quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Selvajaria e Impunidade ou a Salvaguarda Inexistente





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Recebemos de um morador da freguesia dos Prazeres, - Afonso Reis Cabral - que habita perto da Tapada das Necessidades uma sentida mensagem ( integrada na caixa de comentários de um post anterior) a que damos o devido relevo, enquanto testemunho de um também Amigo deste espaço histórico.



"Caros Amigos da Tapada das Necessidades, Como vos disse num mail de há poucos meses, mudei-me para a frente da Tapada e costumo lá passear todos os dias. Qual não é o meu espanto quando, depois de uma semana e meia de ausência, volto aos meus passeios e reparo que pelo menos três daquelas belas e grandes floreiras de mármore haviam sido vandalizadas. Não consigo precisar o sítio sem um mapa, mas são aquelas que se encontram depois do relvado, à direita (quem entra na portaria sul e vai em direcção à casa do regalo). Uma delas está atirada para o chão e tem a base completamente partida, onde se vê o mármore branquíssimo. As outras duas, um pouco depois, encontram-se tombadas e julgo que sofreram danos de lado aquando do impacto. Indignado, dirigi-me à portaria onde me disseram que de facto tinha havido vandalismo e que, para além das que referi, foram afectadas ainda mais duas, pelo menos. É o que dá o estado geral de desleixo e de falta de supervisão. Não há meios, não há respeito, não há nada. Enfim, achei meu dever informar-vos, caso não soubessem. A quem posso fazer participação? À Câmara? Servirá de alguma coisa? Duvido.



Muito obrigado pela atenção, qualquer coisa é só dizer.



Afonso Reis Cabral



(Depois de vos mandar este texto por mail, reparei que já tinham a informação sobre o vandalismo no blog. No entanto, penso que as fotografias não transmitem a verdadeira dimensão dos danos, já que não se vêem as floreiras.)"



Entretanto, o nosso amigo Engenheiro António Saraiva, sempre atento àquele território, de uma flora e fauna magníficas, fez-nos chegar imagens do recrudescimento deplorável dos atentados ao património, que se sucedem, sem qualquer intervenção, da CML, que deveria assegurar condições de segurança e salvaguarda, pondo cobro à destruição. Uma das formas facilitadoras do vandalismo é a convidativa entrada pela Rua do Borja, sem qualquer protecção, contra os adeptos da selvajaria.



Aqui ficam estes sinais, à espera que as entidades saibam ler, e actuar, de acordo com as suas responsabilidades. Em vez de propaganda, gostaríamos de ver realizações, ajustadas à preservação de um bem que é de todos.




LFM (texto) A.S. (fotos)

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