quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sinais de Mudança

AMIGOS, É ALTURA DE VIRAR MAIS UMA PÁGINA DO CALENDÁRIO.
O ANO QUE AGORA TERMINA NÃO FOI MUITO BOM PARA OS PORTUGUESES NEM PARA A TAPADA DAS NECESSIDADES SUJEITA A UMA ONDA DE VANDALISMO SEM PRECEDENTES.
CONTUDO, NÃO ESMORECEREMOS NA NOSSA LUTA. HÁ SINAIS DE MUDANÇA, AS OBRAS DE RECUPERAÇÃO DA ESTUFA CIRCULAR COMEÇARAM!
O GATN DESEJA A TODOS UM BOM NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

João Pinto Soares

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Beleza do Exemplar de Ginkgo Biloka do Jardim Olavo Bilac


Todos os anos, em Novembro, esta imagem  repete-se. Antes que as folhas se despeçam até ao novo ano, tomam uma coloração muito bela, como a imagem documenta,  podendo ver-se muitas folhas já  caídas atapetando o chão.


Consideramos o Jardim Olavo Bilac como   uma extensão da Tapada  das Necessidades.  De facto, ele foi construído   na Praça do Obelisco, que por sua vez faz parte integrante da Obra das Necessidades, da autoria do nosso Rei D. João V.

Este jardim, que recebeu o nome de um escritor e político brasileiro contemporâneo da nossa Rainha D.ª Amélia - Olavo Bilac - que com ele  se correspondeu, para  além de uma vista soberba sobre uma zona antiga da cidade de Lisboa – A zona de Alcântara (A Ponte) -  e para  o Rio Tejo, possui um conjunto notável de árvores, entre   as quais o exemplar   de Ginkgo biloba aqui representado.

A Ginkgo biloba como exemplar botânico

Segundo alguns botânicos é a espécie viva geneticamente mais antiga,considerada um fóssil vivo. Existem registos fósseis de folhas de ginkgo datadas de há 150 milhões de anos, o que as remete para o tempo dos dinossauros (Período Jurássico).  Chegou a ser  considerada uma espécie rara, dadas as reduzidas populações naturais existentes apenas na China, país de onde é originária. Hoje,  encontra-se   espalhada  por todo o Mundo, constituindo  árvore de alinhamento em muitas ruas das nossas cidades. São árvores que podem atingir os 30 metros de altura. Apresentam umas folhas muito particulares em forma de leque com um rasgo ao meio, donde o nome da espécie biloba, que se pintam de  de um amarelo intenso no Outono, principalmente no mês de Novembro, antes de caírem. De muito fácil cultivo, pouco sujeitas a   pragas e doenças e muito resistentes à poluição das cidades, tornaram-se  boas árvores de arruamento. O fruto tem um odor  muito desagradável, mas como é uma  espécie dióica, apenas as árvores femininas dão fruto, tornando os pés masculinos mais apetecidos para fins ornamentais. Muito utilizada na medicina alternativa pelas suas  propriedades regenerativas, despertou o interesse dos investigadores após a Segunda Guerra Mundial, por ter sobrevivido à explosão atómica em Hiroxima, brotando no solo da cidade  devastada. Tornou-se, assim,  um símbolo da Paz e Longevidade .
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                          Pinto Soares

domingo, 11 de novembro de 2012

Vandalismo Continua!



João Pinto Soares alerta para o estado de degradação que aumenta na Tapada das Necessidades. Diz este cidadão empenhado na salvaguarda ambiental:

A onda de vandalismo que continua a grassar na Tapada das Necessidades, tornou possível o acesso ao “GROTTO” existente na base da “CASA DO REGALO”, de onde são provenientes estas fotos. 
(fotos da autoria do próprio Pinto Soares)

 

As fotografias demonstram esta infeliz constatação, fruto da desatenção de um poder que despreza tudo o que não for rentável/comercializável. 

