segunda-feira, 26 de abril de 2010

Visita Guiada Domingo 2 de Maio


O Blogue de Zita Madeira



Zita Madeira no seu blogue http://zitamadeira.blogspot.com conta como conheceu a Tapada das Necessidades, apresentando belas imagens daquele belo espaço verde de Lisboa. Diz esta amiga:

"Resolvi em boa hora entrar no alto portão do fabuloso espaço que é a TAPADA das NECESSIDADES... fiquei por lá umas 3 horas que só controlei porque tinha coisas inadiáveis a fazer.

É mais do que um jardim, é um paraíso no alto da cidade.
A sua abundante vegetação, assim como o magnífico jardim de cactos, a Estufa envidraçada e circular que D. Pedro V mandou construir para a sua esposa D. Estefânia, a Casa do Regalo,local do atelier de pintura da rainha D. Amélia que D. Carlos mandou construir na época em que equipou este Jardim com um campo de ténis e outras construções, enfim, adorei !!!!

Devia ser muito mais aproveitado embora eu me tenha sentido muito bem com pouquíssima companhia....mas como não sou egoísta e acho uma pena que a informação oficial diga que os lisboetas o desconhecem.....

Penso que também não ajuda nada a presença de uma senhora no cubículo da entrada a quem pedi informações sobre o local e me respondeu que nunca saía dali e portanto não sabia nada..........."

Texto e Fotografia de Zita Madeira

Visita da Associação de Pais da Escola Ressano Garcia












No passado sábado, 24 de Abril, a pedido da Associação de Pais da Escola Ressano Garcia e, por intermédio do seu Presidente o nosso Amigo e membro do GATN, Luís Justo Máximo, alguns membros do Grupo participaram numa visita à Tapada das Necessidades com um grupo de cerca de 20 pessoas entre crianças e adultos.

Embora o tempo estivesse bastante cinzento,não choveu e, pudemos tranquilamente fazer a visita que foi conduzida pelo nosso Amigo João Pinto Soares o qual transmitiu, mais uma vez, o grande conhecimento que tem sobre vários aspectos da Tapada: história, botânica e sobre a realidade actual .

Verificamos que havia muitas pessoas interessadas e que, através do nosso blog podem , a partir de agora ,conhecer todas as iniciativas que tivemos e que iremos ter nos próximos tempos.

Fátima Sá

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Tapada das Necessidades Através do Olhar Poético de Zita Madeira
















A Tapada das Necessidades permite em qualquer época do ano desfrutar de uma paisagem extasiante.
Além do seu interessante passado histórico, presente na configuração do coberto vegetal e na estatuária, edifícios e proximidade com a última residência palaciana dos dos reis portugueses, o fantástico património que este espaço constitui, no contexto da capital, apresenta uma riqueza energética, de suavidade e silêncio fortes, polvilhado de gorgeios e rumores, que só a Natureza proporciona.

É pois com imensa satisfação que registamos a simpática oferta de Zita Madeira acerca desse "espaço fabuloso que é a Tapada das Necessidades".

De acordo com a proposta que esta amiga nos fez, de divulgarmos o seu olhar no nosso bloge, aqui está o fruto desse olhar tão poético que partilha com todos a pujança daqueles 10 hectares e a harmonia que todos podemos usufruir.

O convite está implícito a todos os lisboetas para virem descobrir a Tapada, nos próximos feriados e fins de semana, agora que a Primavera começa a ganhar alguma consistência em termos climáticos, mostrando tanta beleza.
E não são precisas mais palavras, porque as imagens traduzem bem o que dizemos.

Texto de Luís Filipe Maçarico; Fotografias de Zita Madeira

Visita do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades ao antigo Palácio dos Viscondes dos Olivais e Penha Longa





No passado dia 8 de Abril teve lugar mais uma visita guiada organizada pelo Grupo dos Amigos da Tapada, desta vez ao antigo Palácio dos Viscondes dos Olivais e Penha Longa, na Rua do Pau da Bandeira, freguesia dos Prazeres.

Esta visita algo inusitada teve a excelente colaboração da Embaixada da República Popular da China em Lisboa, cujas instalações funcionam naquele edifício.

A visita foi guiada pela Sra Liu Wenqiu, Conselheira Cultural da Embaixada, que num português fluente mostrou ao Grupo as várias salas do réz-do-chão, excelentemente conservadas e preservando a traça de construção do edifício construído na 2ª metade do séc. XIX.

O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades mostrou a sua gratidão à Embaixada da Republica Popular da China e aos seus funcionários entregando um pequeno cartão designativo desta visita.

Texto de Carlos Bolacha; Fotos de António Brito

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ecos do Dia Mundial da Árvore na Tapada das Necessidades






No passado dia 22 de Março, o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades e a Associação Lisboa Verde, juntamente com os alunos e professores da Escola Fernanda de Castro, procederam à comemoração do dia Mundial da Árvore e da Floresta, na Tapada das Necessidades.

Esta actividade contou com a colaboração de técnicos dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, que ofereceram t-shirts aos alunos e procederam ao trabalho de plantação de árvores, e da Autoridade Florestal Nacional que forneceu o material didáctico que entretanto foi distribuído aos alunos. A estas duas entidades queremos exprimir aqui os nossos agradecimentos.

