segunda-feira, 10 de março de 2014

Intervenção do GATN na Reunião Descentralizada da CML

Intervenção do GATN na reunião Descentralizada da CML, realizada no passado dia 5 de Março, na qual nos foi garantida pelo Sr. Vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes uma reunião conjunta com o Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Estrela para debater assuntos relacionados com o futuro da Tapada das Necessidades.
 
 
         O  Grupo dos Amigos da Tapada  das  Necessidades (GATN), aproveita    uma vez  mais a  oportunidade que as Reuniões  Descentralizadas da Câmara Municipal  de Lisboa proporcionam, para   reiterar   a   sua posição quanto ao futuro próximo  deste Espaço  de importância vital para a cidade de Lisboa.

        Presentemente, sentimos a Tapada dividida em duas partes distintas: A parte Sul, mais vivenciada, protegida por uma portaria permanentemente  ocupada, uma vigilância constante exercida por pessoal da CML, a presença  de  um jardineiro a tempo inteiro e   uma Escola a funcionar sem problemas. Por outro lado temos   a parte Norte, onde  se concentram a maior parte  dos problemas, resultantes   da ausência de uma   portaria com   guarda permanente, o que facilita  a   intrusão   de indivíduos  sem  carácter que  desencadeiam  atos de  vandalismo  sobre  pessoas e bens. Estes atos são encorajados pela existência dos  edifícios  devolutos deixados pela Estação Florestal Nacional quando  em 1998 abandonou a Tapada para se instalar em Oeiras.

         Julgamos ser fundamental para um desenvolvimento harmónico   e seguro da Tapada, a ocupação permanente das construções devolutas, a demolição dos barracões e anexos   sem serventia ou possibilidade de recuperação e a criação   de uma portaria com   guarda  permanente na entrada Norte (Rua do Borja),tendo sempre em vista que o aproveitamento do   espaço   da Tapada  deve ser  prioritariamente  para  atividades lúdicas e culturais com   fins sociais, e deve ter ainda em conta   as características específicas   que  tornam a Tapada das Necessidades  diferente  das   outras áreas verdes da cidade de Lisboa.
         
         Embora desconhecendo qual o plano da CML  para o futuro da Tapada das Necessidades, o  GATN vem apresentar  um conjunto de sugestões para a ocupação  dos  diferentes edifícios que se encontram devolutos e à mercê de atos de vandalismo naquele espaço.


Assim:

                    - Moinho de Vento.
       
Para  o  moinho de vento  e  edificação anexa, dada a sua localização perto   da   entrada Norte, o  que   limita a circulação de veículos necessários   ao apoio  logístico, propomos a instalação de   Uma cafetaria   de   apoio aos visitantes da Tapada, com    uma   esplanada, instalações   sanitárias  públicas incluindo fraldário,   mantendo   as  características do edificado como moinho de vento.

        - Horta pedagógica.

Lembramos, uma vez  mais a Vexas. o nosso  projeto para a criação de uma horta pedagógica no  topo Norte  da Tapada   das   Necessidades, utilizando a título precário  algumas   das construções deixadas pela Estação  Florestal Nacional e  um terreno  de cultura adjacente também já   em tempos utilizado por funcionários  daquele organismo. Esta ideia foi transcrita para um projeto de protocolo    enviado ao Sr. Vereador José Sá Fernandes em 3 de Junho de 2009.

        - Edifícios encostados ao   muro do topo Norte da Tapada, onde funcionaram a biblioteca e   laboratórios da Estação Florestal Nacional e para a ocupação dos quais já foi   aberto   um   concurso   em 2012  para instalação e funcionamento de um Espaço Cultural Integrado.

Propomos a instalação de uma Creche e/ou Espaços Culturais.


         - Edifício   isolado no topo Norte da Tapada das Necessidades, onde   funcionou   um   dos Laboratórios da Estação Florestal Nacional.

