Todos os anos, em Novembro, esta imagem repete-se. Antes que as folhas se
despeçam até ao novo ano, tomam uma coloração muito bela, como a imagem
documenta, podendo ver-se muitas
folhas já caídas atapetando o
chão.
Consideramos o Jardim Olavo Bilac como uma extensão da Tapada das Necessidades. De facto, ele foi
construído na Praça do Obelisco, que por sua vez faz
parte integrante da Obra das Necessidades, da autoria do nosso Rei D. João
V.
Este jardim, que recebeu o nome de um escritor e político brasileiro
contemporâneo da nossa Rainha D.ª Amélia - Olavo Bilac - que com ele se correspondeu, para além de uma vista soberba sobre uma zona
antiga da cidade de Lisboa – A zona de Alcântara (A Ponte) - e para o Rio Tejo, possui um conjunto notável de árvores, entre as quais o exemplar de Ginkgo biloba aqui
representado.
A Ginkgo biloba como exemplar botânico
Segundo alguns botânicos é a espécie viva geneticamente mais
antiga,considerada um fóssil vivo. Existem registos fósseis de folhas de ginkgo
datadas de há 150 milhões de anos, o que as remete para o tempo dos dinossauros
(Período Jurássico). Chegou a
ser considerada uma espécie rara,
dadas as reduzidas populações naturais
existentes apenas na China, país de onde é
originária. Hoje, encontra-se espalhada por todo o Mundo, constituindo árvore de alinhamento em muitas ruas das
nossas cidades. São árvores que podem atingir os 30 metros de altura. Apresentam
umas folhas muito particulares em forma de leque com um rasgo ao meio, donde o nome da
espécie biloba, que se pintam de de
um amarelo intenso no Outono, principalmente no mês de Novembro, antes de
caírem. De muito fácil cultivo, pouco sujeitas a pragas e doenças e muito resistentes à
poluição das cidades, tornaram-se boas árvores de arruamento. O fruto tem um odor muito desagradável, mas como é uma espécie dióica, apenas as árvores
femininas dão fruto, tornando os pés masculinos mais apetecidos para fins
ornamentais. Muito utilizada na medicina alternativa pelas suas propriedades regenerativas, despertou o
interesse dos investigadores após a Segunda Guerra Mundial, por ter sobrevivido
à explosão atómica em Hiroxima, brotando no solo da cidade devastada. Tornou-se, assim, um símbolo da Paz e Longevidade
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Pinto
Soares











