segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Tapada na Campanha Eleitoral


Graças ao empenho do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, foi possível sensibilizar alguns cidadãos, com responsabilidade política, que na Câmara Municipal de Lisboa (caso da proposta votada por unanimidade, da autoria da CDU, no sentido da salvaguarda da Tapada das Necessidades) e na Junta e Assembleia de Freguesia dos Prazeres concertaram esforços em parceria com o GATN, evidenciando, através de Caminhadas e tomadas de posição mediatizadas, a urgência de decisões. Finalmente, CML e Ministério da Agricultura assinaram o protocolo em vigor há cerca de um ano, que permite à população usufruir da Tapada e promete obras de recuperação dos caminhos e do património vegetal e construído, nem sempre bem consumados como já sabemos.
Vejamos agora o que dizem os principais partidos (com base na propaganda que distribuíram porta a porta:

No elenco de prioridades da campanha do PSD, em coligação com o CDS, MPT e PPM, a Tapada aparece um pouco diluída, na panóplia de preocupações sintetizadas. Diz-se nesse panfleto: "Proteger o Património: Dispensário, Tapada, Geomonumentos...evitando a sua destruição ou descaracterização." Proteger é o verbo utilizado para falar do tema Tapada...

A campanha do PS refere apenas que fizeram a "Transferência da Tapada das Necessidades para Património Municipal", ficando-se por uma vaga intenção "Será dada especial atenção à recuperação de todos os Espaços Verdes da Freguesia". Ou seja, como se o facto da Tapada ter gestão camarária (que não tem funcionado) fosse o suficiente... E não há verbo de compromisso...

O Bloco de Esquerda promete várias iniciativas em torno da Tapada, nomeadamente colocá-la como centro privilegiado de lazer da Freguesia, idealizando a realização de eventos regulares nesse espaço, que destaca em sete linhas esquemáticas, onde se salienta o aproveitamento das antigas instalações do Jardim Zoológico para ATL's sobre a natureza.

A CDU (PCP, Verdes e Independentes), sob o título Tapada para a população, dedica 10 linhas do seu programa a este assunto. E utiliza os verbos continuar a lutar (quando se refere à manutenção do que se conseguiu) e continuar a apoiar (quando fala das iniciativas da população). É importante invocar a necessidade de valorizar o espaço.

Porque efectivamente, ainda há muito para salvaguardar e valorizar, não sendo a sua obtenção algo que o Poder conceda de mão beijada à populaça.

Veja-se o recente exemplo da intenção de construir um mamarracho, oferecido de bandeja num território que é património histórico, à Misericórdia (pobre entidade que não possui imóveis em Lisboa que pudessem consumar a intenção de instituir uma nova creche)...

Concluíndo: As coligações e partidos concorrentes às eleições autárquicas de 11 de Outubro, de forma sintética ou desenvolvida, inserem a Tapada nas suas preocupações, o que vem dar razão à luta consequente que o GATN trava desde Abril de 2007.

LFM (texto e foto)

Sem comentários: