terça-feira, 10 de dezembro de 2013

NATAL FELIZ

O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades deseja a todos um Natal Feliz.

Na imagem: Escultura da Senhora do Viso (Santa Marta de Penaguião)

NOTÍCIAS DA TAPADA

 
A Tapada das Necessidades e os lisboetas estão de parabéns com o fim das bem conseguidas obras de restauro da Estufa Circular, Casa do Fresco e Muro de Suporte de Terras, levadas a efeito pela Câmara Municipal de Lisboa.
 
Pinto Soares

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

O PATO-REAL
Anas plathyrhynchos
 
  
Legendas:Fêmea,Macho, Fêmea com crias e Par

Classificação cientifica

Reino:      Animalia
Filo:         Chordata
Classe:    Aves
Ordem:    Anseriformes                                                                            
Família:   Anatidae                                                       .
Género:   Anas                                          
Espécie:  Anas plathyrhynchos                            

Características
Comprimento: 51 a 62 cm
Envergadura: 81 a 90 cm
Peso: 850 a 1400 g

O macho apresenta a cabeça de cor verde reluzente, um colar branco e estreito no pescoço,  o peito de um  tom  castanho-escuro, o corpo cinzento e a cauda branca e negra, com dois curiosos anéis  formados por  penas   enroladas sobre si mesmas, o bico amarelo pouco vivo e uniforme. Estas cores  tornam-se  mais   fortes quando do  período  de  acasalamento,  para  chamar  a  atenção  de um parceiro. As fêmeas têm um corpo de tom castanho claro listrado,  e  bico  de coloração  laranja irregular  e  geralmente  são  mais  pequenas  que  os machos. É, assim, fácil  distinguir  os  sexos, nomeadamente no período de acasalamento.Fora desse período, (em eclipse), os machos assemelham-se bastante  com   as fêmeas  mas   ainda  é possível realizar a distinção devido à coloração do bico. É comum a  ambos os sexos  o espelho azul-violáceo, com duas linhas brancas e as patas de coloração alaranjada.


O pato-real alimenta-se à superfície, filtrando as águas e os  limos até  níveis  que  os obrigam a submergir a cabeça e a parte anterior do corpo para esgravatar no fundo com o bico muito sensível. Além disso comem  bagas, sementes, raízes, folhas, plantas aquáticas e também pequenas rãs e insetos. Comem    também  alimentos  que os seres humanos lhes fornecem, como por exemplo pão.

No princípio do Verão, renovam ao mesmo tempo todas   as penas  de voo,   ficando incapacitado de voar durante 3 a 4 semanas. Neste período, os  machos adquirem a chamada plumagem de eclipse, que se assemelha à das fêmeas.

Levantam  voo   diretamente   da água  sem necessidade de correr. Em voo, apresentam a cabeça e o pescoço esticados para a  frente, com batimentos de asas pouco amplos e muito rápidos, emitindo repetidamente o característico som -  quack-quack.

O período de acasalamento desta  espécie ocorre no Outono, após a muda da pena. O casal conserva-se unido durante todo o Inverno e  pelo menos  até  à  nidificação. Já  em  fins  de Janeiro, mas principalmente durante todo o mês de Fevereiro, o  casal procura um território para nidificar,  perto da água. Nidifica sobre  o solo em tufos de vegetação rasteira, debaixo de arbustos, em buracos  de árvores, em ninhos artificiais, em edifícios, etc. A postura   de 7 a 16 ovos esverdeados ocorre  geralmente no  mês  de Março. A   incubação dura aproximadamente 26 dias e é feita exclusivamente pela fêmea. Os jovens patos, cobertos de  uma penugem  parda  e amarelada,  adquirem   a   capacidade   de   voo   por   volta  das 7 semanas de idade.  As   crias   assim   que  nascem alimentam-se   intuitivamente,  principalmente de insetos, não necessitam da mãe para se alimentarem mas sim para proteção.

Distribuição

O Pato-real, antecessor   dos   nossos   patos domésticos, é o mais comum   dos   patos selvagens. É uma espécie migratória, encontrando-se distribuído  por toda  a Europa,   aproximadamente  até aos  limites florestais do Norte e até à zona de  estepes  no Sul. Habita também a Islândia, Gronelândia e quase toda a América  do Norte. Em Portugal,  nidificante e comum  de Norte  a Sul do nosso país,  é  uma ave não migratória, isto deve-se essencialmente ao   clima e às condições que   se  mantêm estáveis  ao longo do   ano,   não havendo  assim  necessidade de migrar  para  outras   regiões  à  procura de melhores condições.

Frequenta   uma   grande   variedade   de habitats  desde parques e canais urbanos, lagos, pântanos de bosques, orla marítima, charcos e valas. Prefere  as   planícies   inundadas, marismas   e   pântanos pouco profundos às grandes extensões de água, e só visitam o mar em circunstâncias excecionais.   Nidifica  na Tapada das Necessidades, frequentando os lagos aí existentes. 

João Pinto Soares