AS AVES DA TAPADA DAS
NECESSIDADES
O
GAIO-COMUM
Garrulus glandarius
O Gaio é uma espécie comum na Tapada
das Necessidades
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Características
Comprimento: 33 a 36
cm
Envergadura: 52 a 58 cm
Longevidade: 18 anos
Identificação
Identificação
É um corvídeo de dimensões médias, habitante dos bosques. As
penas azuis das asas são a característica mais fácil de detectar nesta espécie,
pois contrastam bastante com a tonalidade acastanhada do dorso e peito. As asas
arredondadas possuem também um padrão preto-e-branco, tornando a combinação de
cores muito visível quando se encontra em voo. A cauda preta e comprida e o
bigode escuro completam as características mais marcantes deste corvídeo. Além
disso tem uma coroa malhada de preto e branco e um bico preto curto
e forte.
O
gaio é uma espécie “imitadora”, capaz de imitar os cantos e chamamentos de
muitas espécies de aves florestais. Sendo uma ave em geral tímida, é difícil de
observar, sendo mais comum ouvir os seus gritos ásperos, que emite com
frequência, bem como todo um leque de imitações de cantos e chamamentos de
outras aves.
Distribuição
O Gaio-comum pode ser encontrado numa vasta área que vai desde a
Europa Ocidental até ao noroeste africano, passando por toda a Ásia continental
e sudoeste asiático. Nas zonas mais frias (Suécia, Noruega e Polónia), as
populações de gaios-comuns, migram no Outono para regiões mais a sul onde os
Invernos são menos rigorosos.
No nosso país é sedentário e encontra-se bem distribuído de norte a
sul do território, sendo mais abundante na metade norte e extremo
sul.
Os Gaios-comuns não se sentem à vontade em terrenos abertos. Vivem
geralmente em matas de folha caduca, de coníferas e mistas ou bosques pouco
desenvolvidos, mas podem inclusive viver em parques e jardins de pequenas e
grandes cidades.Gostam muito de habitar dentro de casas e
carros.
Reprodução
Os Gaios-comuns são geralmente sedentários e solitários, à exceção do
período de acasalamento, em que vivem temporariamente em grupo. O ninho é
construído pelo casal, em fins de Abril ou princípios de Maio, geralmente em
árvores, arbustos, árvores ocas ou caixas-ninho.
O ninho encontra-se em geral a uma altura inferior a 5 metros e é
constituído por palhas, pequenos ramos e raízes, A postura é de 3 a 6 ovos e o
casal reveza-se no choco que dura 16-19 dias. As crias são alimentadas por ambos
os pais e geralmente estão completamente cobertas de penas entre os 21 e os 23
dias de idade.
Alimentação
O seu regime alimentar é omnívoro, comendo praticamente de
tudo, variando consoante a estação do ano e a disponibilidade da alimento.
Quando há bolotas em abundância, fazem uma reserva para o Inverno, escolhendo-as
rigorosamente em função da sua maturidade, do seu tamanho, e da sua qualidade,
evitando em particular as que estejam bichosas,. As bolotas são enterradas no
chão com o bico, e posteriormente tapadas. Também pode fazer reservas em fendas
de rochas, buracos de árvores e outras cavidades, reservas essas que podem
conter vários quilogramas de bolotas, Aquelas que não conseguem voltar a
encontrar, germinam muitas vezes no ano seguinte, ajudando assim à
disseminação das árvores das quais provêm. Estima-se que cada gaio possa
dispersar um milhar de bolotas por ano.
Para atém das bolotas, alimentam-se também de frutos de faias e de
bagas de diferentes espécies. Na Primavera e Verão alimentam-se principalmente
de insectos, atacando também ninhos de onde retiram os ovos ou os filhotes.
Fazem ainda parte da sua alimentação lagartos, rãs, ratos e musaranhos (pequenos
mamíferos insectívoros com focinho pontiagudo).
João Pinto Soares
João Pinto Soares


