Com a plantação de dois pinheiros euma pequena intervenção que se traduziu numa troca de conhecimentos com os alunos presentes sobre as características das espécies em apreço e a urgente necessidade de proteger a Árvore e a Floresta, terminámos o evento com a agradável certeza de termos contribuído para a nobre causa da valorização da Natureza de uma maneira geral e da Tapada das Necessidades em particular.

João Pinto Soares (texto) António Brito (fotos)

domingo, 4 de abril de 2010

AS ÁRVORES DA TAPADA DAS NECESSIDADES. O MEDRONHEIRO


MEDRONHEIRO (Arbustos unedo)

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Ericales

Família: Ericaceae

Género: Arbustus

Espécie: Arbustus unedo L.


ORIGEM, DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E CARACTERÍSTICAS

O medronheiro é um arbusto ou pequena árvore de folha persistente (existem folhas na sua copa durante todo o ano) , denso, verde escuro, próprio da região mediterrânea e do S. e SO. da Europa. Esta árvore pode atingir os 8 a 10 m de altura, embora normalmente não ultrapasse os 5 metros. O medronheiro possui ramos erectos e copa arredondada. Dotado de um tronco coberto por uma casca castanha ou vermelha, fissurada, que se desprende nas árvores mais antigas, desenvolve-se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos.


FOLHAS, FLOR E FRUTO

As folhas do medronheiro são muito parecidas com as do loureiro, reluzentes, de cor cinzento-esverdeadas, de 4-11 cm, oblongo-lanceoladas, geralmente com margens em forma de serra. A parte superior da folha é mais escura e a inferior mais pálida.

As flores são brancas com toques cor de rosa, são flores pequenas, em forma de urna, que surgem no Outono em cachos pendentes de até 20 flores, entre os frutos do ano anterior.

Os frutos são uma baga redonda e verrugosa com aproximadamente 3 cm de diâmetro que surgem nos raminhos verdes dando cor à árvore, uma vez que nascem amarelos e progressivamente se vão tornando vermelhos. São comestíveis e utilizados para fazer licores, aguardentes e conservas.


UTILIZAÇÃO

Em Portugal cultiva-se como árvore de fruto e como árvore ornamental, já que quando está carregada de flores e frutos é uma árvore muito bonita.

O fruto é comestível e com ele pode preparar-se uma aguardente de exelente qualidade (aguardente de medronho). As folhas são usadas na medicina popular pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas. As folhas e a casca são muito ricas em taninhos e eram usadas para curtir peles. A sua madeira é apreciada para fabricar carvão vegetal.

Devido ao elevado teor em çúcares, o medronho pode ser utilizado em diferentes aplicações alimentares. O sabor doce associado a aromas característicos, tornam agradável a sua ingestão com ou sem açúcar ou chocolate. Tradicionalmente fazem-se bolachas de medronho, depois de esmagados e cozidos no forno.

É também possível fazer doces, e licor. O licor comercialmente mais famoso é o BandyMel, produto que nasceu em 1956, feito a partir de aguardente de medronho e mel.

Em 1995 o medronheiro ocupava 13,1 % da área florestal do Algarve, chegando a ser maioritária no concelho de Monchique onde ocupava cerca de 10.000 hectares (25% do território concelhio). Com os incêndios da última década estes valores caíram para para cerca de 1/3.


MEDRONHEIROS NA TAPADA DAS NECESSIDADES

Os medroheiros encontram-se dispersos um pouco por toda a zona da mata da Tapada. Encontra-se uma população mais significativa, junto à casa do Regalo, na parte superior do muro de suporte de terras que acompanha a rua que serve a referida Casa, vinda do Instituto de Defesa Nacional.

A fotografia que ilustra este pequeno trabalho, refere precisamente essa população de medronheiros.


EXEMPLARES CLASSIFICADOS NA CIDADE DE LISBOA

Existem seis medroneiros classificados na cidade de Lisboa, todos localizados no Parque Florestal de Monsanto.

João Pinto Soares Lisboa, 24 de Março de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA ÁRVORE E DA FLORESTA NA TAPADA DAS NECESSIDADES


No passado dia 22 de Março, o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades e a Associação Lisboa Verde, juntamente com os Alunos e os Professores da Escola Fernanda de Castro, procederam à comemoração do dia Mundial da árvore e da Floresta, na Tapada das Necessidades.

Esta actividade, contou com a colaboração de técnicos dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, que ofereceram t-shirts aos alunos e procederam aos trabalhos de plantação das árvores, e da Autoridade Florestal Nacional que forneceu o material didáctico que entretanto foi distribuído aos alunos. A estas duas entidades queremos exprimir aqui os nossos agradecimentos.

Com a plantação de dois pinheiros e uma pequena intervenção que se traduziu numa troca de conhecimentos com os alunos presentes sobre as características das espécies em apreço e a urgente necessidade de proteger a árvore e a floresta, terminámos o evento com a agradável certeza de termos contribuído para a nobre causa da valorização da Natureza de uma maneira geral e da Tapada das Necessidades em particular.

Texto: Pinto Soares

Fotos: Luís Filipe Maçarico