Propomos a instalação de uma biblioteca e de um centro de interpretação da Tapada das Necessidades   e silvicultura  urbana, dando cumprimento ao estipulado no protocolo   de transferência   de   gestão   da Tapada das  Necessidades assinado em 23 de Outubro de 2008, entre  o Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural   e  das  Pescas e a Câmara Municipal de Lisboa – Garantir  que um dos espaços integrantes   do edificado que lhe é cedido pelo presente Protocolo é dedicado à Prestação   de informações   sobre assuntos relacionados com a agricultura.


       - Circuito de Manutenção.

Procurando dinamizar o topo Norte  da Tapada   e torna-lo mais frequentado e seguro, propomos criar   e manter   um “circuito de Manutenção” com   a   instalação de diversos aparelhos   de    ginástica    ao longo   de um  percurso        pré-determinado.

        - Casinhas Encantadas.

Projeto de carácter social com   ateliers para crianças e adultos   a   desenvolver   no   espaço  do antigo Jardim Zoológico utilizando   as   instalações     existentes, conforme   projeto   enviado   ao   Sr. Vereador  José Sá Fernandes em 16 de Janeiro de 2009.

        - Casa   de    função   do    Guarda Florestal e Envidraçado anexo.

Propomos a criação de um Centro  de Dia   para  idosos e Posto de Enfermagem.

    
Pensamos desta forma contribuir para um futuro equilibrado  da  Tapada das Necessidades, oferecendo desde já a nossa colaboração ativa para tornar realidade as melhores soluções que forem encontradas.

Terminamos congratulando-nos pelo meritório trabalho  de  recuperação do património artístico e monumental da Tapada que tem   vindo a ser   desenvolvido pela Câmara Municipal de Lisboa, com realce para a Estufa Circular e a Casa do Fresco, mas também para os lagos, pequenos recantos e peças ornamentaisque embora mais modestos não são de somenos importância e que demonstra uma forte dedicação  à causa da Tapada mesmo perante uma situação económica adversa. Devemos assinalar também a instalação de sanitários públicos, anseio por nós manifestado por diversas vezes.

        Por último, queremos aproveitar esta oportunidade para solicitar ao Sr. Vereador José Sá Fernandes uma reunião onde possamos em conjunto trocar impressões sobre estes e outros assuntos de importância para o futuro da Tapada das Necessidades.



       Gratos pela vossa atenção.


       
                         Lisboa, 5 de Março de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Notícias da Tapada

                                     
 Foi renovada a cerca  da Escola Fernanda de Castro  e há Novos habitantes na Tapada das Necessidades
                                          

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES. O GAIO-COMUM

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

O GAIO-COMUM
Garrulus glandarius

O Gaio é uma espécie comum na Tapada das Necessidades
Classificação científica

Reino:    Animalia              Filo:        Chordata
                                                                                                                                                                Classe:     Aves        Ordem:     Passeriformes                                                                            Família:    Corvidae                               Género:    Garrulus                                          
                                                 Espécie:   Garrulos glandarius                            

Características

      Comprimento: 33 a 36 cm
     Envergadura: 52 a 58 cm
                                                                                                                                                                                                                      Peso: 140 a 190 g
Longevidade: 18 anos

Identificação

É um corvídeo de dimensões médias, habitante dos bosques. As  penas azuis das asas são a característica mais fácil de detectar nesta espécie, pois contrastam bastante com a tonalidade acastanhada do dorso e peito. As asas arredondadas possuem também um padrão preto-e-branco, tornando a combinação de cores muito visível quando se encontra em voo. A cauda preta e comprida e o bigode escuro completam as características mais marcantes deste corvídeo. Além disso tem uma coroa  malhada de  preto e branco e um bico preto curto e forte.
O gaio é uma espécie “imitadora”, capaz de imitar os cantos e chamamentos de muitas espécies de aves florestais. Sendo uma ave em geral tímida, é difícil de observar, sendo mais comum ouvir os seus gritos ásperos, que emite com frequência, bem como todo um leque de imitações de cantos e chamamentos de outras aves. 