Pondo no mesmo saco mercadorias e património, o bem estar das pessoas e o verbo transaccionar.

Aulas de Tai Chi na Tapada

    EM NOVEMBRO, O TAI-CHI VOLTOU À TAPADA DAS NECESSIDADES E À ESCOLA 18
 
Por iniciativa do Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades e com o apoio da Junta de Freguesia
dos Prazeres, acompanhando as actividades curriculares do ano Escolar 2012/2013, tiveram  início as
aulas de TAI-CHI englobando todos os alunos do primeiro ciclo das duas  escolas  da Freguesia  dos
Prazeres.
 
Pinto Soares

Desolação na Paisagem Urbana



Quem contaminou quem? As palmeiras do Corpo Santo? Ou a palmeira do Arsenal da Marinha?
Porque razão, não foram tomadas medidas, logo que a praga se manifestou, em território nacional - e o laxismo, foi a principal atitude, até a opinião pública, os jornais, as redes sociais, os blogues, reclamarem uma actuação, que pudesse salvar as palmeiras portuguesas?
É com tristeza, depois de muitos anos a percorrer esta parte de Lisboa, que se constata que muito pardal deixou de ter morada na vasta cabeleira daquelas árvores, e com redobrado nojo que se lê por vezes a estupidez de alguns comentários, rejubilando-se com a morte das palmeiras, por serem oriundas de outras latitudes. Pobre Natureza, vítima das malfeitorias do ser humano, desta forma de pensar e estar que não valoriza o património ambiental...
Cidadão Indignado

Perto do Jardim da Estrela...


Esta palmeira moribunda, está há semanas assim.
Como é possível que ninguém - sobretudo os especialistas, que sabem tudo, mas não saiem dos gabinetes - tome medidas?
Como é sabido, uma palmeira neste estado, é um foco de infecção para as que estiverem próximas.
Deve ser queimada.
Em 2007, no Porto Santo, uma palmeira atacada pela praga do escaravelho das palmeiras, ficou oca por dentro e caiu em cima de um cidadão, matando-o.
Cidadão Atento

terça-feira, 6 de novembro de 2012

RELAÇÃO DAS PEÇAS PROVENIENTES DO PALÁCIO DAS NECESSIDADES E DA COLECÇÃO PARTICULAR DA CONDESSA DE EDLA, PRESENTEMENTE NO MUSEU NACIONAL DA ARTE ANTIGA


O MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA, UM POUCO DE HISTÓRIA

O Museu Nacional de Arte Antiga, também conhecido  por Museu das Janelas Verdes,  por  se situar  na rua  com  o  mesmo  nome, é   actualmente   um  organismo  oficial  dependente do Instituto Português de Museus.



O Museu encontra-se instalado no palácio dos Condes de Alvor, mandado construir no séc. XVII por D. Francisco de Távora, 1.º Conde de Alvor,

 Posteriormente, o Palácio de Alvor,  passou a ser conhecido como Palácio  de  Alvor-Pombal, porque, em 1759, o edifício foi  adquirido  por  Paulo  de Carvalho e Mendonça, irmão do Marquês de Pombal que, por morte do primeiro, passou a ser proprietário  do  palácio, tendo  este  ficado  na posse da sua família   por mais de um século.

Em 1884 o actual Museu Nacional de Arte Antiga foi adquirido pelo Estado Português.

Em  1918« é  demolido o Mosteiro das Freiras Carmelitas Descalças, também conhecido por Convento das Albertas, nome derivado do seu patrono,Santo Alberto, contíguo ao palácio Alvor, para aí ser  construído  o edifício ANEXO  tal como o conhecemos   ainda   hoje, que só foi inaugurado em 1940 e dá entrada principal ao Museu, pelo Jardim 9 de Abril.  

 Do Convento das Albertas existe ainda a capela   e  a cerca onde foi construído o Jardim 9 de Abril.


