Foi renovada a cerca da Escola Fernanda de Castro e há Novos habitantes na Tapada das
Necessidades
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES. O GAIO-COMUM
AS AVES DA TAPADA DAS
NECESSIDADES
O
GAIO-COMUM
Garrulus glandarius
O Gaio é uma espécie comum na Tapada
das Necessidades
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Características
Comprimento: 33 a 36
cm
Envergadura: 52 a 58 cm
Longevidade: 18 anos
Identificação
Identificação
É um corvídeo de dimensões médias, habitante dos bosques. As
penas azuis das asas são a característica mais fácil de detectar nesta espécie,
pois contrastam bastante com a tonalidade acastanhada do dorso e peito. As asas
arredondadas possuem também um padrão preto-e-branco, tornando a combinação de
cores muito visível quando se encontra em voo. A cauda preta e comprida e o
bigode escuro completam as características mais marcantes deste corvídeo. Além
disso tem uma coroa malhada de preto e branco e um bico preto curto
e forte.
O
gaio é uma espécie “imitadora”, capaz de imitar os cantos e chamamentos de
muitas espécies de aves florestais. Sendo uma ave em geral tímida, é difícil de
observar, sendo mais comum ouvir os seus gritos ásperos, que emite com
frequência, bem como todo um leque de imitações de cantos e chamamentos de
outras aves.
Distribuição
O Gaio-comum pode ser encontrado numa vasta área que vai desde a
Europa Ocidental até ao noroeste africano, passando por toda a Ásia continental
e sudoeste asiático. Nas zonas mais frias (Suécia, Noruega e Polónia), as
populações de gaios-comuns, migram no Outono para regiões mais a sul onde os
Invernos são menos rigorosos.
No nosso país é sedentário e encontra-se bem distribuído de norte a
sul do território, sendo mais abundante na metade norte e extremo
sul.
Os Gaios-comuns não se sentem à vontade em terrenos abertos. Vivem
geralmente em matas de folha caduca, de coníferas e mistas ou bosques pouco
desenvolvidos, mas podem inclusive viver em parques e jardins de pequenas e
grandes cidades.Gostam muito de habitar dentro de casas e
carros.
Reprodução
Os Gaios-comuns são geralmente sedentários e solitários, à exceção do
período de acasalamento, em que vivem temporariamente em grupo. O ninho é
construído pelo casal, em fins de Abril ou princípios de Maio, geralmente em
árvores, arbustos, árvores ocas ou caixas-ninho.
O ninho encontra-se em geral a uma altura inferior a 5 metros e é
constituído por palhas, pequenos ramos e raízes, A postura é de 3 a 6 ovos e o
casal reveza-se no choco que dura 16-19 dias. As crias são alimentadas por ambos
os pais e geralmente estão completamente cobertas de penas entre os 21 e os 23
dias de idade.
Alimentação
O seu regime alimentar é omnívoro, comendo praticamente de
tudo, variando consoante a estação do ano e a disponibilidade da alimento.
Quando há bolotas em abundância, fazem uma reserva para o Inverno, escolhendo-as
rigorosamente em função da sua maturidade, do seu tamanho, e da sua qualidade,
evitando em particular as que estejam bichosas,. As bolotas são enterradas no
chão com o bico, e posteriormente tapadas. Também pode fazer reservas em fendas
de rochas, buracos de árvores e outras cavidades, reservas essas que podem
conter vários quilogramas de bolotas, Aquelas que não conseguem voltar a
encontrar, germinam muitas vezes no ano seguinte, ajudando assim à
disseminação das árvores das quais provêm. Estima-se que cada gaio possa
dispersar um milhar de bolotas por ano.
Para atém das bolotas, alimentam-se também de frutos de faias e de
bagas de diferentes espécies. Na Primavera e Verão alimentam-se principalmente
de insectos, atacando também ninhos de onde retiram os ovos ou os filhotes.
Fazem ainda parte da sua alimentação lagartos, rãs, ratos e musaranhos (pequenos
mamíferos insectívoros com focinho pontiagudo).
João Pinto Soares
João Pinto Soares

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
ACTIVIDADES DO GATN PARA 2014
Recomeçaram as aulas de Tai-Chi na Escola Fernanda de
Castro.
