segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Notícias da Tapada das Necessidades


Foto do portão recentemente colocado na Rua do Borja, o que faz prever, a curto prazo, a abertura da portaria Norte.

(Informação e fotografia enviada por João Pinto Soares)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Intervenção de Carla Filipe na Estufa Circular







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A estufa circular é de novo o cenário de mais uma intervenção no âmbito da exposição do Plano Verde - estrutura ecológica municipal. Não obstante continuar com inúmeros vidros espatifados, o décor é efectivamente digno de visita.
A autora, Carla Filipe, natural de Aveiro, é licenciada em Artes Plásticas-Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição. Actualmente é bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, nos Acme Studios em Londres.
Carla Filipe trabalhou o tema "Saloio".
Diz a autora "Influenciada pela minha vivência - ter nascido e crescido numa família de ferroviários e vivido junto da linha de comboio -, reparei que as Hortas se revelavam como um elemento central."
O texto de apresentação, de onde extraímos este pedaço é deveras interessante, pelas questões que coloca sobre a Tradição e a Modernidade.
A performance pode ser vista até 27 de Março, de segunda a sexta, entre as 8 e as 18 e aos sábados e domingos, das 10h às 18h
LFM/GATN (texto e fotos)

Buracos nos Novos Caminhos da Tapada






Há um ano, os caminhos da Tapada estavam abalroados por sucessivas invernias e muito abandono.
Ontem, ao revisitá-la, reencontrei pedaços da antiga decadência.
Será que o material usado para revestir o solo e proporcionar boa marcha aos visitantes está a ceder, ou foi mal colocado em alguns sítios daquele belo território?
Quem sabe responder?
LFM/GATN (texto e fotos)

Visitas Guiadas Voltam na Primavera






Tem o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades sido contactado por alguns interessados em visitar aquele espaço, em visita guiada, como ocorreu durante a Primavera e o Verão de 2010.
Também fomos alertados por amigo a trabalhar fora de Portugal, que, tendo folheado um semanário encontrou, num dos cadernos/suplementos, a notícia da realização de visitas guiadas na Tapada.
Consideramos que se impõe, face a essas solicitações e/ou notícias extemporâneas, prestar o seguinte esclarecimento.
O GATN, quando o clima proporcionar um tempo mais estável, pensa retomar o ciclo de visitas guiadas, que tanto êxito obteve, juntando dezenas de cidadãos, para quem a Natureza é uma excelente motivação, para fruir mágicas caminhadas num espaço verde singular, com tanta história.
LFM/GATN (texto e fotos)

A árvore "bonsai"



Esta árvore é uma autêntica escultura da própria natureza, lembra um bonsai.
Já foi mostrada Facebook e alguém comentou:
"Não é só em vasos que se faz arte...nesta altura também não se pode pedir folhas, mas decerto daqui a 1 mês estará revestida e terá o verde das folhas, flor e talvez fruto..GOSTO DELA=)"

Oxalá quem trata do coberto vegetal da Tapada das Necessidades não a derrube, em nome de um qualquer motivo metafísico. Há uns meses atrás uma empresa que andou a cuidar do Jardim dos Cactos desbastou, quanto a nós, em demasia aquele espaço. O que vale é que a Natureza explode em cor, beleza, vigor.
A Tapada tem belos exemplos, prodígios dignos de visita.
Esta árvore é exemplo do espanto que nos causam algumas espécies.
Luís Filipe Maçarico/GATN (texto e fotos)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tapada das Necessidades: Sempre Bela!


















Nesta tarde de terça feira, acompanhado pela canção dos melros e os gritos estridentes de um bando de papagaios, visitei a Tapada das Necessidades, com o sol a iluminar caminhos. Apesar do frio, foi possível passear com satisfação, desfrutando o Jardim dos Cactos, esplendoroso, a estufa circular, mágicas áleas de arvoredo, lagos habitados por patos reais e outros segredos...
Em qualquer época do ano é possível calcorrear este território singular...
Visite a Tapada das Necessidades!
Sempre Bela!
Luís Filipe Maçarico (texto e fotografas)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O JARDIM DO LARGO DAS NECESSIDADES


Também designado JARDIM OLAVO BILAC, em homenagem ao escritor e um dos mais populares poetas brasileiros (1865-1918). Mandado construir em 1747 por D. João V, com projecto da autoria do arquitecto Manuel Caetano de Sousa. Faz parte integrante do “Conjunto das necessidades”, constituído pela Tapada, Jardim, Palácio, Convento e Igreja. Possui um interessante chafariz com obelisco de mármore rosa e quatro carrancas representando os ventos. Tem uma área total de 3,5ha e uma área verde de 1,7ha. Neste jardim/miradouro, situado em frente ao Palácio das Necessidades, encontramos algumas espécies vegetais notáveis das quais se destacam uma paineira-barriguda (1) e uma eritrina(2), para as quais foi pedida classificação de Interesse Público em 20 de Maio de 2010, castanheiros-da-Índia, magnólias e lódãos. (1) Árvore originária do Brasil, característica pelo seu tronco alargado na base, contendo reservas de água e parcialmente coberto de picos cónicos que a defendem do ataque dos animais. Estes picos vão caindo à medida que a árvore envelhece. Caracteriza-se também pelo conteúdo dos seus frutos, uma paina, fibra semelhante ao algodão, como a sumaúma, estes frutos são de cor verde, e de dimensão semelhante às mangas, aparecendo em Maio-Junho e depois de maduros abrem-se na árvore ou caem. Floresce em Outubro-Novembro, após a queda das últimas folhas, sendo as flores cor de rosa. Pode atingir 20 metros de altura. (2) O género Erythrina contem mais de 170 espécies. O exemplar existente no jardim é uma Erythrina caffra, conhecida por Árvore-de-coral. Trata-se de uma árvore originária do Sul de África. A madeira é muito macia, esponjosa e leve. Folhas com 3 folíolos, cada um de grandes dimensões (17-18 cm). Flores vermelhas que nascem em pequenos e densos aglomerados, com cerca de 9 cm de comprimento; possuem uma pétala comprida que encerra as outras pétalas e estames; produzem muito néctar que atrai aves e insectos. Florescem antes das novas folhas ou quando estas começam a aparecer. O fruto é uma vagem negra, estreita, com cerca de 15 cm de comprimento e contraída entre as sementes. A vagem abre quando ainda está presa na árvore, libertando sementes com uma coloração vermelha-viva. Pode atingir uma altura de 20 metros. João Pinto Soares