A  CRIAÇÂO  DO  MUSEU  DE  ARTE  ANTIGA  COMO RESULTADO  DA  REVOLUÇÃO  LIBERAL


Com a abolição das Ordens Religiosas por decreto de  28 de Maio de 1834, logo   no   dia   seguinte   ao da convenção de Évora-Monte que acabou com a guerra civil entre absolutistas e liberais, o novo poder entregou ao Estado  muitas centenas de objectos pertencentes aos mosteiros.

Depois da implantação da república   dá-se   a   entrada  no museu de nova leva   de peças   provenientes dos  Palácios Reais, entre os quias  o Palácio das Necessidades, morada dos últimos reis de Portugal.


Lista   de   obras   de   arte  existentes na casa forte do extincto Paço das Necessidades cuja  remoção é pedida para o Museu Nacional de Arte Antiga

Nº 1 – Custodia lavrada por Gil Vicente e dada por D. Manuel ao convento dos Jerónimos de Belém.

Nº 2 – Cruz de D. Sancho.

Nº3 – Cálice gótico de prata dourada, ( Sec. XVI ); pertenceu ao convento de Cristo de Tomar.

Nº4 – Cofre-relicário de prata, com baixos relevos alusivos à paixão de Cristo; pertenceu  ao convento de Cristo de Tomar.

Nº5 – Uma mesa com tampa de embrechados e trempe de bronze dourado em que se veem as  iniciais da Rainha D. Carlota Joaquina.

Lisboa e Secretaria do Museu Nacional de Arte Antiga em 22 de Maio de 1916


Relação dos objectos legados ao Museu Nacional de Arte Antiga, pela falecida Senhora Condessa de Edla

1 – Um quadro a óleo, pintura  sobre madeira, “O Menino Jesus entre os doutores”, escola flamenga (de Antuérpia), começo do século XVI.

2 – Um quadro a óleo, representando ”Nossa Senhora e o Menino Jesus”, assinado: Josefa de Ayalla, (Josefa de Óbidos)) -1637.

3 – Dois   quadros   a óleo, “Paisagens,   escola   holandesa   - ( Sec. XVII).

4 – Um quadro a óleo, “ Um casamento”, numa moldura oval, escola francesa, segunda metade do Sec. XVIII.

5 – Um quadro a óleo, “Nossa Senhora, o Menino Jesus e S. José”, assinado: José Gonçalves Paz, - 1770.

6 – Um quadro a óleo, pintura sobre tela, “Retrato de D. Fernando II, de Portugal”, (tamanho natural), assinado: Leyrand.

7 – Um Cristo de marfim, - assinado: Francesco Terelli, fim do Sec. XVI:

8 – Um baixo relevo em madeira, “O Calvário”.

9 – Um desenho de Sequeira, datado de 1804.

10 – Dois jarros de loiça de Sacavém, - pintados por D. Fernando II, de Portugal.

11 – Um busto de bronze,” O Infante D. Henrique”: -assinado: J,Droz- (1842).

12 – Uma estatueta de bronze, “Um anjo”, assinado: Clodion, fundição de De Braux.

13 – Chapas das    gravuras originais   de D. Fernando II, de Portugal (São cento e vinte e sete chapas de cobre, duas de prata e duas de marfim).

14 – Uma estatueta de bronze, “Um cavaleiro”. – assinada: Barye.

15 – Quatro colheres de prata, antigas, tendo uma, o   retrato gravado de um príncipe de Saxe Coburgo Gotha – outra, uma figura de mulher e outra uma carranca, sendo a última lisa.

16 – Uma colher de prata dourada, com cabo de ferro, embutido de ouro.

17 – Uma colher de buxo, com figuras em relevo, estilo gótico.

18 - Álbuns, gravuras  e livros   raros   da   colecção de D. Fernando II,  de Portugal, constantes  de uma  relação  de   dezasseis rúbricas,  que   acompanharam   as obras  atrás  referidas, entradas  no  Museu de Arte Antiga   em   20   de Novembro de 1929.