Tem sido difícil o reatar das atividades por
parte do GATN, resultado da Extinção da Freguesia dos Prazeres e da sua
integração da nova Freguesia da Estrela.
Segue-se o conjunto de assuntos e atividades
apresentadas ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Estrela, em reunião
realizada em Dezembro de 2013. Esperamos vir a ter o mesmo apoio, nunca negado
por parte da Junta cessante.
Exmo. Sr. Presidente da
Junta de Freguesia da Estrela
O Grupo dos Amigos da
Tapada das Necessidades (GATN) vem chamar a atenção de Vexa. e solicitar a vossa
intervenção para a solução dos seguintes assuntos relacionados com
a Tapada das Necessidades:
- Portaria Sul - Limitar/regularizar a circulação
de automóveis que cada vez em maior número e com maior
velocidade entram e circulam na Tapada.
- Portaria Norte – Criar
uma portaria com guarda permanente na entrada Norte da Tapada (Rua do Borja), à
semelhança do que já acontece na entrada Sul. Consideramos esta portaria
fundamental para dar estabilidade àquela zona da Tapada e aí poder dar início a atividades condizentes com
o seu
desenvolvimento harmonioso, tendo em conta os aspetos romântico e
cultural.
- Moinho de
Vento e seu anexo – Instalar um centro de apoio aos visitantes com cafetaria e
esplanada. A localização de tal estrutura (perto da entrada) salvaguarda a
Tapada do transito
automóvel (fornecedores e outro apoio
logístico).
- Horta Pedagógica –
Projeto do GATN a
desenvolver no topo Norte da Tapada no local onde existem algumas instalações em tempos utilizadas
pela Estação
Florestal Nacional, conforme Projeto de
Protocolo que se
junta (PROTOCOLO DE CEDÊNCIA E
UTILIZAÇÃO).
- Renovação do protocolo
existente entre a Junta de Freguesia dos Prazeres e
o Grupo dos
Amigos da Tapada das Necessidades sobre
A GESTÃO E
UTILIZAÇÃO DA TAPADA DAS NECESSIDADES, que termina no final de 2013 e cuja cópia se
junta.
- Casinhas Encantadas -
Projeto da Junta de Freguesia dos
Prazeres para ocupação do antigo JARDIM ZOOLÓGICO, conforme projeto que se
junta.
- Circuito de manutenção –
criar um circuito de manutenção para dar mais dinamismo à zona Norte da Tapada e
contribuir para a sua segurança.
- Programa de visitas
guiadas para 2014.
- Aulas de Tai-Chi na
Escola Fernanda de Castro para 2014.
- Feira de artesanato,
livros e velharias na Praça da Armada.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
NATAL FELIZ
O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades deseja a todos um Natal Feliz.
Na imagem: Escultura da Senhora do Viso (Santa Marta de Penaguião)
Na imagem: Escultura da Senhora do Viso (Santa Marta de Penaguião)
NOTÍCIAS DA TAPADA
A Tapada das Necessidades e os lisboetas estão de parabéns com
o fim das bem conseguidas obras de restauro da Estufa Circular, Casa do Fresco e
Muro de Suporte de Terras, levadas a efeito pela Câmara Municipal de Lisboa.
Pinto Soares
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES
AS AVES DA TAPADA DAS
NECESSIDADES
O
PATO-REAL
Anas plathyrhynchos
Legendas:Fêmea,Macho, Fêmea com crias e Par
Classificação
cientifica
Reino:
Animalia
Filo:
Chordata
Classe: Aves
Ordem:
Anseriformes
Família: Anatidae
.
