quinta-feira, 13 de outubro de 2011

AINDA O RESTAURANTE DE QUALIDADE SUPERIOR NA TAPADA DAS NECESSIDADES. POSSÍVEL PUBLICIDADE ENGANOSA POR PARTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA.


A notícia publicada no “e-pólen”, jornal do “Ambiente e Espaços Verdes” da CML., de Outubro de 2011, e o “quiosque” que a ilustra, podem revestir uma forma de publicidade enganosa para o leitor, fazendo crer que o restaurante de qualidade superior que a Câmara Municipal de Lisboa pretende instalar na Tapada das Necessidades, afinal não é mais do que um simples “quiosque” para servir os frequentadores habituais e os visitantes ocasionais da Tapada e, portanto, sem os impactos negativos que o GATN tem vindo a denunciar (construções novas, circulação e estacionamento de automóveis, esventramento do solo para a ligação de esgotos à rede geral, barulho até às 02,00 H da madrugada, etc.).
Ora, o que o concurso público diz, entre outras coisas, é o seguinte:

“A intervenção a realizar no conjunto que compõe o antigo Jardim Zoológico compreende a criação das condições necessárias à instalação e funcionamento da referida unidade de restauração de qualidade superior, esta reflectida necessariamente, quer nas opções gastronómicas, quer no respectivo serviço, instalações, mobiliário: o que implicará a disponibilização de uma área total bastante superior à que existe na casa central (cerca de 90 m2) e nos cinco torreões anexos ( 25 m2 cada), na medida em que será necessário dispor, para além dos espaços dedicados às refeições, de instalações de preparação e confecção de alimentos, incluindo áreas técnicas de apoio – instalações frigoríficas, economato e copa - e, ainda de vestiário e instalações sanitárias de serviço e públicas.

Para o efeito pretende-se ampliar a área existente em cerca de 200 m2, através da construção de dois pavilhões laterais dispostos em simetria com a casa central.
Prevê-se ainda a instalação de uma esplanada exterior na frente do estabelecimento de restauração e bebidas, com uma área de implantação mínima de 36m2 x 2 e máxima de 50m2x2.

O referido estabelecimento de restauração e bebidas incluirá os seguintes espaços e capacidade de utilização:

- Salas para refeições, a instalar na casa central e respectivos anexos – cerca de 180 m2 e ocupação máxima de 100 lugares sentados;

- 5 salas para refeições, a instalar nos torreões – cerca de 25 m2x5 (área meia) e 12 lugares sentados cada;

- Áreas de preparação e confecção de alimentos, incluindo zonas técnicas de apoio - instalações frigoríficas, economato e copa – cerca de 80 m2;

- Vestiários e instalações sanitárias de serviço e públicas, a instalar na casa central;

- As instalações técnicas de apoio (AVAC, PT ,etc.) deverão ser colocadas no tardoz da casa central e dissimuladas com grelhas metálicas.”

Em resumo, o que a CML pretende para o Jardim Zoológico, não é um “quiosque” para apoio aos visitantes da Tapada, mas sim um restaurante de qualidade superior, que, para além das agressões ambientais, pouco ou nada terá a ver com os frequentadores da Tapada.

Ao GATN impunha-se prestar este esclarecimento.

João Pinto Soares (texto) LFM (Foto)

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