segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Mensagem de uma Visitante

Caros amigos
Num dia de Setembro, finalmente, fui conhecer a Tapada das Necessidades, que observava sempre do alto da ponte. Fascinou-me. É um espaço magnífico, envolvente, calmo a convidar ao descanso, à descontracção. Deixa-nos com o pensamento livreVi muitas crianças, que faziam, creio, deveres escolares, brincavam, era um chilrear de vozes frescas e gargalhadas de satisfação...


Na entrada recebi um desdobrável e fiquei a saber da existência do GATN e a razão maior da sua constituição. Preservar o local e impedir quem quer que seja, se aproprie desse fantástico espaço público. Pelo trabalho realizado, na defesa do nosso património colectivo, bem hajam.
Céu (texto e fotos)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

terraplanagem na tapada

Fui hoje surpreendido por trabalhos de terraplanagem na Tapada das Necessidades, Junto ao edifício do Instituto de Defesa Nacional (IDN).
 
Foi-me dito por responsáveis por aquele Instituto:
 
1 – Os terrenos onde decorrem as obras pertencem ao IDN e não à CML, não sendo por isso públicos.
      De facto, segundo os responsáveis contactados, quando o Ministério das Finanças, por protocolo cedeu ao Ministério da Defesa, o terreno para construção, em 1971, do edifício do IDN, onde existia o        Picadeiro Real, terá cedido também o terreno agora em causa, que se destina a alargar o parque de estacionamento e assim acabar com o estacionamento abusivo dentro da Tapada.
 
2 – A obra em execução, é o resultado de um protocolo assinado entre o IDN e a CML (José Sá Fernandes)  que pretende a  cedência de alguns lugares de estacionamento aos frequentadores da Tapada.
 
Comentários:
 
1 – Não acredito que esta obra irá pôr fim ao estacionamento abusivo dentro da Tapada.
 
2 – Não conheço o protocolo assinado entre os dois Ministérios. Conheço apenas a seguinte passagem publicada na Revista Militar:
 
“O Coronel Almeida Freire encontrou a solução possível: a utilização do terreno da Tapada das Necessidades ocupado pelo picadeiro, junto à Calçada das Necessidades, que era património do Ministério da Defesa, estava em mau estado e era pouco utilizado. 
 
O apoio financeiro da construção revelar-se-ia, na verdade, difícil e demorado. Já se trabalhava nas fundações do edifício desde fins de 1971, quando em Janeiro de 1972, o ministro da Defesa exarou despacho atribuindo uma verba de 8.000 contos para “ARRANJO DO PICADEIRO”, relativo a um espaço em ruínas de cerca de 20 por 80 metros, dos cerca de 12.000 que abrangiam na altura o conjunto da obra. Surge um edifício de três andares, cujo muro de suporte do lado Norte se encontra no mesmo local do que delimitava  o terreno do picadeiro do mesmo lado. Naturalmente que no decurso da abertura das fundações os construtores aproveitaram mais um ou dois metros, mas apenas isso, da Tapada !
 
O projeto do edifício só ficou concluído em 1973.”
 
3 – Em 2003, o então IPPAR autorizou a construção do Parque de Estacionamento Provisório do IDN em terrenos da Tapada das Necessidades.
 
Conclusão:
 
Estamos, assim, perante um processo que só tem trazido vantagens para o IDN em detrimento dos lisboetas.
 
Convinha, portanto, indagar os moldes do protocolo assinado entre o Ministério das Finanças e o Ministério da Defesa, nomeadamente no que se refere à possível existência de uma alínea de  salvaguarda do picadeiro, bem como à delimitação da área cedida.
 
Seria também importante conhecer o protocolo agora assinado entre o IDN e a CML (Vereador José Sá Fernandes) para a construção do Parque de Estacionamento.
 
Solicito a ajuda de todos os AMIGOS DA TAPADA DAS NECESSIDADES.
 
João Pinto Soares