Género: Anas
Espécie:
Anas plathyrhynchos
Características
Comprimento: 51 a 62
cm
Envergadura: 81 a 90
cm
Peso: 850 a 1400
g
O macho apresenta a cabeça de cor verde reluzente, um
colar branco e estreito no pescoço,
o peito de um tom castanho-escuro, o corpo cinzento e a
cauda branca e negra, com dois curiosos anéis formados por penas enroladas sobre si mesmas, o bico amarelo pouco vivo e uniforme. Estas
cores tornam-se mais fortes quando do período de acasalamento, para chamar a atenção de um parceiro. As fêmeas têm um corpo de tom castanho claro listrado, e bico de coloração laranja irregular e geralmente são mais pequenas que
os machos. É, assim, fácil distinguir os sexos, nomeadamente no período de acasalamento.Fora desse período, (em eclipse), os
machos assemelham-se bastante com
as fêmeas mas ainda é possível realizar a distinção devido à coloração
do bico. É comum a ambos os sexos o espelho azul-violáceo, com duas linhas
brancas e as patas de coloração alaranjada.
O pato-real alimenta-se à superfície,
filtrando as águas e os limos até níveis que os obrigam a submergir a cabeça e a parte
anterior do corpo para esgravatar no fundo com o bico muito sensível. Além disso
comem bagas, sementes, raízes,
folhas, plantas aquáticas e também
pequenas rãs e insetos. Comem
também alimentos que os seres humanos lhes fornecem, como
por exemplo pão.
No princípio do Verão, renovam ao mesmo
tempo todas as penas de voo, ficando incapacitado de voar durante 3 a 4 semanas. Neste período,
os machos adquirem a chamada plumagem de eclipse, que se assemelha à
das fêmeas.
Levantam voo
diretamente da água sem necessidade de correr. Em voo,
apresentam a cabeça e o pescoço esticados para a frente, com batimentos de asas pouco
amplos e muito rápidos, emitindo repetidamente o
característico som - quack-quack.
O período de acasalamento desta espécie ocorre no Outono, após a muda da
pena. O casal conserva-se unido durante todo o Inverno e pelo menos até à nidificação. Já em fins de Janeiro, mas principalmente durante
todo o mês de Fevereiro, o casal procura um território para nidificar, perto da água. Nidifica sobre o solo em tufos de vegetação
rasteira, debaixo de arbustos, em buracos de árvores, em ninhos artificiais, em
edifícios, etc. A postura de 7 a 16 ovos esverdeados ocorre geralmente no mês de Março. A incubação dura
aproximadamente 26 dias e é feita exclusivamente pela fêmea. Os jovens patos,
cobertos de uma penugem parda e amarelada, adquirem a
capacidade de
voo por
volta das 7 semanas de idade. As
crias assim que nascem alimentam-se intuitivamente, principalmente de insetos, não
necessitam da mãe para se alimentarem mas sim para
proteção.
Distribuição
O Pato-real, antecessor dos
nossos patos domésticos, é o mais comum dos
patos selvagens. É uma espécie migratória, encontrando-se distribuído por toda a Europa, aproximadamente até aos limites florestais do Norte e até à zona
de estepes no Sul. Habita também a Islândia,
Gronelândia e quase toda a América
do Norte. Em Portugal,
nidificante e comum de
Norte a Sul do nosso país, é uma ave não migratória,
isto deve-se essencialmente ao
clima e às condições que
se mantêm estáveis ao longo do ano, não havendo assim necessidade de migrar para outras regiões à
procura de melhores condições.
Frequenta uma
grande variedade de habitats desde parques e canais urbanos, lagos,
pântanos de bosques, orla marítima, charcos e valas. Prefere as
planícies inundadas, marismas e
pântanos pouco profundos às
grandes extensões de água, e só visitam o mar em circunstâncias excecionais. Nidifica na Tapada das Necessidades, frequentando os lagos
aí existentes.
João Pinto Soares

terça-feira, 15 de outubro de 2013
ÚLTIMA VISITA GUIADA À TAPADA DAS NECESSIDADES EM 2013
Realizou-se no passado Sábado, dia 5 de Outubro, a última visita guiada à Tapada das Necessidades, organizada em 2013.
Com a extinção da Freguesia dos Prazeres que apoiava estas visitas, torna-se incerta a sua realização futura.
No próximo dia 15 de Outubro terá lugar a tomada de posse do executivo da nova Freguesia da Estrela.
O GATN irá pedir de imediato uma reunião com o Presidente da Freguesia da Estrela recém-criada para serem discutidos vários assuntos referentes à Tapada das Necessidades entre os quais a continuidade das visitas guiadas.

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