quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES. O GAIO-COMUM

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

O GAIO-COMUM
Garrulus glandarius

O Gaio é uma espécie comum na Tapada das Necessidades
Classificação científica

Reino:    Animalia              Filo:        Chordata
                                                                                                                                                                Classe:     Aves        Ordem:     Passeriformes                                                                            Família:    Corvidae                               Género:    Garrulus                                          
                                                 Espécie:   Garrulos glandarius                            

Características

      Comprimento: 33 a 36 cm
     Envergadura: 52 a 58 cm
                                                                                                                                                                                                                      Peso: 140 a 190 g
Longevidade: 18 anos

Identificação

É um corvídeo de dimensões médias, habitante dos bosques. As  penas azuis das asas são a característica mais fácil de detectar nesta espécie, pois contrastam bastante com a tonalidade acastanhada do dorso e peito. As asas arredondadas possuem também um padrão preto-e-branco, tornando a combinação de cores muito visível quando se encontra em voo. A cauda preta e comprida e o bigode escuro completam as características mais marcantes deste corvídeo. Além disso tem uma coroa  malhada de  preto e branco e um bico preto curto e forte.
O gaio é uma espécie “imitadora”, capaz de imitar os cantos e chamamentos de muitas espécies de aves florestais. Sendo uma ave em geral tímida, é difícil de observar, sendo mais comum ouvir os seus gritos ásperos, que emite com frequência, bem como todo um leque de imitações de cantos e chamamentos de outras aves. 

                                                             Distribuição

O Gaio-comum pode ser encontrado numa vasta área que vai desde a Europa Ocidental até ao noroeste africano, passando por toda a Ásia continental e sudoeste asiático. Nas zonas mais frias (Suécia, Noruega e Polónia), as populações de gaios-comuns, migram no Outono para regiões mais a sul onde os Invernos são menos rigorosos.
No nosso país é sedentário e encontra-se bem distribuído de norte a sul do território, sendo mais abundante na metade norte e extremo sul.

                                                                                                                                                                                                                                      Habitat

Os Gaios-comuns não se sentem à vontade em terrenos abertos. Vivem geralmente em matas de folha caduca, de coníferas e mistas ou bosques pouco desenvolvidos, mas podem inclusive viver em parques e jardins de pequenas e grandes cidades.Gostam muito de habitar dentro de casas e carros.

                                                           Reprodução

Os Gaios-comuns são geralmente sedentários e solitários, à exceção do período de acasalamento, em que vivem temporariamente em grupo. O ninho é construído pelo casal, em fins de Abril ou princípios de Maio, geralmente em árvores, arbustos, árvores ocas ou caixas-ninho.
O ninho encontra-se em geral a uma altura inferior a 5 metros e é constituído por palhas, pequenos ramos e raízes, A postura é de 3 a 6 ovos e o casal reveza-se no choco que dura 16-19 dias. As crias são alimentadas por ambos os pais e geralmente estão completamente cobertas de penas entre os 21 e os 23 dias de idade.

                                                             Alimentação

O seu regime alimentar é omnívoro,  comendo praticamente de tudo, variando consoante a estação do ano e a disponibilidade da alimento. Quando há bolotas em abundância, fazem uma reserva para o Inverno, escolhendo-as rigorosamente em função da sua maturidade, do seu tamanho, e da sua qualidade, evitando em particular as que estejam bichosas,. As bolotas são enterradas no chão com o bico, e posteriormente tapadas. Também pode fazer reservas em fendas de rochas, buracos de árvores e outras cavidades, reservas essas que podem conter vários quilogramas de bolotas, Aquelas que não conseguem voltar a encontrar, germinam muitas vezes  no ano seguinte, ajudando assim à disseminação das árvores das quais provêm. Estima-se que cada gaio possa dispersar um milhar de bolotas por ano.
Para atém das bolotas, alimentam-se também de frutos de faias e de bagas de diferentes espécies. Na Primavera e Verão alimentam-se principalmente de insectos, atacando também ninhos de onde retiram os ovos ou os filhotes. Fazem ainda parte da sua alimentação lagartos, rãs, ratos e musaranhos (pequenos mamíferos insectívoros com focinho pontiagudo).

João Pinto Soares

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