                                                             Distribuição

O Gaio-comum pode ser encontrado numa vasta área que vai desde a Europa Ocidental até ao noroeste africano, passando por toda a Ásia continental e sudoeste asiático. Nas zonas mais frias (Suécia, Noruega e Polónia), as populações de gaios-comuns, migram no Outono para regiões mais a sul onde os Invernos são menos rigorosos.
No nosso país é sedentário e encontra-se bem distribuído de norte a sul do território, sendo mais abundante na metade norte e extremo sul.

                                                                                                                                                                                                                                      Habitat

Os Gaios-comuns não se sentem à vontade em terrenos abertos. Vivem geralmente em matas de folha caduca, de coníferas e mistas ou bosques pouco desenvolvidos, mas podem inclusive viver em parques e jardins de pequenas e grandes cidades.Gostam muito de habitar dentro de casas e carros.

                                                           Reprodução

Os Gaios-comuns são geralmente sedentários e solitários, à exceção do período de acasalamento, em que vivem temporariamente em grupo. O ninho é construído pelo casal, em fins de Abril ou princípios de Maio, geralmente em árvores, arbustos, árvores ocas ou caixas-ninho.
O ninho encontra-se em geral a uma altura inferior a 5 metros e é constituído por palhas, pequenos ramos e raízes, A postura é de 3 a 6 ovos e o casal reveza-se no choco que dura 16-19 dias. As crias são alimentadas por ambos os pais e geralmente estão completamente cobertas de penas entre os 21 e os 23 dias de idade.

                                                             Alimentação

O seu regime alimentar é omnívoro,  comendo praticamente de tudo, variando consoante a estação do ano e a disponibilidade da alimento. Quando há bolotas em abundância, fazem uma reserva para o Inverno, escolhendo-as rigorosamente em função da sua maturidade, do seu tamanho, e da sua qualidade, evitando em particular as que estejam bichosas,. As bolotas são enterradas no chão com o bico, e posteriormente tapadas. Também pode fazer reservas em fendas de rochas, buracos de árvores e outras cavidades, reservas essas que podem conter vários quilogramas de bolotas, Aquelas que não conseguem voltar a encontrar, germinam muitas vezes  no ano seguinte, ajudando assim à disseminação das árvores das quais provêm. Estima-se que cada gaio possa dispersar um milhar de bolotas por ano.
Para atém das bolotas, alimentam-se também de frutos de faias e de bagas de diferentes espécies. Na Primavera e Verão alimentam-se principalmente de insectos, atacando também ninhos de onde retiram os ovos ou os filhotes. Fazem ainda parte da sua alimentação lagartos, rãs, ratos e musaranhos (pequenos mamíferos insectívoros com focinho pontiagudo).

João Pinto Soares

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ACTIVIDADES DO GATN PARA 2014

Recomeçaram as aulas de Tai-Chi na Escola Fernanda de Castro.
 
Tem sido difícil o reatar das atividades por parte do GATN, resultado da Extinção da Freguesia dos Prazeres e da sua integração da nova Freguesia da Estrela.
Segue-se o conjunto de assuntos e atividades apresentadas ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Estrela, em reunião realizada em Dezembro de 2013. Esperamos vir a ter o mesmo apoio, nunca negado por parte da Junta cessante.
 
Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Estrela
O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades (GATN) vem chamar a atenção de Vexa. e solicitar a vossa intervenção para a solução dos seguintes assuntos relacionados com a Tapada das Necessidades:
- Portaria Sul - Limitar/regularizar a circulação de automóveis que cada vez em maior número e com maior velocidade entram e circulam na Tapada.
- Portaria Norte – Criar uma portaria com guarda permanente na entrada Norte da Tapada (Rua do Borja), à semelhança do que já acontece na entrada Sul. Consideramos esta portaria fundamental para dar estabilidade àquela zona da Tapada e aí poder dar início a atividades condizentes com o seu desenvolvimento harmonioso, tendo em conta os aspetos romântico e cultural.
- Moinho de Vento e seu anexo – Instalar um centro de apoio aos visitantes com cafetaria e esplanada. A localização de tal estrutura (perto da entrada) salvaguarda a Tapada do transito automóvel (fornecedores e outro apoio logístico).
- Horta Pedagógica – Projeto do GATN a desenvolver no topo Norte da Tapada no local onde existem algumas instalações em tempos utilizadas pela Estação Florestal Nacional, conforme Projeto de Protocolo que se junta (PROTOCOLO DE CEDÊNCIA E UTILIZAÇÃO).
- Renovação do protocolo existente entre a Junta de Freguesia dos Prazeres e o Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades sobre A GESTÃO E UTILIZAÇÃO DA TAPADA DAS NECESSIDADES, que termina no final de 2013 e cuja cópia se junta.
- Casinhas Encantadas - Projeto da Junta de Freguesia dos Prazeres para ocupação do antigo JARDIM ZOOLÓGICO, conforme projeto que se junta.
- Circuito de manutenção – criar um circuito de manutenção para dar mais dinamismo à zona Norte da Tapada e contribuir para a sua segurança.
- Programa de visitas guiadas para 2014.
- Aulas de Tai-Chi na Escola Fernanda de Castro para 2014.
- Feira de artesanato, livros e velharias na Praça da Armada.




 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

NATAL FELIZ

O Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades deseja a todos um Natal Feliz.

Na imagem: Escultura da Senhora do Viso (Santa Marta de Penaguião)

NOTÍCIAS DA TAPADA

 
A Tapada das Necessidades e os lisboetas estão de parabéns com o fim das bem conseguidas obras de restauro da Estufa Circular, Casa do Fresco e Muro de Suporte de Terras, levadas a efeito pela Câmara Municipal de Lisboa.
 
Pinto Soares

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES

O PATO-REAL
Anas plathyrhynchos
 
  
Legendas:Fêmea,Macho, Fêmea com crias e Par

Classificação cientifica

Reino:      Animalia
Filo:         Chordata
Classe:    Aves
Ordem:    Anseriformes                                                                            
Família:   Anatidae                                                       .
Género:   Anas                                          
Espécie:  Anas plathyrhynchos                            

Características
Comprimento: 51 a 62 cm
Envergadura: 81 a 90 cm
Peso: 850 a 1400 g

O macho apresenta a cabeça de cor verde reluzente, um colar branco e estreito no pescoço,  o peito de um  tom  castanho-escuro, o corpo cinzento e a cauda branca e negra, com dois curiosos anéis  formados por  penas   enroladas sobre si mesmas, o bico amarelo pouco vivo e uniforme. Estas cores  tornam-se  mais   fortes quando do  período  de  acasalamento,  para  chamar  a  atenção  de um parceiro. As fêmeas têm um corpo de tom castanho claro listrado,  e  bico  de coloração  laranja irregular  e  geralmente  são  mais  pequenas  que  os machos. É, assim, fácil  distinguir  os  sexos, nomeadamente no período de acasalamento.Fora desse período, (em eclipse), os machos assemelham-se bastante  com   as fêmeas  mas   ainda  é possível realizar a distinção devido à coloração do bico. É comum a  ambos os sexos  o espelho azul-violáceo, com duas linhas brancas e as patas de coloração alaranjada.


O pato-real alimenta-se à superfície, filtrando as águas e os  limos até  níveis  que  os obrigam a submergir a cabeça e a parte anterior do corpo para esgravatar no fundo com o bico muito sensível. Além disso comem  bagas, sementes, raízes, folhas, plantas aquáticas e também pequenas rãs e insetos. Comem    também  alimentos  que os seres humanos lhes fornecem, como por exemplo pão.

