreicas no estado maduro.


FLOR E FRUTO


O período da floração vai de Fevereiro a Abril. O mecanismo natural de reprodução desta espécie começa com a queda do fruto maduro (uma vagem) no Outono/Inverno,a partir do qual se produz uma putrefacção da vagem ficando livres as sementes que se distribuem pela manta vegetal. O sucesso da germinação na Primavera seguinte dependerá das condições edafo-climáticas em que decorreu essa putrefacção.

Na reprodução em estufa, acelera-se o processo natural a partir de frutos bem maduros de onde se extraem as sementes que são lavadas, secas e armazenadas à temperatura ambiente. Devido à dimensão da semente (5-7mm), a sementeira é feita individualmente em alvéolos com cerca de 800cm3, que foram previamente cheios com substracto adequado. Nestas condições são necessários 30 a 40 dias para a plântula eclodir, e estará pronta para transplante em local definitivo ao fim de cerca de 18 meses.


ALFARROBEIRAS NA TAPADA DAS NECESSIDADES


Sob a Casa do Regalo existe um “grotto” com uma fonte de onde parte um eixo ladeado por muros altos e caiados, por onde corria uma cascata de água de 35 m de extensão, e onde até há pouco tempo existia uma colecção de plantas de ambiente fresco.

O eixo termina num alto muro de suporte de terras, semi-circular, com bancos de descanso em pedra de calcáreo e uma fonte barroca com taça de mármore ao centro. De cada lado da fonte há um arco fechado com portas de madeira de ripado de duas abas que dão acesso ao eixo, com canteiros longitudinais, dois laterais e um central.

Este é o local na Tapada ideal para encontrarmos as alfarrobeiras. De facto aí podem ser observados 3 magníficos e frondosos exemplares, um em cada extremidade do muro de suporte de terras, e outro frente ao lago de 14 m de diâmetro com um repuxo de cantaria no centro, que se encontra no meio de um grande largo que dá um magnífico enquadramento ao conjunto, grotto, eixo, muro, fonte e lago, que data do séc.XVIII.

Os três exemplares aqui referidos, estão representados nas fotos que acompanham este trabalho.


EXEMPLARES CLASSIFICADOS NA CIDADE DE LISBOA


Não são conhecidos exemplares desta espécie classificados na cidade de Lisboa.


João Pinto Soares Lisboa (texto e fotografias)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Amor à Tapada - II








Têm chegado nos últimos tempos novas colaborações. Muito brevemente divulgaremos mais um estudo do Amigo João Pinto Soares, desta vez sobre a alfarrobeira.
Entretanto, mais um conjunto de imagens trazidas por Carlos Bolacha. Nunca é demais prestarmos tributo à Natureza, porque se somos poeira de estrelas, a elas voltaremos..

Imagens: 1 - Bela Sombra; 2 - Casa do Fresco: topo onde faltam taças; 3- Dragoeiro; 4 e 5 - Romãs; 6 e 7 - Alameda.

Obrigado Maria Ana e Carlos por estes pedaços de vida!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Amor à Tapada










Recebemos um mail de Carlos Bolacha, que saudamos (tal como à companheira Maria Ana Cunha), por mais este contributo, que testemunha visualmente aquilo que o GATN tem criticado. Diz este Amigo:

"Estivemos uma manhã destas na Tapada e tirámos umas fotos que envio.
De notar a situação dos caminhos, os habitantes da Tapada, a degradação das Taças da Casa do Fresco, o Gerador na Tapada, e algumas preciosidades vegetais.
Um abraço."

Registamos a colaboração de diversos elementos do GATN neste blogue e particularmente esta, pela riqueza do conteúdo, muito pertinente. Apresentamos hoje uma primeira tranche das várias imagens enviadas, que pudemos constatar ontem mesmo, pois também revisitámos este espaço de sonho, infelizmente ainda muito abandonado...
Bem Hajam, Carlos e Ana pelo vosso olhar (e amor à Tapada)!

