quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tapada da Ajuda: Roteiro Botânico




A Tapada da Ajuda merece uma visita.
Existe um roteiro botânico, para acompanhar o visitante.
O GATN gosta deste (outro) belo espaço verde, da cidade, e deseja que a informação produzida sobre aquele jardim histórico seja partilhada, em futuro encontro de todos os que amam as árvores.
GATN/JPS

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Visitas Guiadas na Tapada


No passado Domingo, dia 8 de Maio, o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades realizou, com assinalável êxito, mais uma visita guiada pelo património botânico e monumental da Tapada das Necessidades.

Lembramos que a próxima visita será Domingo, dia 29 de Maio, com início na portaria Sul da Tapada (Largo das Necessidades) ás 15,00H.
Agradecemos a vossa presença.

João Pinto Soares (texto e foto)/GATN

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades em Feira do Livro, Artes e Velharias


O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades está na Praça da Armada, participando em mais uma edição da Feira do Livro, Artes e Velharias, que decorrerá até 6 de Maio, entre as 10,00 e as 18,00 H.
Contamos com a sua presença.

GATN/ JPS.
Foto de João Pinto Soares

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nos Domingos dia 8 e 29 de Maio Passeios(s) Pela História e Botânica da Tapada das Necessidades


Clique em cima da imagem para ampliar e poder ler.
E participe, dia 8 e/ou 29 nesta iniciativa para conhecer melhor a Tapada das Necessidades.
GATN/JPS

quinta-feira, 14 de abril de 2011

10 de Abril de 2007/10 de Abril de 2011: Quatro Anos em Prol do Património


No passado domingo completaram-se quatro anos sobre a fundação do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades.
A todos os que têm caminhado connosco, com a preocupação da salvaguarda deste magnífico espaço de Lisboa, a nossa gratidão.
O Grupo é hoje peça importante nas dinâmicas associativas da freguesia dos Prazeres, tendo sido alvo de alguns estudos académicos, dos quais oportunamente daremos notícia.
LFM/GATN

O ZAMBUJEIRO (Olea europaea var sylvestrys)



Exemplar pluri-centenário, considerado um dos exemplares vegetais mais antigo, senão mesmo o mais antigo existente na Tapada das Necessidades. Encontra-se localizado na zona da mata mediterrânica, na parte Norte da Tapada.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino: Plantae

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Lamiales

Família: Oleaceae

Género: Olea

Espécie: Olea europaae var sylvestrys

ORIGEM E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

O ZAMBUJEIRO ou oliveira brava pertence à família das oleaceas. É uma árvore originária da Bacia do Mediterrâneo e espontânea em Portugal, que foi transformada por sucessivos cruzamentos com o objectivo de produzir frutos maiores, dando origem à oliveira. Apresenta folhas e fruto mais pequenos que esta. Muito bem adaptada à secura, forma bosques com sobreiros e azinheiras, podendo dominar originando os zambujais.

É uma espécie endémica da ilha da Madeira com a denominação: Olea maderensis, (Lowe), (Rivas Mart. & Del Arco). Surge também nas Canárias, Europa continental, Ásia ocidental e Norte de África.

CARACTERÍSTICAS

Apresenta uma copa arredondada e densa, no entanto pode manter-se no estado arbustivo e formar matagais. Tem grande longevidade e apresenta um crescimento lento, podendo atingir os 10 metros de altura. O tronco é curto, irregular e tende a retorcer-se à medida que envelhece. As folhas são verdes escuras na página superior e cinzentas esbranquiçadas, na página inferior. As flores brancas, em cachos, surgem entre Abril e Junho e os seus pequenos frutos atraem as aves e outros animais no Outono.

O Zambujeiro cresce em qualquer tipo de solo, é uma planta termófila, ou seja, tem a capacidade de resistir à seca. e ao calor.

CURIOSIDADES

O Zambujeiro é uma árvore ou arbusto que pode viver mais de mil anos. É usado muitas vezes como porta enxerto sobretudo em olivais antigos e, também como corta-vento. A sua madeira é das mais duras e compactas. A lenha é um óptimo combustível e dá um excelente carvão. O azeite que se produz a partir dos seus pequenos frutos é uma preciosidade e pode ser utilizado para fins culinários e medicinais.

Na antiguidade, os vencedores dos jogos olímpicos eram condecorados com ramos de Zambujeiro.

PRESENÇA NA TAPADA DAS NECESSIDADES

A parte superior da Tapada, designada mata mediterrânica dado o tipo de vegetação que a constitui, é em alguns pontos muito cerrada e coberta de zambujeiros centenários, de grande porte, no meio dos quais crescem adernos (1) e alfarrobeiras, e defendida por linhas serradas de ciprestes e pinheiros ao longo dos muros, foi mantida como uma mata de vegetação autóctone para os passeios a cavalo e para as aves e os corços, num ambiente que se pretendia próximo do natural.

O estrato vegetal inferior da zona da mata mediterrânica é dominado pelos acantos.

EXEMPLARES CLASSIFICADOS NA CIDADE DE LISBOA

Existem Classificados de Interesse Público os seguintes exemplares de Zambujeiro na cidade de Lisboa:

Freguesia de Benfica - Parque florestal de Monsanto - dois exemplares, processos nos. KNJ3/057 e KNJ3/058, D.R. n.º 198 II série de 14/10/2005.

(1) Freguesia da Ajuda – Parque Florestal de Monsanto – um exemplar com cerca de 60 anos, processo no. KNJ3/068, Aviso nº.13 de 09/11/2009.(1) – Adernos (Phillyrea latifolia), uma das duas espécies do género Phillyrea, ambas espontâneas em Portugal. São arbustos da família Oleaceae, como as oliveiras, de crescimento lento, folha persistente, verde claro na página inferior e verde escuro na página superior, flores minúsculas esverdeadas. O seu fruto é muito apreciado pelas aves.

João Pinto Soares (texto e fotografia)

sábado, 9 de abril de 2011

VANDALISMO NA TAPADA DAS NECESSIDADES E A NECESSIDADE DE UMA CASA-DE-BANHO PÚBLICA



A antiga casa-de-banho da Tapada das Necessidades foi vandalizada.

Este facto, demonstrativo do baixo índice cultural de grande parte da população lisboeta, vem chamar uma vez mais a atenção da entidade agora responsável por este espaço público, para a necessidade urgente de uma casa-de-banho de apoio ao cada vez maior número de visitantes que frequentam a Tapada das Necessidades.

Texto e fotografia: João Pinto Soares