
MEDRONHEIRO (Arbustos unedo)
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Ericaceae
Género: Arbustus
Espécie: Arbustus unedo L.
ORIGEM, DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E CARACTERÍSTICAS
O medronheiro é um arbusto ou pequena árvore de folha persistente (existem folhas na sua copa durante todo o ano) , denso, verde escuro, próprio da região mediterrânea e do S. e SO. da Europa. Esta árvore pode atingir os 8 a 10 m de altura, embora normalmente não ultrapasse os 5 metros. O medronheiro possui ramos erectos e copa arredondada. Dotado de um tronco coberto por uma casca castanha ou vermelha, fissurada, que se desprende nas árvores mais antigas, desenvolve-se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos.
FOLHAS, FLOR E FRUTO
As folhas do medronheiro são muito parecidas com as do loureiro, reluzentes, de cor cinzento-esverdeadas, de 4-11 cm, oblongo-lanceoladas, geralmente com margens em forma de serra. A parte superior da folha é mais escura e a inferior mais pálida.
As flores são brancas com toques cor de rosa, são flores pequenas, em forma de urna, que surgem no Outono em cachos pendentes de até 20 flores, entre os frutos do ano anterior.
Os frutos são uma baga redonda e verrugosa com aproximadamente 3 cm de diâmetro que surgem nos raminhos verdes dando cor à árvore, uma vez que nascem amarelos e progressivamente se vão tornando vermelhos. São comestíveis e utilizados para fazer licores, aguardentes e conservas.
UTILIZAÇÃO
Em Portugal cultiva-se como árvore de fruto e como árvore ornamental, já que quando está carregada de flores e frutos é uma árvore muito bonita.
O fruto é comestível e com ele pode preparar-se uma aguardente de exelente qualidade (aguardente de medronho). As folhas são usadas na medicina popular pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas. As folhas e a casca são muito ricas em taninhos e eram usadas para curtir peles. A sua madeira é apreciada para fabricar carvão vegetal.
Devido ao elevado teor em çúcares, o medronho pode ser utilizado em diferentes aplicações alimentares. O sabor doce associado a aromas característicos, tornam agradável a sua ingestão com ou sem açúcar ou chocolate. Tradicionalmente fazem-se bolachas de medronho, depois de esmagados e cozidos no forno.
É também possível fazer doces, e licor. O licor comercialmente mais famoso é o BandyMel, produto que nasceu em 1956, feito a partir de aguardente de medronho e mel.
Em 1995 o medronheiro ocupava 13,1 % da área florestal do Algarve, chegando a ser maioritária no concelho de Monchique onde ocupava cerca de 10.000 hectares (25% do território concelhio). Com os incêndios da última década estes valores caíram para para cerca de 1/3.
MEDRONHEIROS NA TAPADA DAS NECESSIDADES
Os medroheiros encontram-se dispersos um pouco por toda a zona da mata da Tapada. Encontra-se uma população mais significativa, junto à casa do Regalo, na parte superior do muro de suporte de terras que acompanha a rua que serve a referida Casa, vinda do Instituto de Defesa Nacional.
A fotografia que ilustra este pequeno trabalho, refere precisamente essa população de medronheiros.
EXEMPLARES CLASSIFICADOS NA CIDADE DE LISBOA
Existem seis medroneiros classificados na cidade de Lisboa, todos localizados no Parque Florestal de Monsanto.
João Pinto Soares Lisboa, 24 de Março de 2010