Quem efectuar um passeio, do Largo da Anunciada até à colina da Pena/Torel, depara-se, à saída do elevador do Lavra, com esta visão triste e desoladora: uma palmeira agoniza.
Por todo o sul (em Faro, várias palmeiras centenárias e na avenida da Praia da Rocha, cento e oitenta exemplares; em Sesimbra, etc.) o escaravelho das palmeiras (oriundo da Indonésia), tem atacado muitas das árvores desta espécie.
Na Avenida Infante Santo, há uma palmeira ainda jovem, infectada.
A contaminação, com as condições climatéricas adversas desta estranha Primavera, favoreceu a voracidade do insecto destruidor, que escava túneis, para deixar ovos, minando estas árvores ornamentais, que integram o património ambiental e cultural, desde há muito.
Se nos lembrarmos dos emigrantes do século XIX, que trouxeram das longes paragens por onde andaram, as palmeiras, verdadeiro emblema dessas viagens, poema vivo essas idas e retornos, concluiremos que também a este nível caminhamos para o empobrecimento.
Actualmente, estamos em risco de as perdermos, se passadas semanas, meses, continuarem agonizantes, na paisagem, permitindo a reprodução da praga.
Exemplares mortos têm de ser queimados, para eliminar o parasita exterminador.
A ignorância acerca deste assunto, bem como a falta de medidas de salvaguarda eficientes, de que estes testemunhos são a prova da incúria, merecem uma campanha esclarecedora e uma actuação, que vá além das boas intenções, que dessas sabemos como o Inferno está repleto...
GATN/LFM