No princípio do Verão, renovam ao mesmo tempo todas   as penas  de voo,   ficando incapacitado de voar durante 3 a 4 semanas. Neste período, os  machos adquirem a chamada plumagem de eclipse, que se assemelha à das fêmeas.

Levantam  voo   diretamente   da água  sem necessidade de correr. Em voo, apresentam a cabeça e o pescoço esticados para a  frente, com batimentos de asas pouco amplos e muito rápidos, emitindo repetidamente o característico som -  quack-quack.

O período de acasalamento desta  espécie ocorre no Outono, após a muda da pena. O casal conserva-se unido durante todo o Inverno e  pelo menos  até  à  nidificação. Já  em  fins  de Janeiro, mas principalmente durante todo o mês de Fevereiro, o  casal procura um território para nidificar,  perto da água. Nidifica sobre  o solo em tufos de vegetação rasteira, debaixo de arbustos, em buracos  de árvores, em ninhos artificiais, em edifícios, etc. A postura   de 7 a 16 ovos esverdeados ocorre  geralmente no  mês  de Março. A   incubação dura aproximadamente 26 dias e é feita exclusivamente pela fêmea. Os jovens patos, cobertos de  uma penugem  parda  e amarelada,  adquirem   a   capacidade   de   voo   por   volta  das 7 semanas de idade.  As   crias   assim   que  nascem alimentam-se   intuitivamente,  principalmente de insetos, não necessitam da mãe para se alimentarem mas sim para proteção.

Distribuição

O Pato-real, antecessor   dos   nossos   patos domésticos, é o mais comum   dos   patos selvagens. É uma espécie migratória, encontrando-se distribuído  por toda  a Europa,   aproximadamente  até aos  limites florestais do Norte e até à zona de  estepes  no Sul. Habita também a Islândia, Gronelândia e quase toda a América  do Norte. Em Portugal,  nidificante e comum  de Norte  a Sul do nosso país,  é  uma ave não migratória, isto deve-se essencialmente ao   clima e às condições que   se  mantêm estáveis  ao longo do   ano,   não havendo  assim  necessidade de migrar  para  outras   regiões  à  procura de melhores condições.

Frequenta   uma   grande   variedade   de habitats  desde parques e canais urbanos, lagos, pântanos de bosques, orla marítima, charcos e valas. Prefere  as   planícies   inundadas, marismas   e   pântanos pouco profundos às grandes extensões de água, e só visitam o mar em circunstâncias excecionais.   Nidifica  na Tapada das Necessidades, frequentando os lagos aí existentes. 

João Pinto Soares


terça-feira, 15 de outubro de 2013

ÚLTIMA VISITA GUIADA À TAPADA DAS NECESSIDADES EM 2013

 
 
Realizou-se no passado Sábado, dia 5 de Outubro, a última visita guiada à Tapada das Necessidades, organizada em 2013.
 
Com a extinção da Freguesia dos Prazeres que apoiava estas visitas, torna-se incerta a sua realização futura.
 
No próximo dia 15 de Outubro terá lugar a tomada de posse do executivo da nova Freguesia da Estrela.
 
O GATN irá pedir de imediato uma reunião com o Presidente da Freguesia da Estrela recém-criada para serem discutidos vários assuntos referentes à Tapada das Necessidades entre os quais a continuidade das visitas guiadas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

VISITA GUIADA À TAPADA


Realiza-se no próximo Sábado, dia 5 de Outubro, com concentração às 15,00 H na Portaria Sul da Tapada ( Largo das Necessidades), a última visita guiada deste ano à Tapada das Necessidades.
Esperamos por vós para conhecermos um dos jardins mais belos da Capital.
João Pinto Soares


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Notícias da Tapada

MEO OUT JAZZ
 
Realizou-se no passado Domingo, dia 1 de Setembro de 2013, na Tapada das Necessidades, o primeiro espectáculo do MEO OUT JAZZ 2013.
Estão previstos novos espectáculos todos os Domingos do mês de Setembro, a partir das 17,00 H.
 
