AS AVES DA TAPADA DAS
NECESSIDADES
O
PATO-REAL
Anas plathyrhynchos
Legendas:Fêmea,Macho, Fêmea com crias e Par
Classificação
cientifica
Reino:
Animalia
Filo:
Chordata
Classe: Aves
Ordem:
Anseriformes
Família: Anatidae
.
Género: Anas
Espécie:
Anas plathyrhynchos
Características
Comprimento: 51 a 62
cm
Envergadura: 81 a 90
cm
Peso: 850 a 1400
g
O macho apresenta a cabeça de cor verde reluzente, um
colar branco e estreito no pescoço,
o peito de um tom castanho-escuro, o corpo cinzento e a
cauda branca e negra, com dois curiosos anéis formados por penas enroladas sobre si mesmas, o bico amarelo pouco vivo e uniforme. Estas
cores tornam-se mais fortes quando do período de acasalamento, para chamar a atenção de um parceiro. As fêmeas têm um corpo de tom castanho claro listrado, e bico de coloração laranja irregular e geralmente são mais pequenas que
os machos. É, assim, fácil distinguir os sexos, nomeadamente no período de acasalamento.Fora desse período, (em eclipse), os
machos assemelham-se bastante com
as fêmeas mas ainda é possível realizar a distinção devido à coloração
do bico. É comum a ambos os sexos o espelho azul-violáceo, com duas linhas
brancas e as patas de coloração alaranjada.
O pato-real alimenta-se à superfície,
filtrando as águas e os limos até níveis que os obrigam a submergir a cabeça e a parte
anterior do corpo para esgravatar no fundo com o bico muito sensível. Além disso
comem bagas, sementes, raízes,
folhas, plantas aquáticas e também
pequenas rãs e insetos. Comem
também alimentos que os seres humanos lhes fornecem, como
por exemplo pão.
No princípio do Verão, renovam ao mesmo
tempo todas as penas de voo, ficando incapacitado de voar durante 3 a 4 semanas. Neste período,
os machos adquirem a chamada plumagem de eclipse, que se assemelha à
das fêmeas.
Levantam voo
diretamente da água sem necessidade de correr. Em voo,
apresentam a cabeça e o pescoço esticados para a frente, com batimentos de asas pouco
amplos e muito rápidos, emitindo repetidamente o
característico som - quack-quack.
O período de acasalamento desta espécie ocorre no Outono, após a muda da
pena. O casal conserva-se unido durante todo o Inverno e pelo menos até à nidificação. Já em fins de Janeiro, mas principalmente durante
todo o mês de Fevereiro, o casal procura um território para nidificar, perto da água. Nidifica sobre o solo em tufos de vegetação
rasteira, debaixo de arbustos, em buracos de árvores, em ninhos artificiais, em
edifícios, etc. A postura de 7 a 16 ovos esverdeados ocorre geralmente no mês de Março. A incubação dura
aproximadamente 26 dias e é feita exclusivamente pela fêmea. Os jovens patos,
cobertos de uma penugem parda e amarelada, adquirem a
capacidade de
voo por
volta das 7 semanas de idade. As
crias assim que nascem alimentam-se intuitivamente, principalmente de insetos, não
necessitam da mãe para se alimentarem mas sim para
proteção.
Distribuição
O Pato-real, antecessor dos
nossos patos domésticos, é o mais comum dos
patos selvagens. É uma espécie migratória, encontrando-se distribuído por toda a Europa, aproximadamente até aos limites florestais do Norte e até à zona
de estepes no Sul. Habita também a Islândia,
Gronelândia e quase toda a América
do Norte. Em Portugal,
nidificante e comum de
Norte a Sul do nosso país, é uma ave não migratória,
isto deve-se essencialmente ao
clima e às condições que
se mantêm estáveis ao longo do ano, não havendo assim necessidade de migrar para outras regiões à
procura de melhores condições.
Frequenta uma
grande variedade de habitats desde parques e canais urbanos, lagos,
pântanos de bosques, orla marítima, charcos e valas. Prefere as
planícies inundadas, marismas e
pântanos pouco profundos às
grandes extensões de água, e só visitam o mar em circunstâncias excecionais. Nidifica na Tapada das Necessidades, frequentando os lagos
aí existentes.
João Pinto Soares












