terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tapada das Necessidades: Sempre Bela!


















Nesta tarde de terça feira, acompanhado pela canção dos melros e os gritos estridentes de um bando de papagaios, visitei a Tapada das Necessidades, com o sol a iluminar caminhos. Apesar do frio, foi possível passear com satisfação, desfrutando o Jardim dos Cactos, esplendoroso, a estufa circular, mágicas áleas de arvoredo, lagos habitados por patos reais e outros segredos...
Em qualquer época do ano é possível calcorrear este território singular...
Visite a Tapada das Necessidades!
Sempre Bela!
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografas)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O JARDIM DO LARGO DAS NECESSIDADES


Também designado JARDIM OLAVO BILAC, em homenagem ao escritor e um dos mais populares poetas brasileiros (1865-1918). Mandado construir em 1747 por D. João V, com projecto da autoria do arquitecto Manuel Caetano de Sousa. Faz parte integrante do “Conjunto das necessidades”, constituído pela Tapada, Jardim, Palácio, Convento e Igreja. Possui um interessante chafariz com obelisco de mármore rosa e quatro carrancas representando os ventos. Tem uma área total de 3,5ha e uma área verde de 1,7ha. Neste jardim/miradouro, situado em frente ao Palácio das Necessidades, encontramos algumas espécies vegetais notáveis das quais se destacam uma paineira-barriguda (1) e uma eritrina(2), para as quais foi pedida classificação de Interesse Público em 20 de Maio de 2010, castanheiros-da-Índia, magnólias e lódãos. (1) Árvore originária do Brasil, característica pelo seu tronco alargado na base, contendo reservas de água e parcialmente coberto de picos cónicos que a defendem do ataque dos animais. Estes picos vão caindo à medida que a árvore envelhece. Caracteriza-se também pelo conteúdo dos seus frutos, uma paina, fibra semelhante ao algodão, como a sumaúma, estes frutos são de cor verde, e de dimensão semelhante às mangas, aparecendo em Maio-Junho e depois de maduros abrem-se na árvore ou caem. Floresce em Outubro-Novembro, após a queda das últimas folhas, sendo as flores cor de rosa. Pode atingir 20 metros de altura. (2) O género Erythrina contem mais de 170 espécies. O exemplar existente no jardim é uma Erythrina caffra, conhecida por Árvore-de-coral. Trata-se de uma árvore originária do Sul de África. A madeira é muito macia, esponjosa e leve. Folhas com 3 folíolos, cada um de grandes dimensões (17-18 cm). Flores vermelhas que nascem em pequenos e densos aglomerados, com cerca de 9 cm de comprimento; possuem uma pétala comprida que encerra as outras pétalas e estames; produzem muito néctar que atrai aves e insectos. Florescem antes das novas folhas ou quando estas começam a aparecer. O fruto é uma vagem negra, estreita, com cerca de 15 cm de comprimento e contraída entre as sementes. A vagem abre quando ainda está presa na árvore, libertando sementes com uma coloração vermelha-viva. Pode atingir uma altura de 20 metros. João Pinto Soares