VISITA GUIADA À TAPADA DAS NECESSIDADES
 
Terá lugar no próximo Sábado, dia 7 de Setembro de 2013, mais uma visita guiada à Tapada das Necessidades, com encontro às 15,00 H na portaria Sul da Tapada, no largo das Necessidades.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

AS AVES DA TAPADA DAS NECESSIDADES


OS PSITTACIFORMES
Psittaciformes é uma ordem de aves que inclui mais de 360 espécies. O grupo inclui aves  muito populares  e conhecidas tais como: papagaios, periquitos e araras.

De forma geral, os psitaciformes  caracterizam-se  pelo bico  com a mandíbula superior recurvada sobre a inferior. Esta forma de bico é uma adaptação à alimentação à base de sementes e frutos. Estas aves são normalmente muito coloridas e algumas  espécies são capazes de aprender  a reproduzir sons de fala humana, razões que estiveram na origem da sua introdução maciça na Europa como animais de companhia.

Os psitaciformes têm distribuição geográfica vasta, ocupando as regiões quentes   e  temperadas de todos os continentes. 
A maior diversidade do grupo encontra-se na Oceania, América Central e   América do Sul. A única espécie nativa do Hemisfério Norte foi o Periquito-da-carolina, que habitou o Sudeste dos Estados Unidos e se extinguiu no início do Século XX.


 No passado recente, desapareceramdiversas espécies de psitaciformes, em particular as nativas das ilhas do Oceano   Pacífico colonizadas  durante  a   expansão polinésia.

O registo geológico mais   antigo atribuído  a uma ave do grupo data do período  Cretácico   e  consiste  num fragmento da parte   inferior   de  um bico, encontrada no Wyoming   (Estados Unidos da América)e semelhante à dos   periquitões modernos. A diversidade de espécies no Hemisfério Sul sugere   que   o   grupo   seja   originário do antigo   continente Gondwana,  mas   esta    ideia  não   é   consensual  na comunidade científica tendo em conta que a maior abundância de fósseis de  psitaciformes se  encontra na   Europa. Os    esqueletos  completos  mais antigos  que  foram encontrados datam  do  Eocénico   da   Inglaterra e Alemanha.

Os PERIQUITOS NA TAPADA

Durante as  minhas não   tão    frequentes como  desejaria preambulações pela Tapada das Necessidades, foi-me dado constatar a presença de numerosos periquitos que em   bandos ruidosos,   mais   ou menos  numerosos,   atravessam os céus e procuram as árvores da Tapada das Necessidades, sendo   mais   activos e ruidosos nos finais das tardes e no início das manhãs.

Notei a presença de  pelo  menos duas   espécies, ambas    pertencentes  ao grupo dos Psittaciformes: O periquito-de-colar   ou  periquito-rabo-de-junco ( Psittacula krameri )      e   o   periquitão-de-cabeça-azul
(Aratinga acuticaudata ), que a seguir vou tentar descrever. Não posso garantir que não existam indivíduos de outras espécies de psitacídeos, já que nos últimos anos se tornaram   uma   família exótica   bem aclimatada aos jardins de Lisboa.






Periquito-de-colar




Macho e fêmea de periquito-de-colar

O  periquito-de-colar ou periquito-rabo-de-junco (Psittacula krameri)

Classificação científica

Reino:      Animalia
Filo:         Chordata
Classe:    Aves
Ordem:    Psitaciformes                                                                            
Família:   Psittacidae                                                       .
Género:   Psitaculla                                          
Espécie:  Psitaculla krameri                            


O  periquito-de-colar ou periquito-rabo-de-junco (Psittacula krameri) é uma espécie da família Psitacidae. Originária das    florestas  da Ásia,   encontra-se  amplamente distribuída na Ásia, África e Europa.
O Periquito   de Colar é   um papagaio de cauda longa que vive   em  bandos   mais ou menos numerosos. Estas aves escolhem  uma    pequena  região para viver  e vão dentro dessas   delimitações   mudando   de   poiso  em busca de comida.