Texto introdutório: LFM; Fotografias de Carlos Bolacha

Legendas das imagens:

1 a 4 -Taças derrubadas; 5 a 8- Desperdícios de Limpezas; 9 - Gerador Eléctrico do Palácio das Necessidades instalado na Tapada.

sábado, 22 de agosto de 2009

Os Vidros Partidos da Estufa Através do Olhar de um Fundador do GATN




Fundador do GATN, Laurindo Santos enviou-nos estas imagens que mostram a degradação da estufa grande da Tapada das Necessidades, com muitos vidros partidos.
Há responsáveis que se regozijam, como lemos (e partilhámos aqui) que se regozijam com o sucesso deste espaço, onde o Teatro, o Cinema e o Jazz desde Junho foram acontecendo.
Só que o espaço é tudo - além da animação - e os frequentadores dos espectáculos musicais excitados com os DJ e a cerveja, segundo nos disseram, contribuíram para alguma vandalização (da Escola Fernanda de Castro, por exemplo).
Aqui ficam algumas imagens que o nosso amigo nos fez chegar. Para reflectir.
Bastava haver mais vigilância dentro da Tapada.
LFM (texto) Laurindo Santos (fotos)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Notícias da Tapada das Necessidades- II


No mês passado, a iniciativa teatral apresentada na Tapada, teve sempre muita participação, o espectáculo esteve sempre cheio, segundo informação de Fátima Sá.

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A colónia de patos tem quatro novos elementos.
Segundo um novo elemento do Grupo, Miguel Louro, os miúdos dizimam os animais, pois quando há patos bébés começam à pedrada aos bichos...

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Este mesmo elemento afirma que há muitos mais papagaios na Tapada das Necessidades.

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Carlos Bolacha assinalou que a grande quantidade de pombos que existia na Tapada, deixou de se ver...

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Outras informações (trazidas pelo sr. João Pinto Soares):

= Os bancos estão todos arranjados, com traves novas.

= Os acantos foram todos cortados.

= Já corre água da fonte que se situa perto do Jardim do buxo.

Obrigado a todos por esta actualização e enriquecimento informativo.

Recolha e fotografia: LFM

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Notícias da Tapada das Necessidades


Percebemos, através de uma recente intervenção da nossa companheira Fátima Sá, na reunião da Câmara Municipal de Lisboa, que o Vereador Sá Fernandes deve ter inúmeros pedidos para entregar as "casinhas" da Tapada, a éne indivíduos e agrupamentos (certamente externos à vivência da Tapada)...

O GATN pretendia um desses espaços para sua sede...porém, como dizia o vate, valores mais altos se levantam!!!
...Lisboa é Muita Gente!!!

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Aquele responsável pelos Espaços Verdes da cidade, disse que o Jazz na Tapada tinha sido um grande sucesso, mas que dos Amigos da Tapada só vira um.
Para que conste, também lá estiveram: em diversas sessões, Fátima Sá e Laurindo Santos, Carlos Bolacha e Maria Ana, em todas.
E no dia em que não houve Jazz, por causa duma grande chuvada, estávamos lá todos, pois tinha sido apresentado o nosso folheto...

NOTA: Informações dadas pelos amigos mencionados e também por João Pinto Soares, escritas sob a forma de croniqueta por Luís Filipe Maçarico (também autor da foto)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vergonhas


O nosso amigo Carlos Bolacha fez-nos chegar um reparo que importa partilhar pela pertinência. Diz ele:
"Junto envio imagem com notícia publicada na Agenda Cultural Agosto da C.M.L., de notar a afirmação "Neste jardim, agora requalificado e devolvido ao público, ...", não sei a quem isto serve, mas só pode ter sido escrito por alguém que nunca entrou na Tapada, não é preciso até até aos locais belos que a Tapada tem, basta olhar pela porta e ver aqueles caminhos.
Seria bom convidar o Sr Director Municipal de Cultura e lhe mostrar as mensagens erradas que anda a passar na Agenda Cultural
Temos que acabar com estas vergonhas
Um abraço"
Texto e recorte enviados por CB.