Características


Comprimento:     38-42 cm
Envergadura:      42-48 cm
Habitat:               parques e jardins urbanos.
Postura:               2-4 ovos.
Incubação:          22-24 dias.
Alimentação:       sementes, bagas e frutos.

A plumagem natural do Periquito de Colar   é  verde clara. Possuem  um bico grande em forma de gancho,  vermelho na mandíbola  superior e preto na inferior. Os machos têm um característico colar ou banda preto e rosa   azulado à volta da   zona   do pescoço que surge entre os dois  e os três   anos   de   idade.   Este   traço   permite    distinguir visualmente os machos das fêmeas, nas  quais o colar ou é inexistente   ou   é verde. Estes   papagaios    elegantes medem entre 38 e 43 cm. A   longa   cauda    mede  quase metade   do comprimento     total. As aves jovens assemelham-se   às   fêmeas   e   podem ter a cauda mais curta.

Originária da Ásia e da África, foi observada pela primeira vez em Portugal  no estuário do Tejo, nos finais dos anos 70 do século passado. A maioria  da população (algumas centenas de indivíduos) vive nos   parques   e   jardins da Grande Lisboa, onde   se   alimenta   de   frutos, bagas  e sementes. No entanto, também      colonizou   o   Porto (Parque da Cidade) e a Comporta, e   há observações em Guimarães,  Alvor e Torres Novas. A sua   presença entre nós deve-se   a   fugas   do   cativeiro   ou   a  libertações deliberadas.

Estas aves podem viver até aos 30 anos, embora a média seja   mais   baixa e ronde os 20. É   uma   espécie   muito    resistente a qualquer tipo de doença. Gostam muito do sol e detestam o frio. Nidificam em cavidades de árvores. Os casais são inseparáveis, formando-se quase sempre para toda a vida.


                      
O PERIQUITÃO–DE-CABEÇA-AZUL
Aratinga acuticaudata


Classificação científica


Reino:      Animalia
Filo:         Chordata
Classe:    Aves
Ordem:    Psitaciformes                                                                            
Família:   Psittacidae                                                       .
Género:   Aratinga                                          
Espécie:  Aratinga acuticaudata 
                        


Características


Não confundir com  o mais   estridente  e abundante periquito-de-colar, referido anteriormente, de facto, distingue-se pelo  seu tamanho  ligeiramente menor, pela coloração da  cabeça, do  bico e  das  patas,  pelas vocalizações e, sobretudo, pelas penas caudais avermelhadas. Há observações em Évora e Faro, mas é em Lisboa que a espécie prospera. Originário  da América do Sul, e fugido do cativeiro, as primeiras observações remontam a 1998, no Jardim   da Estrela, onde existiam pelo menos sete indivíduos como refere Rafael Matias no livro Aves exóticas que nidificam em Portugal Continental (2002). Em 2007 figurava   na   categoria   E3 da Lista Sistemática das Aves de Portugal Continental (publicada no Anuário Ornitológico) , ou seja a de “espécies observadas de forma ocasional  sem indícios de reprodução”. A verdade é que o periquitão-de-cabeça-azul é já presença regular em vários jardins da capital (Jardim Botânico da Universidade   de Lisboa, Jardim do Torel, Tapada da Ajuda, Jardim do Campo Grande, Quinta das Conchas, Jardim Amália Rodrigues e também na  Tapada das Necessidades). Daí que, e como escreve Rafael Matias no Anuário Ornitológico (2011), é “improvável que não haja reprodução em liberdade”.